PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

5 de Outubro de 2009! Apanhado geral sobre as Notícias de um Dia marcante para os Monárquicos

GUIMARÃES – 5 DE OUTUBRO DE 2009
Guimarães acordou a 5 de Outubro com a verdadeira Bandeira de Portugal hasteada no Palácio de Santa Clara, sede do Município de Guimarães. 99 anos depois, lembramos a Monarquia, o regime deposto por um crime e contra a vontade de um povo. O regime que a “democrática” Constituição da República Portuguesa não permite que seja reinstituído por referendo popular. Lembramos a nossa História a partir da terra sagrada que viu nascer Portugal e o seu Primeiro Rei!
Publicada por Maria Menezes em 20:06 0 comentários

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RESPOSTA À LEGALIDADE
Hoje de madrugada foi de novo hasteada a bandeira portuguesa da monarquia na sede Real Associação de Lisboa no Largo Camões, em desafio à ordem da Câmara Municipal de Lisboa que após mais de quarenta anos decidiu ordenar a sua remoção. Estranho é que em véspera de Centenário da revolução carbonária, a edilidade que não consegue zelar pela sua própria varanda, se entretenha a vasculhar as dos outros com o fundamento de que a exibição desse símbolo nacional deverá obedecer aos regulamentos de publicidade e mobiliário urbano. Se a CML optar por nos remover a bandeira, isso não faz mal: temos muitas.
Publicada por João Távora em Segunda-feira, Outubro 05, 2009
MONÁRQUICOS NA RUA COM TEIXEIRA PINTO

(Clique nas imagens para ampliar)

“A REPÚBLICA NUNCA FOI REFERENDADA PELO POVO” 05 Outubro 2009 – 00h30
Discurso Directo

