PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

UM REI, PARA OS REPUBLICANOS

Arq. Gonçalo Ribeiro Teles

Portugal atravessa um período crucial da sua existência. Os portugueses parecem terem perdido a razão de ser do nosso país como Nação, Estado e Pátria. Para isso, contribuíram, sem dúvida, o desconhecimento da sua história, pela grande maioria dos portugueses, e as dificuldades económicas e de subsistência de parte da população. O anúncio de quais dificuldades se resolveriam com a contribuição financeira vinda da U.E. tarda a resultar em beneficio dos mais necessitados, o que contribui para o desalento dos que esperavam essa ajuda com que um “maná” cáido do céu.

O tempo, no entanto, não pode ser de resignação mas sim de esperança porque ainda são muitos aqueles que acreditam, mesmo sem o traduzir em atitudes, na vontade inabalável do povo português em continuar a querer ser uma Nação e constituir um Estado que mantenha os laços de solidariedade com as muitas comunidades de portugueses e descendentes espalhadas pelo mundo. Da força e vontade do Estado Português depende o desenvolvimento da Lusofonia de que há a esperar um papel relevante na construção do futuro da Humanidade.

A decadência política e social, a dependência económica, a inoperância do Estado e das suas instituições, o pouco prestígio internacional, consentâneo com a real presença de Portugal no Mundo, têm conduzido à diluição gradual da soberania nacional e ao desconhecimento do nosso passado, o que tem contribuído para o desmembrar dos laços culturais e de solidariedade entre os povos que assumem no Mundo a língua e a cultura portuguesas.

A Instituição Real é um instrumento necessário à recuperação do prestígio do país, ao reconhecimento internacional da sua importância e ao reforço dos laços de solidariedade entre Portugal e os povos e comunidades lusófonas.

A restauração da Instituição Real só será possível através da formalização de um consenso nacional.

Os monárquicos são chamados, para se conseguir esse consenso, a travar um diálogo aberto e amigo com todos os Portugueses sobre a Instituição Real. Há que sair dos tradicionais colóquios voltados para dentro, e procurar o encontro com aqueles que, nos mais diversos campos políticos, também temem pela perda gradual da independência do nosso país e, consequentemente, pelo futuro das relações de Portugal com as comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo e com os novos Estatutos lusófonos.

A Instituição Real nasceu com Portugal e presidiu ao seu desenvolvimento e expansão com base numa aliança do Rei com o Povo. Hoje, a maioria dos portugueses esqueceram tal facto e, por isso, criticam o papel que a Instituição Real desempenhou na formação e desenvolvimento de Portugal. Falsos preconceitos vilipendiam ou mesmo ridicularizam a estatura humana Real e da Monarquia.

As razões que a seguir se apresentam a favor da Monarquia, são aquelas que melhor desmascaram os mais vulgares preconceitos sobre a realeza.

Rei e Liberdade

A Liberdade do rei, ao serviço de todos é uma referência que obriga ao reconhecimento de cada um. Por isso, o “servir o Rei” não é mais do que o reconhecimento do serviço que cada um deve prestar à comunidade.

Monarquia e Democracia

A monarquia moderna nos dias de hoje é indissociável da Democracia. A monarquia moderna apoia-se na Democracia e esta só se poderá desenvolver, com total participação dos cidadãos se tiver, como esteio permanente, a Instituição Real.

O governo depende do Parlamento que domina o poder legislativo. O Povo está representado no Parlamento através dos deputados eleitos para as sucessivas legislaturas, pronunciando-se apenasw no acto eleitoral ou se em situações críticas for chamado a pronunciar-se por referendo. Mas, por mais curtas que sejam as legislaturas, a vida política e social corre dia-a-dia. O elo permanente entre o Povo e o Parlamento terá que ser o Rei. Elo independente que permanece na sua função ao lado do Povo durante o tempo de cada legislatura.

Ao Rei compete a supremacia do poder, o que não significa que assuma o absolutismo ou retenha na sua mão a totalidade dos poderes mas, apenas nele reside o poder de, em seu nome e no do Povo, proferir a suprema palavra de Estado. Ele personaliza esse poder e exerce-o como representante da Dinastia, em nome do Povo, e não de qualquer estrato social, poder económico ou partido político, mesmo que maioritário. Deste facto resulta, por um lado, a fragilidade da monarquia perante os totalitarismos das maiorias que geram os ditadores mas, por outro, a sua grandeza, devido à independência, ao lado do Povo, face às contigências e conjunturas temporais da política e dos interesses económicos, sociais e ideológicos.

