PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

Sobre o H1N1

Deixo aqui este link para pensarem muito bem e depois alguém responsável neste site se prenunciar sobre o assunto: http://www.pandemia-h1n1.com/h1n1.htm

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Será?

É comum ouvir-se falar que monarquia não se pode confundir com política no sentido de governar. Faz todo o sentido pensar assim já que o Rei não governa mas reina no entanto a questão vai mais além e não se fica pela aparente simplicidade da diferença entre governar e reinar.

Preocupação recorrente (ou se calhar nem tanto) do povo português é a questão das políticas: a politica da saúde, a politica da educação, a política da assistência social, a politica de segurança, etc

Questiono agora, se existirão as políticas acima mencionadas? Será que existem linhas orientadoras a nível nacional que, apesar de frequentemente mudarem os responsáveis políticos, fazem com que seja garantida uma certa estabilidade nacional a longo prazo?

Saúde

Será uma linha orientadora que faz com que se fechem maternidades levando as «nossas» grávidas a terem os filhos no país vizinho ou em ambulâncias? Será uma política a longo prazo não deixar os nossos estudantes entrarem em cursos de medicina (através da imposição de médias de entrada ridiculamente elevadas causadas pelo numero limitado de vagas – demasiado limitado para as necessidades do País) ao mesmo tempo que se «importam» médicos de outros países?

Educação

Será uma política a longo prazo a cultura do facilitismo com a ignorância a aumentar entre a camada estudantil, tudo a bem das estatísticas? Será para manter uma politica que de tanto massacrar os professores (directa ou indirectamente) os faz pedirem a reforma (por vezes antecipada)? Será uma política ver professores serem hospitalizados por terem sido agredidos por alunos em plena sala de aula?

Assistência social

Pois, assistência social. Muitos perguntarão Assistência quê? Sim, essa mesma, essa que deixa os idosos desamparados, sozinhos, isolados. Sim, essa assistência que pouco ou nada ajuda aqueles pais que não sabem que voltas hão de dar para se sustentarem a eles e aos filhos e que muitas vezes (cada vez mais, infelizmente) têm de fazer autênticos malabarismos e truques de magia para que o reduzido ordenado chegue para as despesas do mês. Sim, essa assistência social que concede subsídios a pessoas perfeitamente válidas para não fazerem nada quando há muito trabalho comunitário para se fazer. Sim, essa assistência social. Será que é uma política social?

Cultura

Será que existe uma política para a cultura? Será que é uma politica a de ignorar quase totalmente as nossas tradições, muitos dos nossos monumentos, a nossa história e todas as riquezas que este povo com mais de 800 anos foi acumulando em detrimento de uma importação barata de tradições e culturas estrangeiras que historicamente nada nos dizem? Será que há alguma política de cultura em ver bandas de música, orquestras, companhias de dança e teatro morrerem sem que nada seja feito?

Será uma política de cultura ter literatura e música a preços ‘indecentemente caros’ (como dizia António Lobo Antunes)? Mais haveria a dizer neste ponto mas os aspectos abordados parecem-me suficientemente ilustrativos. Resta-me fazer umas últimas questões ainda no âmbito da cultura em Portugal: será que isto tudo pertence a uma politica de cultura? Aliás, será que existe uma política de cultura de todo ou será que, pelo contrário, cada vez mais os portugueses e a cultura estão mais afastados?

Emprego

Será política de emprego deixar os empregados receberem ordenados miseráveis ou, em alternativa, serem despedidos? Será política de emprego?

Muito mais haveria para dizer mas torna-se impraticável fazer abordagem a todos os pontos aqui. Não posso, no entanto, deixar de referir mais uns aspectos.

Fala-se frequentemente que a população portuguesa está a envelhecer a ritmo demasiado elevado. Pergunto o que está a ser feito para combater isso! Com os jovens nos dias de hoje a não terem modos de subsistência para eles próprios, como podem pensar em formar família? E mesmo que pensem em ter família, como poderão pensar em ter mais do que um ou dois (e dois para muitos casais já será um sacrifício) filhos? E ainda que consigam sustentar filhos, como poderão resistir caso a mulher esteja para ser prejudicada profissionalmente só por engravidar, só por ser mulher? E que politicas existem para fazer face a estes problemas? Que linhas orientadoras existem?

Claro que muitos dirão que, para manter uma linha orientadora, existe o cargo de Presidente. Pois, é um facto mas a verdade é que os presidentes mudam, no máximo de 10 em 10 anos e esse tempo está muito longe do necessário para fazer políticas a longo prazo.

Um Rei, pelo contrário, ao dedicar a sua vida ao serviço do País, garante a existência de linhas orientadores e que estas não mudam com tanta facilidade o que leva a uma mais que certa estabilidade. Inevitavelmente um Rei, ao reinar por 20, 30, 40 ou mais anos tem uma visão mais alargada, uma visão mais a longo prazo. Ao falecer (ou abdicar) suceder-lhe-á o seu filho (regra geral, embora possa haver excepções) que ao conviver diariamente com o pai, vai aprendendo a ter também uma visão a longo prazo. A transição não será, então, um choque. Será, pelo contrário, uma transição tranquila. E não é isto que todas os portuguesas e todos os portugueses desejam?