Paulo Teixeira Pinto, Presidente da Causa Real, falou ao CM sobre as comemorações da Implantação da República.
Correio da Manhã – O que têm os monárquicos preparado para o dia de hoje, aniversário da Implantação da República?
Paulo Teixeira Pinto – Vamos partir de barco de Belém e pelas primeiras horas de madrugada hastear a bandeira monárquica na sede da Causa Real, algo que a Câmara Municipal de Lisboa proibiu há um ano.
– Estão proibidos de ter uma bandeira monárquica na sede da Causa Real? Porquê?
– Segundo a autarquia por questões ligadas ao “mobiliário urbano” e “publicidade”. Pergunto: um símbolo nacional como a bandeira monárquica é publicidade? Vamos hastear a bandeira e só a tiramos com uma ordem do tribunal. Parece que a câmara está mais preocupada com as bandeiras dos outros do que as bandeiras que estão na sua varanda.
– Como vêem as preparações para comemorar o centenário da República para o ano?
– Só em quatro meses já gastaram meio milhão de euros em questões estéticas. E tudo por ajuste directo. Um desenho de site que custou 99 mil euros? Num tempo de solidariedade como este que atravessamos? Justifica-se? Se continuar assim não chega ao próximo 5 de Outubro com os dez milhões que tinham para gastar.
– Querem que Portugal volte a ser uma monarquia?
– Uma monarquia constitucional. Qualquer Presidente da República, excepto o general Ramalho Eanes, teve uma vida ligada a uma força política. Um Rei não. É um poder independente que advém do povo.
– Mas acha que os portugueses querem uma monarquia?
– Há cada vez mais monárquicos a dar a cara. E de todos os campos ideológicos e faixas etárias. Defendemos que na Constituição se deve mudar a palavra República por Democracia. E fazer um referendo para saber o que os portugueses querem. A República nunca foi referendada pelo povo.
Bandeira monárquica de novo hasteada:
MONÁRQUICOS DESAFIAM REPÚBLICA A UM REFERENDO
Em pleno dia de comemoração da República, um grupo de monárquicos lançou um desafio ao regime: quer uma alteração da Constituição, que permita a realização de um referendo. Os republicanos rejeitam o desafio, garantindo que a República é pacífica em Portugal. E o PS já diz que não muda nada.
Esta madrugada, já em pleno dia de comemoração da República, um grupo de centenas de monárquicos desembarcou simbolicamente perto do Terreiro do Paço, correu em direcção ao Largo Camões, hasteou a bandeira da Causa Real e pediu que se abrissem as portas à realização de um referendo, em Portugal, à República.
O desafio foi preparado com máxima discrição e teve de contornar vários obstáculos, explicou ontem ao DN – ainda antes da iniciativa – Paulo Teixeira Pinto, o ex-governante e ex-presidente do BCP, que agora lidera a Causa Real.
Os obstáculos começaram no sábado, quando o grupo (estavam previstos 500 defensores da causa) recebeu a informação de que não poderiam desembarcar, como o rei D. Carlos há 101 anos, no dia do regicídio, no Terreiro do Paço, mas apenas no Cais do Sodré. Continuaram com um aviso: de que a bandeira monárquica não poderia entrar a bordo – o que não impediu ninguém, nem o próprio Teixeira Pinto, de a usar, assim como de ostentar as T-shirts a dizer “Eu quero um Rei”. No início da iniciativa, tudo corria como previsto, com a polícia a acompanhar o grupo.
Mas a aventura nocturna era só simbólica. Antes de entrar no cacilheiro que o levaria ao Cais do Sodré, Paulo Teixeira Pinto garantia ao DN que a sua luta, a da monarquia, “é política”. No discurso que preparou para fazer, de uma varanda do Largo Camões, constava uma exigência bem definida: “Queremos suprimir a cláusula da Constituição que diz ser irremovível a República como base do sistema político português.”
A questão é polémica. Teixeira Pinto diz que “só” quer trocar a palavra “República” dessa alínea constitucional pela palavra “democracia” – alegando que essa, sim, é a base do sistema político nacional. Porém, a ser aceite pelos deputados, a alteração permitiria um outro passo, que constitui o verdadeiro objectivo da acção desta madrugada: “Fazer um referendo” à República – que hoje faz 99 anos de existência.
A guerra é política e os monárquicos sabem disso. Mas não partidária, alegam. “Eu sou monárquico e nunca votei no PPM”, garante. Mas o certo é que, para atingir os objectivos, ela terá sempre de contar com apoio nos partidos.
Agora, depois do discurso – que diz ser o “primeiro passo” de uma luta que quer levar até ao fim – Teixeira Pinto quer que a sua Causa Real vote o passo seguinte: levar ao Parlamento uma proposta, para que lá se discuta a mudança constitucional. É que a legislatura que começa agora é de revisão. E as novas regras da Assembleia já permitem que um grupo de cidadãos apresente propostas para votação.
Porém, nada indica que a iniciativa tenha sucesso dentro de São Bento. Vital Moreira, deputado da Constituinte de 1975 e fiel a José Sócrates, é taxativo na rejeição da proposta. “Ninguém vai mexer nisso. E, em matéria de divertimento, já vi melhor.”
À previsível resposta, Teixeira Pinto recorda um debate, na RTP, onde esteve com António Reis e Medeiros Ferreira, dois republicanos e socialistas que, garante, admitiram que a cláusula não fazia sentido, admitindo mudá-la. Ontem, em declarações ao DN, Medeiros Ferreira admite recordar-se desse debate, mas não do “compromisso”. “Os monárquicos tiveram uma oportunidade de ouro para participar nessa discussão em 1975, mas afastaram-se. Hoje, essa não é uma questão pendente”, remata o ex-deputado.
Na próxima bancada socialista, de resto, reina a desconfiança face à proposta. “A República é um caminho adequado”, diz Ricardo Rodrigues. E se a proposta chegar mesmo a São Bento? “São precisos dois terços dos deputados para a aprovar”, recorda o socialista.
Se a ideia ficar pelo caminho, o referendo ao regime fica excluído. Mas Teixeira Pinto promete não desistir. Este ano, promete várias acções “surpreendentes”. E já se prepara para, de hoje a um ano, contar quantos republicanos e quantos monárquicos estarão nas respectivas cerimónias.

Jornal de Notícias: -http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1381543

Toda esta Informação foi retirada do Blogue Família Real Portuguesa

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Se o 5 de Outubro de 1910 tivesse sido útil para o País… – David Garcia

Estamos cada vez mais perto do 5 de Outubro de 2009 e não posso deixar de congratular-me com as iniciativas Monárquicas previstas para Coimbra e Lisboa, ambas de grande importância.

Em Coimbra, os Monárquicos irão celebrar o outro 5 de Outubro, o de 1143, em que se celebra a Independência e a consequente Fundação do Reino de Portugal, reconhecido por Afonso VII de Leão e Castela ao assinar o Tratado de Zamora, que, naturalmente, reconheceu Dom Afonso Henriques Rei de Portugal, Soberano Independente.

Em Lisboa, os Monárquicos irão procurar dar uma prova de força e de militância – que espero sejam muitos a aderirem – lembrando, que o 5 de Outubro de 1910,  não passa de um equívoco na História de Portugal e que foi, verdadeiramente o entrave ao nosso progresso, em Democracia Real, que poderia ter sido até aos nossos dias e no futuro.

Graças a este último 5 de Outubro de 1910, Portugal teve 16 anos de uma I Republica que se denominada “Parlamentar”, que pressupunha ser Democrática; na verdade houve inúmeros atentados, crises governativas constantes e por conseguinte uma grande instabilidade política.