O rei, sem se ilegitimar, nunca poderá ser o chefe de facções, de movimentos sociais ou de interesses particulares, terá sempre que procurar o bem comum e defender a independência nacional, representando o que é transcendente na ordem política.

O rei simboliza a Nação, personaliza o Povo, na sua dimensão histórica. É, como Chefe de Estado, o defensor das minorias e o garante da continuidade da Nação e do seu futuro.

A continuidade dinástica garante a permanência do essencial para lá da morte.

Monarquia e República

A Instituição Real é ao longo da história, o regime que melhor serve a “res publica” contra a ambição dos interesses particulares, a arbitrariedade dos poderosos e o conluio de privilegiados. Negou-se a si própria sempre que permitiu a ditadura ou a oligarquia. Daí que, recentemente em Espanha, o Rei seja reconhecido pelos “republicanos” que o são por respeito à “res publica”, como seu rei. Assim o refere Philippe Nourry no titulo do seu livro: Juan Carlos. Un rey para los republicanos. Não há portanto, que distinguir uma ética republicana duma ética monárquica.

No sentido profundo dos dois termos não há antagonismo entre Monarquia e Res Publica, ma sim, entre um Chefe de Estado vindo da história, representante dos valores permanentes da comunidade e um Presidente dependente duma eleição periódica, proposta e sustentada por grupos de cidadãos, partidos e diferentes interesses legítimos ou não.

Portugal e o Mundo

Nos últimos tempos a posição do nosso país tem sido ultrapassada, nas instituições internacionais por outros países que nos estão próximos. A Espanha, geograficamente, e a Bélgica e a Holanda, em dimensão territorial e demográfica. Tal facto, resulta, em muito, do prestígio resultante da existência, nesses países, da “Coroa” como alto símbolo do Estado e garantia da continuidade duma presença e da estabilidade duma política.

A Nação Portuguesa e a presença da sua cultura no Mundo, através de povos e comunidades, não deve estar amputada da instituição que melhor prestigiar internacionalmente e servir como instrumento de presença cultural nas comunidades portuguesas e nos novos estados lusófonos.

Na realidade, somos um povo que tem uma língua, uma história e constitui um todo, uma Nação de que a dinastia faz parte como parte integrante essencial.

Sempre defendemos que a integração de Portugal na U.E. é necessária ao actual contexto internacional e para o desenvolvimento do nosso país. No entanto, há que continuar a defender intransigentemente a soberania de Portugal e a ampliar institucionalizar as relações com os Estados lusófonos e s comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Fonte: Boletim “Estrada Real”, n.º9-10, Ano 2001. Boletim da Causa Real

Filed under: Causa Monárquica, Causa Real, Cidadania, Cultura Portuguesa, III republica, Partidos Políticos, Política e Relações Internacionais, Portugal, República Portuguesa, Sociedade, monarquia portuguesa, Ética Republicana , , , , , , , , , , , ,

POR UMA MONARQUIA MODERNA E UNIFICADORA

David Garcia

Olhando as Monarquias Europeias actuais civilizadas, encontramos sociedade igualitárias, com alto Índice de Desenvolvimento Humano, elevados índices económicos, mais auto-estima, melhor produção, a todos os níveis, etc.

Isto acontece, porque existem nessas Monarquias, um Regime Democrático, Plural, respeitador de todas as diferenças, sejam elas, sociais, económicas, políticas, culturais, etc..

Assim sendo, para Portugal, não posso aceitar defender uma Doutrina Conservadora e irrealista, que de algum modo, fractura a sociedade e não a unifica. Eis os príncipios que defendo intransigentemente:

a) A nível religioso: defendo a laicidade do Estado – não de uma forma extrema, ao ponto de retirar símbolos religiosos das Escolas ou outras instituições, mas onde haja um verdadeiro respeito e um espírito de tolerância absolutamente indispensável;