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Unidade de Radioterapia do Funchal inaugurada

DIÁRIO DE NOTÍCIAS – Unidade de Radioterapia do Funchal recebe quarta-feira os primeiros doentes.

A partir de agora os doentes oncológicos encaminhados para a radioterapia já não precisam de sair da Região [Autónoma da Madeira] para fazerem os tratamentos. A nova unidade de Radioterapia do Funchal foi inaugurada hoje e já amanhã (dia 4 de Fevereiro) recebe os primeiros dez doentes.
A infra-estrutura resulta de um investimento de cerca de 12 milhões de euros da ‘Quadrantes’, uma empresa do grupo Joaquim Chaves que gere já outras unidades, em Lisboa, Porto e Faro, e que foi a única a apresentar candidatura ao concurso internacional lançado pelo Governo Regional [da Madeira].
A nova unidade junta a valência de Imagem à de Medicina Nuclear, que também não existia na Região, o que irá permitir um diagnóstico mais correcto, assim como uma melhor avaliação do estadiamento da doença.
Trata-se, assim, segundo Alberto João Jardim, de uma unidade que deverá oferecer “esperança” e que permite ultrapassar não só as despesas do Governo como os problemas sociais e humanos criados pela deslocação ao continente.

Artigo de Sílvia Ornelas

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Como o bloguista BABY_BOY_SWIM fez notar: “…o Sistema Regional de Saúde é autónomo do Sistema Nacional de Saúde, contudo desconheço se com abertura desta Unidade ainda será obrigatório ir ao IPO, porque no Sistema Nacional de Saúde, mesmo havendo centros com radioterapia em Évora é obrigatório passar pelos IPO. Espero que a Madeira não necessite dessas burocracias!”

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UMa prepara novo curso em saúde

JORNAL DA MADEIRA – UMa prepara novo curso na área da saúde

 

A Universidade da Madeira [UMa] está a preparar um novo curso na área da saúde. De acordo com António Brehm, director do Laboratório de Genética Humana, será uma licenciatura inédita no nosso país e resultará em parceria com uma outra universidade portuguesa.

O director do Laboratório de Genética Humana da Universidade da Madeira espera que a nova licenciatura seja aprovada muito brevemente, remetendo mais pormenores para uma data mais oportuna, dado que o projecto está ainda numa fase embrionária.

António Brehm recorda que, neste momento, «a Universidade da Madeira tem já uma colaboração com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa oferecendo o Ciclo Básico de Medicina, licenciatura em Medicina e é bom que se diga que tem também o melhor laboratório na área da saúde genética molecular, particularmente genética molecular humana».

António Brehm pensa ainda que a UMa já possui valências laboratoriais e recursos humanos de qualidade a entender que a academia madeirense já dispõe dos meios necessários para que seja lançada uma nova licenciatura.

De resto, este investigador e docente da Universidade da Madeira realça que o Laboratório de Genética Humana tem estabelecido várias parcerias no domínio da saúde, em particular com o Hospital Central do Funchal.

Tal como afirmou António Brehm, «sempre tivemos também bastantes colaborações com o Hospital Central do Funchal, nomeadamente, quer em relação a projectos de investigação e também na prestação de serviços».

Neste momento, acrescentou António Brehm, «em termos de investigação, nós já temos muitos boas parcerias com o Hospital Central do Funchal, nomeadamente, com o Serviço de Cardiologia, com o qual ganhámos um projecto na Fundação da Ciência e Tecnologia, em que estudámos marcadores genéticos relacionados com as doenças cardiovasculares, marcadores, resultados esses que já foram publicados nas revistas internacionais, assim como está em curso, neste momento, um outro projecto que pretende verificar a prevalência de marcadores relativos a à hipertensão, na população madeirense».

Além disso, acrescenta ainda o especialista, o Laboratório de Genética Humana tem também os projectos relacionados com a criação na RAM de um futuro Centro de Dadores de Medula Óssea da Madeira, entre os quais destaca o estudo sobre os marcadores HLA, que está a ser coordenado por Hélder Spínola, investigador daquela daquele laboratório e professor na UMa, instituição, em que se prevê este projecto, apoiado pelo Centro de Histocompatibilidade do Sul que prevê a criação de uma base de dados de génes dos marcadores HLA de madeirenses, que é de importância capital em questões de compatibilidade, ou rejeição, em situações de transplante de órgãos, ou, como foi noticiado recentemente, nos casos da procura de dadores compatíveis de medula óssea.

 

Um dos laboratórios mais reputados a nível nacional

 

O director do Laboratório de Genética Humana, António Brehm, recorda ainda que, «desde 1993 – na altura com outro nome e com outra composição – sempre tentámos trazer para a Madeira técnicas que não existiam, nomeadamente, aquelas que se referem à biologia molecular, particularmente, à genética molecular».