Sucedeu-lhe a Ditadura Militar que durou de 1926 a 1933 e neste ano, foi promulgada e levada a Referendo (a única Constituição Republicana levada a Referendo, curiosamente) a Constituição da II Republica que daria início ao denominado “Estado Novo”, que não foi mais do que a Ditadura Conservadora que durou durante 48 anos. Criou estabilidade política, é um facto, mas a um preço, retirando a Liberdade de opinião e reunião e de pensamento, aos Portugueses. Teve um forte crescimento económico nos seus últimos anos, mas não teve a visão estratégica necessária para resolver o problema do Ultramar, não conseguindo evitar a Guerra em África e as suas terríveis consequências, não só para os Portugueses mas também posteriormente às independências das antigas Províncias Ultramarinas, a Guerras Civis em Angola e Moçambique e problemas graves em Cabinda, na Guiné-Bissau, Timor-Leste e já para não falar que começou tudo com a tomada de Goa, Damão e Diu, pela União Indiana e consequentes perdas humanas para Portugal.

Seguiu-lhe com a Revolução do 25 de Abril de 1974, algo verdadeiramente espantoso. O sector económico, em grande parte foi nacionalizado e muitas fábricas, herdades e pequenas propriedades foram ocupadas, logo em 1975. O País mergulhou no caos, de um lado o Partido Comunista e a UDP e do outro, a frente dos que queriam uma Democracia de carácter ocidental. Na verdade, a Constituição que foi aprovada em 1976, ainda manteve até 1982 o chamado Conselho da Revolução. E só depois da sua abolição, é que Portugal caminhou, efectivamente, para uma Democracia. Regime este, no qual vivemos e ao qual lhe falta uma visão estratégica global para Portugal enfrentar os desafios do futuro.

A política de abandono das antigas Províncias Ultramarinas, sem qualquer proveito para Portugal, demonstra desde logo, que os que tomaram o poder após a queda da II Republica, começaram logo por acabar com o orgulho em se ser Português. Não tiveram a visão suficiente para evitar danos materiais irreparáveis para inúmeras famílias portuguesas que viveram em África. Não tiveram a visão suficiente para auxiliar condignamente todos aqueles que regressaram do campo de batalha e que ainda hoje sofrem com essa falta de atenção, que é revoltante em termos humanos.

Por outro lado, a nível político, temos um sistema semi-presidencialista que permite ao Presidente da Republica se intrometer e dar opiniões pessoais ou tomar decisões pessoais sobre políticas governativas. Ao contrário do que alguns defendem, não tem havido uma verdadeira estabilidade Política em Portugal desde há muitos anos. Cada governo que se sucede é tanto ou pior que o seu antecessor. Quando o Partido Socialista ganha as eleições, destrói o que o Partido Social – Democrata fez enquanto governo, e vice-versa. Isto é um regime de “bola de ping pong”. Acusam-se uns aos outros dos problemas de Portugal, mas não conseguem reconhecer que de ambos os lados cometeram-se erros muito graves.

Portugal não tem praticamente economia. Vive dos serviços e dos subsídios vindos da União Europeia. Portugal não produz a nível agrícola, de uma forma competitiva e inteligente. Portugal não tem uma frota pesqueira para competir com as outras frotas pesqueiras da União Europeia. Vivemos da pesca artesanal. A nível escolar, as sucessivas reformas na educação, não fizeram mais do que agravar o problema. Concordo com a avaliação dos Professores assim como concordo com a avaliação de todos os trabalhadores seja na função pública ou privada. Não é só durante o tempo que somos estudantes que devemos ser avaliados, é também profissionalmente. É algo perfeitamente normal.

Este regime permite que os Sindicatos, que acho bem que existam, tenham influências político-partidárias. Os Sindicatos não devem servir os interesses partidários. Devem servir os interesses dos trabalhadores e portanto devem ser totalmente independentes! De modo a que, em consciência possam convocar uma greve, não porque convém ao partido A, B ou C, mas porque é realmente do interesse dos trabalhadores como sendo um acto justo de protesto. O mesmo para as manifestações.

Com tudo isto, temos um crescimento económico reduzido e um endividamento externo assustador. Queremos, pelas sondagens, tendo em conta que estamos num período eleitoral, continuar neste caminho. O caminho do facilitismo nas escolas, o caminho das grandes obras públicas – “obras de país rico a cobrir realidades de terceiro mundo”, citando Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança.