b) A nível social: defendo que todos são cidadãos livres e iguais em direitos e deveres. Assim sendo, o direito à felicidade não deve ser um obstáculo para quem tem opções de vida diferentes. Sou contra o Referendo ao “Casamento” de homossexuais, porque acho que ninguém tem o direito de decidir sobre a vida privada de ninguém. Sou a favor das uniões civis de pessoas do mesmo sexo. Sabendo, como sei, do facto de existir grupos católicos homossexuais, não só em Portugal, mas também noutros países, pergunto-me que atitude a Igreja vai finalmente tomar. Vai pôr filhos de Deus fora da Casa de Deus, só porque são homossexuais? Será que Deus colocaria de parte ou discriminaria seus filhos que são diferentes, porque a Natureza assim os definiu? Não creio! Isto poderá chocar muita gente, mas a Monarquia que defendo, tem que ser uma Monarquia verdadeiramente para todos, até para a comunidade homossexual. Tal acontece nas Monarquias Europeias. Tal deverá acontecer em Portugal, em Monarquia, porque só assim, teremos uma Sociedade Unificada.

c) A nível económico e cultural: o estudo da História de Portugal tem que favorecer a auto-estima do nosso povo. Não é possível, a tamanha falta de rigor no ensino da História-Pátria. Os Portugueses têm que saber a Verdade Histórica. Não a verdade dos Vencedores, nem dos Vencidos. Mas sim, a VERDADE, total, independente, não importa o Regime em que se vive. Uma nação com forte auto-estima, ganhará melhor e maior ânimo, e a economia depende dessa sentimento. Nenhuma sociedade com pouca auto-estima poderá alguma vez crescer economicamente. Só uma sociedade bem formada e informada, o poderá fazer.

Haveria muito mais a dizer, mas vendo certos “fenómenos” na Internet, fico, deveras chocado, com a falta de visão de algumas pessoas. Segundo especialistas, a homofobia é que é uma doença, que pode criar conflitos na sociedade, provocando até situações de verdadeira calamidade pública. Eu, sempre acreditei, no príncipio da igualdade entre todos. Somos um Povo Unico na História da Humanidade. Levámos o nosso conhecimento, o nosso saber, a nossa cultura, as nossas tradições, aos quatro cantos do mundo. Respeitámos as diferenças. Fomos um povo civilizado e civilizador. Deixámos marcas em todo o lado. Pela experiência da nossa História, isto é, no respeito demonstrado pelas diferenças no passado, devemos saber olhar no presente para outras diferenças, que também é verdade, foram muitas vezes discriminadas no passado. Devemos ter a noção de que, são seres humanos, que trabalham, que estudam, que pagam impostos, e que, portanto, não podem ser postos de lado, em guetos, como ainda em pleno século XX aconteceu na Alemanha de Hitler. Devemos ter a noção do mundo em que vivemos e ter uma atitude humanista e unificadora.

O Rei de Portugal, terá que ser acima de tudo, o Rei de TODOS os Portugueses, sem qualquer tipo de exclusão. Não importa se gosta ou não. Muitas vezes na vida, surgem-nos situações que nós próprios não gostamos, por exemplo no emprego. E no entanto, somos obrigados a “engolir os sapos”, porque não temos escolha.

Em Espanha, que vive em Monarquia, há pouco tempo, o Rei Dom Juan Carlos I assinou o decreto, vindo do Governo para permitir as Uniões entre pessoas do mesmo sexo. E a maioria do povo espanhol é Católico. Mas essa medida avançou, precisamente para pôr fim à discriminação.

Defendamos pois, uma Monarquia Moderna e Unificadora!

Filed under: Cultura Portuguesa, Democracia, Educação, Juventude, Portugal, Sociedade , , , , , , , ,

PAÍSES SEM MONARQUIAS SÃO OS MAIS POLUIDORES À ESCALA MUNDIAL

Pedro Quartin Graça

China e EUA prometem emitir menos até 2020

As duas nações são responsáveis
por 40 por cento das emissões de dióxido de carbono

Dois dos maiores emissores de dióxido de carbono
do Mundo – a China e os Estados Unidos da América
(EUA) – prometeram, no final de Setembro,
reduzir tais níveis até 2020. Pedro Quartin Graça,
presidente do Partido da Terra, comenta a O
Instalador intenções de chineses e americanos.