Hoje, segundo António Brehm, «o Laboratório de Genética Humana da Universidade da Madeira é bem reputado. Somos credenciados. Em termos de prestação de serviços nós estamos com os melhores do país. Temos, inclusive, protocolos que são inéditos em Portugal, como é exemplo disso, o protocolo que nos liga ao Instituto Nacional de Medicina Legal. Não há outra universidade que tenha um protocolo idêntico ao nosso. Por outras palavras, nós somos, para todos os efeitos, parceiros do Instituto Nacional de Medicina Legal na vertente de genética forense».

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Dengue: Transmissão do vírus é inevitável e uma questão de tempo

10 Outubro 2008 – 00h30

Mosquito perigoso está sem controlo

A população dos mosquitos que causam as doenças da dengue e a febre amarela está a alastrar-se pela ilha da Madeira de forma alarmante. Especialistas dizem que é uma questão de tempo até chegar ao Continente – através de produtos importados por via aérea ou marítima – e surgirem os primeiros casos de pessoas infectadas. É uma questão de dias ou de meses.

Por enquanto, não há registo da doença porque os insectos não têm o vírus, mas basta entrar no País uma pessoa infectada, por exemplo vinda de um país da América Latina, como o Brasil, onde surgem epidemias, para dar origem a casos de infecção não controlados na Madeira ou no Continente.

Os mosquitos aedes aegypti surgiram há três anos na freguesia de Santa Luzia, no Funchal, Madeira. Rapidamente se espalharam pelos concelhos de Machico e Câmara de Lobos.

HélderSpínola, presidente da associaçãoambientalista Quercus,dizaoCM queoaparecimento da doença é inevitável.”Osmosquitos terão vindo em algum produto fresco, planta – foram importadas palmeiras doBrasil – ou nos pneus dos barcos, onde fica água estagnada, local ideal para a reprodução das larvas. Terão vindo insectos ou ovos que depois eclodiram.Para já, não há notícia da doença, mas basta vir do Brasil uma pessoa infectada e ser picada por um mosquito para que o mesmo insecto infecte outras pessoas.”

Hélder Spínola é crítico à fiscalização alfandegária: “Nos aeroportos não há grande controlo. As autoridades preocupam-se com o tráfico de drogas e armas e não com a passagem de um produto que possa estar contaminado. Só quando surgirem casos graves é que serão activados procedimentos especiais.” As autoridades madeirenses já procederam a desinfestações, mas problemas financeiros e burocráticos com o Tribunal de Contas terão interrompido novas intervenções químicas nas cidades atingidas pelos aedes aegypti.

AUTORIDADES PROMETEM FISCALIZAÇÃO

O director-geral da Saúde, Francisco George, afirmou ao CM que a situação ainda “não é alarmante” e que as autoridades estão “muito atentas” ao caso na Madeira. Estão previstas acções de fiscalização junto dos meios de transporte marítimos e aéreos, caso haja agravamento da situação. Quanto a um impedimento da entrada do mosquito no Continente, aquele responsável disse: “As medidas de combate passam pela redução da população dos mosquitos, com intervenções químicas e bacteriológicas [insecticidas e larvicidas] e pela inexistência de águas estagnadas nos pratos de vasos, latas [onde as fêmeas reproduzem]. As companhias marítimas e aéreas estão atentas à necessidade de não transportar nada que possa conter os mosquitos, ovos ou larvas em águas estagnadas.” 

AUTARCA DE PORTIMÃO ESTÁ PREOCUPADO

O presidente da Câmara de Portimão está preocupado. “Os contactos que fiz [ontem] não me deixam tranquilo”, disse Manuel da Luz, a propósito da carreira marítima semanal que desde Julho liga a cidade algarvia à capital da Madeira. Segundo o autarca, que tomou conhecimento do perigo através do nosso jornal, “não há prevenção, sendo apenas possível identificar um eventual portador da doença”. Para um caso desses existe já uma sala de quarentena no porto, mas nada pode evitar a chegada do mosquito. Cerca de 15 mil pessoas já fizeram a viagem e está previsto um segundo ferry para 2009.

APONTAMENTOS

PICADA INFECCIOSA

A dengue transmite-se pela picadela de um mosquito infectado. Não é transmissível de pessoa para pessoa.

CASOS EM PORTUGAL

Portugal regista uma média de quinze casos por ano de pessoas infectadas pelo vírus da dengue. Não houve mortes.

SINTOMAS

Os sintomas surgem três a 14 dias após a picada do mosquito infectado: febre, náuseas, vómitos, dores nos ossos e possibilidade de hemorragias.

Cristina Serra / P.M.

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Doença da dengue ameaça Portugal

09 Outubro 2008 – 02h00

Saúde: Em média registam-se 15 casos por ano, mas nenhum fatal

Quase todos os países da zona mediterrânica são susceptíveis ao aparecimento do mosquito responsável pela doença da dengue. Esta é a conclusão de um estudo de um grupo de cientistas europeus que considera Portugal como uma das regiões do sul da Europa susceptíveis ao aparecimento desta espécie de mosquito. Também a Madeira poderá estar na rota do mosquito.

Leia todos os pormenores na edição de quinta-feira do Jornal ‘Correio da Manhã’.

 

Fonte: Correio da Manhã

O que é a Doença de Dengue como se prevenir:

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