Texto: Ana Clara in “O Instalador”

A promessa foi feita na cimeira da Organização das
Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, e que teve
como objectivo preparar a Cimeira de Copenhaga,
marcada para Dezembro. Objectivo: obter progressos
políticos até à capital dinamarquesa, onde se espera um
acordo global com compromissos para substituir o
Protocolo de Quioto, cuja primeira fase expira em 2013.
Perante centenas de chefes de estado e de governo presentes,
o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu
mais compromissos, frisando que “a incapacidade de
concluir um acordo global (sobre redução de emissões
de gases com efeito de estufa) em Copenhaga seria
moralmente indesculpável, de vistas-curtas em termos
económicos e politicamente mal-avisado”.
E acrescentou que “as alterações climáticas são a
questão dominante da geopolítica e economia mundiais
do século XXI, uma questão que afecta a equação mun -
dial do desenvolvimento, da paz e da prosperidade”.
“A situação é insustentável a curto prazo”
Ouvido pel’O Instalador, Pedro Quartin Graça, presidente
do Partido da Terra (MPT), não acredita que “as
boas intenções” dos EUA e da China “passem disso
mesmo” já que “era bem necessário que assim acontecesse
visto que, por exemplo, a ar que se respira em
muitas cidades da China – e Pequim está claramente
nessa situação – é claramente mau e muitíssimo poluído.
A situação é mesmo insustentável a curto prazo”.
Sobre o acordo de Copenhaga, o professor universitário
afirma que “será altamente positivo” o sucesso deste
acordo global e garante que “existe uma responsabilidade
moral por parte dos Estados face a esse compromisso
que, a não acontecer, ajudará a que o fim do
Planeta, enquanto espaço vivo, esteja mais próximo”.
Quartin Graça diz que “infelizmente” países como a
China, a Índia e os EUA – os mais poluidores – não
estão preparados para mudar de atitude face a esta
urgência global. “A Índia e a China querem hoje ter
acesso a tudo quanto os outros Estados mais desenvolvidos
já tiveram e encontram nestes acordos uma tal intenção. O problema é que se não
colaborarem vão ter graves problemas ambientais dentro
das suas fronteiras. Estão, pois, numa situação de
grande divisão”, salienta.
Para o líder do Partido da Terra, a redução desejável e
imperativa em termos de emissões de dióxido de carbono
em termos globais deve ser aquela que “permita que, nos
próximos 50 anos, a redução diminua efectivamente
acima dos 40 por cento. E é muito difícil isto suceder”.
Sobre a mudança aparente que se tem registado, ao
nível do discurso, por parte da Administração norteamericana,
Quartin Graça não crê que Obama “tenha
força suficiente para o conseguir”. Contudo, sublinha
que “será óptimo que consiga vergar a indústria americana
e levá-la a fazer um acordo nesse sentido”.
Sobre a intenção do Japão em querer reduzir as emissões
de gases com efeito de estufa em 25 por cento em
relação a 1990, o Professor Universitário olha para esta
proposta com muito interesse mas considera-a “infelizmente
impossível de, na prática, se concretizar”.

Filed under: Ambiente, Causa Monárquica, Monarquia na Europa, Sociedade , , , , , ,

Amor Vs Paixão – Visões Masculinas

5338153_HfDiu

Filed under: Cultura Portuguesa, Juventude, Sociedade

REGRESSO AO FUTURO

João Mattos e Silva,

Presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa

Este cinco de Outubro de 2009 vai ficar no filme da História da República! Para além da insípida cerimónia nos Paços do Concelho de Lisboa, onde o milionário proprietário José Relvas proclamou o novo regime a umas dezenas de lisboetas, para além das flores da memória na base da estátua do tribuno carbonário António José de Almeida, que foi presidente, para além, este ano, do discurso nos jardins do palácio presidencial para que não ficassem dúvidas de que o presidente não apoiava nem Santana nem Costa, o que toda a gente já sabia, centenas de monárquicos, na sua maioria esmagadora abaixo dos trinta anos, vieram para a rua aos gritos compassados de vi- va-o rei e por –tu –gal, empunhando bandeiras azuis e brancas e T Shirts onde se lia “Eu quero um Rei. E tu?”

A repercussão, em todos os jornais e televisões, foi enorme. Na blogosfera enormíssima. Nunca, nesta III República, os monárquicos tinham tido uma tão grande visibilidade e tinham feito falar tão claramente na questão do regime. Para ser justo, devo dizer que esta acção da Causa Real foi antecedida, em pleno verão preguiçoso e ensolarado, pela colocação da bandeira da Monarquia derrubada pelo golpe revolucionário e anti – democrático de 1910, na varanda dos mesmíssimos Paços do Concelho de Lisboa, pelo atrevimento de um grupo independente, que se intitulou Dart Vader’s, a que se seguiram acções semelhantes que os secundaram, um  pouco por todo o País.

Quem se deu ao trabalho de ler o que se escreveu nos blogs, a propósito destes episódios e da ousadia de contestar o regime prestes a fazer cem anos (afinal, para alguns republicanos ilustres como o Dr. Mário Soares, parece que não deveriam ser bem cem anos, porque há que lhes subtrair os da ditadura militar e os dos Estado Novo, que rejeitam como república, o que daria pouco mais de meio século, não fosse o Estado republicano os contrariar celebrando oficialmente o centenário), ficou ciente dos argumentos utilizados pelos republicanos irritados, para contestar a Monarquia: os privilégios, a igualdade, a democracia e o “regresso ao passado”. Argumentos estafados em que ninguém de bom senso e letrado acredita, olhando o que se passa nas Monarquias europeias, tão ou mais democráticas do que a nossa república e muito mais desenvolvidas económica, social e culturalmente. E ficou ciente de que, para além de uma cassete estafada de cem anos, grande parte recorreu à ordinarice e ao insulto como armas em defesa da República, à boa maneira republicana aliás, como a leitura da imprensa do primeiro decénio do século XX e dos dezasseis anos seguintes, demonstram largamente.

Entre a colocação da bandeira na Câmara Municipal de Lisboa e o 5 de Outubro, decorreu entretanto a guerra, primeiro de meias palavras e depois de um discurso palavroso e incompreensível do actual “inquilino de Belém”, sobre eventual espionagem por parte do governo à presidência, que só veio dar razão a quem, há cem anos, contesta a independência e supra -partidarismo do presidente da República por força constitucional, quando esses altos magistrados do regime, têm origem nos partidos, são apoiados política e financeiramente pelos partidos nas suas candidaturas e actuam, uma vez eleitos, com o argumento da mesma origem de legitimidade eleitoral que o Parlamento, contra os governos que são de ideologia diferente, para tentar contrariar as suas opções políticas legitimadas pelo voto parlamentar. Este episódio é, aliás, e além do mais, o mais caricato argumento do mais caricato filme de espiões, em que nem os espiões são desvendados nem os espionados vencem a “potência” adversária e todos perdem, acabando a fita numa enorme gargalhada.

Quem não quer ver que esta República e os argumentos a seu favor ficaram uma vez mais feridos de morte, talvez se espante se um dia forem os seus presumíveis cidadãos a dizer basta. E, continuando no paralelismo cinematográfico, a dizer que querem “regressar ao futuro”. O filme já está em rodagem.

Fonte: Blogue da Real Associação de Lisboa

Filed under: Causa Monárquica, Causa Real, Causa Real e Reais Associações, Centenário da Republica, Democracia, Efemérides, III republica, Lisboa, Partidos Políticos, Portugal, Presidência da Republica, Reais Associações, República Portuguesa, Sociedade , , , , , ,

5 de Outubro 2009, na SIC

Filed under: Blogue 31 da Armada, Causa Monárquica, Causa Real, Centenário da Republica, Democracia, Efemérides, III republica, Lisboa, Multimédia Monarquia Portuguesa, PDR-Projecto Democracia Real, Portugal, República Portuguesa, Sociedade, monarquia portuguesa , , , , , , , ,

5 de Outubro de 2009! Apanhado geral sobre as Notícias de um Dia marcante para os Monárquicos

GUIMARÃES – 5 DE OUTUBRO DE 2009
Guimarães acordou a 5 de Outubro com a verdadeira Bandeira de Portugal hasteada no Palácio de Santa Clara, sede do Município de Guimarães. 99 anos depois, lembramos a Monarquia, o regime deposto por um crime e contra a vontade de um povo. O regime que a “democrática” Constituição da República Portuguesa não permite que seja reinstituído por referendo popular. Lembramos a nossa História a partir da terra sagrada que viu nascer Portugal e o seu Primeiro Rei!
Publicada por Maria Menezes em 20:06 0 comentários

// <![CDATA[//

RESPOSTA À LEGALIDADE
Hoje de madrugada foi de novo hasteada a bandeira portuguesa da monarquia na sede Real Associação de Lisboa no Largo Camões, em desafio à ordem da Câmara Municipal de Lisboa que após mais de quarenta anos decidiu ordenar a sua remoção. Estranho é que em véspera de Centenário da revolução carbonária, a edilidade que não consegue zelar pela sua própria varanda, se entretenha a vasculhar as dos outros com o fundamento de que a exibição desse símbolo nacional deverá obedecer aos regulamentos de publicidade e mobiliário urbano. Se a CML optar por nos remover a bandeira, isso não faz mal: temos muitas.
Publicada por João Távora em Segunda-feira, Outubro 05, 2009
MONÁRQUICOS NA RUA COM TEIXEIRA PINTO

(Clique nas imagens para ampliar)

“A REPÚBLICA NUNCA FOI REFERENDADA PELO POVO” 05 Outubro 2009 – 00h30
Discurso Directo

Paulo Teixeira Pinto, Presidente da Causa Real, falou ao CM sobre as comemorações da Implantação da República.
Correio da Manhã – O que têm os monárquicos preparado para o dia de hoje, aniversário da Implantação da República?
Paulo Teixeira Pinto – Vamos partir de barco de Belém e pelas primeiras horas de madrugada hastear a bandeira monárquica na sede da Causa Real, algo que a Câmara Municipal de Lisboa proibiu há um ano.
– Estão proibidos de ter uma bandeira monárquica na sede da Causa Real? Porquê?
– Segundo a autarquia por questões ligadas ao “mobiliário urbano” e “publicidade”. Pergunto: um símbolo nacional como a bandeira monárquica é publicidade? Vamos hastear a bandeira e só a tiramos com uma ordem do tribunal. Parece que a câmara está mais preocupada com as bandeiras dos outros do que as bandeiras que estão na sua varanda.
– Como vêem as preparações para comemorar o centenário da República para o ano?
– Só em quatro meses já gastaram meio milhão de euros em questões estéticas. E tudo por ajuste directo. Um desenho de site que custou 99 mil euros? Num tempo de solidariedade como este que atravessamos? Justifica-se? Se continuar assim não chega ao próximo 5 de Outubro com os dez milhões que tinham para gastar.
– Querem que Portugal volte a ser uma monarquia?
– Uma monarquia constitucional. Qualquer Presidente da República, excepto o general Ramalho Eanes, teve uma vida ligada a uma força política. Um Rei não. É um poder independente que advém do povo.
– Mas acha que os portugueses querem uma monarquia?
– Há cada vez mais monárquicos a dar a cara. E de todos os campos ideológicos e faixas etárias. Defendemos que na Constituição se deve mudar a palavra República por Democracia. E fazer um referendo para saber o que os portugueses querem. A República nunca foi referendada pelo povo.
Bandeira monárquica de novo hasteada:
MONÁRQUICOS DESAFIAM REPÚBLICA A UM REFERENDO
Em pleno dia de comemoração da República, um grupo de monárquicos lançou um desafio ao regime: quer uma alteração da Constituição, que permita a realização de um referendo. Os republicanos rejeitam o desafio, garantindo que a República é pacífica em Portugal. E o PS já diz que não muda nada.
Esta madrugada, já em pleno dia de comemoração da República, um grupo de centenas de monárquicos desembarcou simbolicamente perto do Terreiro do Paço, correu em direcção ao Largo Camões, hasteou a bandeira da Causa Real e pediu que se abrissem as portas à realização de um referendo, em Portugal, à República.
O desafio foi preparado com máxima discrição e teve de contornar vários obstáculos, explicou ontem ao DN – ainda antes da iniciativa – Paulo Teixeira Pinto, o ex-governante e ex-presidente do BCP, que agora lidera a Causa Real.
Os obstáculos começaram no sábado, quando o grupo (estavam previstos 500 defensores da causa) recebeu a informação de que não poderiam desembarcar, como o rei D. Carlos há 101 anos, no dia do regicídio, no Terreiro do Paço, mas apenas no Cais do Sodré. Continuaram com um aviso: de que a bandeira monárquica não poderia entrar a bordo – o que não impediu ninguém, nem o próprio Teixeira Pinto, de a usar, assim como de ostentar as T-shirts a dizer “Eu quero um Rei”. No início da iniciativa, tudo corria como previsto, com a polícia a acompanhar o grupo.
Mas a aventura nocturna era só simbólica. Antes de entrar no cacilheiro que o levaria ao Cais do Sodré, Paulo Teixeira Pinto garantia ao DN que a sua luta, a da monarquia, “é política”. No discurso que preparou para fazer, de uma varanda do Largo Camões, constava uma exigência bem definida: “Queremos suprimir a cláusula da Constituição que diz ser irremovível a República como base do sistema político português.”
A questão é polémica. Teixeira Pinto diz que “só” quer trocar a palavra “República” dessa alínea constitucional pela palavra “democracia” – alegando que essa, sim, é a base do sistema político nacional. Porém, a ser aceite pelos deputados, a alteração permitiria um outro passo, que constitui o verdadeiro objectivo da acção desta madrugada: “Fazer um referendo” à República – que hoje faz 99 anos de existência.
A guerra é política e os monárquicos sabem disso. Mas não partidária, alegam. “Eu sou monárquico e nunca votei no PPM”, garante. Mas o certo é que, para atingir os objectivos, ela terá sempre de contar com apoio nos partidos.
Agora, depois do discurso – que diz ser o “primeiro passo” de uma luta que quer levar até ao fim – Teixeira Pinto quer que a sua Causa Real vote o passo seguinte: levar ao Parlamento uma proposta, para que lá se discuta a mudança constitucional. É que a legislatura que começa agora é de revisão. E as novas regras da Assembleia já permitem que um grupo de cidadãos apresente propostas para votação.
Porém, nada indica que a iniciativa tenha sucesso dentro de São Bento. Vital Moreira, deputado da Constituinte de 1975 e fiel a José Sócrates, é taxativo na rejeição da proposta. “Ninguém vai mexer nisso. E, em matéria de divertimento, já vi melhor.”
À previsível resposta, Teixeira Pinto recorda um debate, na RTP, onde esteve com António Reis e Medeiros Ferreira, dois republicanos e socialistas que, garante, admitiram que a cláusula não fazia sentido, admitindo mudá-la. Ontem, em declarações ao DN, Medeiros Ferreira admite recordar-se desse debate, mas não do “compromisso”. “Os monárquicos tiveram uma oportunidade de ouro para participar nessa discussão em 1975, mas afastaram-se. Hoje, essa não é uma questão pendente”, remata o ex-deputado.
Na próxima bancada socialista, de resto, reina a desconfiança face à proposta. “A República é um caminho adequado”, diz Ricardo Rodrigues. E se a proposta chegar mesmo a São Bento? “São precisos dois terços dos deputados para a aprovar”, recorda o socialista.
Se a ideia ficar pelo caminho, o referendo ao regime fica excluído. Mas Teixeira Pinto promete não desistir. Este ano, promete várias acções “surpreendentes”. E já se prepara para, de hoje a um ano, contar quantos republicanos e quantos monárquicos estarão nas respectivas cerimónias.

Jornal de Notícias: -http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1381543

Toda esta Informação foi retirada do Blogue Família Real Portuguesa

Filed under: Causa Monárquica, Causa Real, Causa Real e Reais Associações, Democracia, Efemérides, III republica, Lisboa, PDR-Projecto Democracia Real, Portugal, Portugal Continental e Regiões Autónomas da Madeira e Açores, Reais Associações, Regicidio, Sociedade , , , , , , , , , , ,

REPÚBLICA DAS INTRIGAS POR ARTUR DE OLIVEIRA

O Presidente deu mais tiro no pé, se é que não o deu na cabeça da república… Cavaco fez asneira da grossa, e eu que, comparativamente com os outros presidentes, considerava-o melhorzinho… Pois, pois… Mas os tabus e a má gestão dos timings tramaram Cavaco e a República. Só tenho pena é que certos neo-carbonários saiam bem desta história… Não é justo… Mas é bom que aproveitemos a chance para nos unirmos em força. Isto só nos reforça… Mas os monárquicos têm que se unir. Não podemos ser minimamente iguais aos republicanos… Já foi bom denunciar os neonazis e anti-semitas infiltrados em movimentos monárquicos fantasma como o “Monárquicos no Facebook” e “Pela Bandeira de Portugal” do Sr. Petinga… Já estamos também a separar o trigo do joio em vários outros aspectos. Mas agora os verdadeiros monárquicos democratas que se unam todos em prol da monarquia constitucional para um Portugal moderno sem quaisquer quezílias… Diferenças entre nós, é bom que as hajam, mas o essencial dos nossos ideiais tem que nos unir. Para uma monarquia e uma verdadeira democracia para o século XXI!

Filed under: Causa Monárquica, Centenário da Republica, Cidadania, Democracia, III republica, PDR-Projecto Democracia Real, Partidos Políticos, Portugal, Portugal Continental e Regiões Autónomas da Madeira e Açores, Presidência da Republica, República Portuguesa, Sociedade, direitos humanos , , , , , ,

Categorias