Fazendo uma avaliação concreta a este, quase, I Centenário da Republica ou da Proclamação da Republica (os republicanos ainda não se decidiram, qual dos dois devem festejar; se for o primeiro terão que engolir 48 anos de Ditadura!!, o que para eles é muito mau, porque segundo eles, a Democracia confunde-se com a Republica; estranho por terem havido durante o século XX e ainda hoje em alguns países do Mundo, republica autoritária que violam diariamente os direitos humanos), devo dizer que só o facto de nunca ter havido um Referendo sobre a questão Monarquia ou Republica, já de si, é uma imposição constitucional, verdadeiramente inaceitável, isto se Portugal realmente se considera estar dotado de um regime democrático e livre. Por outro lado, ao ver Portugal cada vez mais com casos de corrupção, suspeitas de escutas ao mais alto nível do Estado, processos judiciais que nunca acabam ou quando acabam, os poderosos são presos “sob pena suspensa” (alguém me explique o que é isto)… Só podem, de facto, estar a brincar, com o Povo Português, contribuinte deste sistema político.

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Por tudo isto, concordo com a frase do Senhor Dom Duarte: “Se o 5 Outubro tivesse sido útil para o País, não era preciso fazer-se o 25 de Abril”. Querendo dizer com isto, que obviamente a interrupção da Monarquia Constitucional foi a causa de todo o nosso atraso e que a I Republica foi a origem principal da Ditadura de Salazar e Caetano – a II Republica. Recuperar a “velha ética republicana”, com origens no primeiro sistema constitucional republicano, é algo de errado, profundamente anti-patriótico, e com claras tendências iberistas. É bom lembrar que a actual bandeira nacional, quando foi aprovada, não tinha o significado que muitos no tempo de Salazar aprenderam nas Escolas. O significado inicial do verde-rubro era e é, que o verde significaria Portugal e o rubro Espanha, sendo a parte maior da bandeira. E, portanto, a ideia desta bandeira seria provocar a queda da Monarquia Espanhola e colocar Portugal à frente de uma Republica Federal Ibérica com muitos maçons a comandarem os destinos da Ibéria. Não esqueçamos as diligências do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, Magalhães Lima, a Londres, para procurar evitar a todo o custo, o casamento do Rei Dom Manuel II com uma Princesa da Casa Real Britânica. Não esqueçamos também as N conspirações desse senhor contra a Monarquia, fora de Portugal e só regressou depois da Republica ter sido proclamada! Mas também não esqueçamos que, o Duque de Connaught, Grão – Mestre da Maçonaria Inglesa, irmão do Rei Jorge V, foi de facto quem conseguiu impedir o Casamento de Dom Manuel II, depois de uma delegação republicana ter ido a Londres, a Downing Street perguntar aos Governantes Britânicos qual seria a posição Britânica relativamente à hipótese de uma Republica em Portugal. A Aliada Britânica foi clara, afirmando que a Aliança com Portugal não era uma aliança de Dinastias mas uma aliança de povos, descansando os republicanos, portanto!

A Monarquia Portuguesa foi interrompida, não só graças ao Regicídio que vitimou um Grande Rei e um Promissor Príncipe Herdeiro, mas também caiu graças aos conspiradores e ambiciosos Monárquicos que alguns até se juntaram aos republicanos já durante a Republica e ocuparam cargos importantes, desde o Congresso Republicano até outros cargos de importância. Um Monárquico até foi Presidente da Republica, o Almirante Canto e Castro. A Monarquia também caiu devido a inúmeras conspirações da Maçonaria, naquela época. O que estou a dizer, não é nada de novo. Há diversos livros que falam disso!

Portanto, finalizando, a Republica Portuguesa, no seu todo, com 16 anos de anarquia, 48 de ditadura e 35 sem um projecto galvanizador e unificador da sociedade portuguesa e com todos estes “casos”, não creio que dure muito mais tempo. É tempo dos Monárquicos mostrarem aos Portugueses que uma Monarquia Parlamentar e Democrática, é a melhor solução para combater as graves crises, éticas, morais, económica, social, etc… de que o País padece.

Portugal perdeu 100 anos de desenvolvimento e de estabilidade política que só uma Monarquia pode dar!

VIVA O REI!

VIVA PORTUGAL! 3997247_U6s3I

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Necessária e urgente a Política de Proximidade

dduarte_bragancaEstamos a pouco mais de 4 semanas para o próximo 5 de Outubro, dia em que oficialmente a Republica celebrará os seus 99 anos de existência, sendo que os primeiros 16 foram em anarquia, os segundos 48 foram de ditadura e os terceiros 35 num regime democrático, mas com limitações à liberdade de escolha, nomeadamente, à impossibilidade de se poder escolher em Referendo, se se quer ter na Chefia de Estado um Rei ou continuar a ter um Presidente.

Resta saber se a Republica vai festejar os 99 anos da sua proclamação, os os 99 anos de longevidade que incluem os tais 48 anos de Ditadura!

Mas não é este assunto que me leva hoje a escrever.

Tenho reparado, com alguma tristeza, que continua a persistir junto de alguns Monárquicos a ideia de que só devemos organizar jantar e almoços entre Monárquicos.

Ora, uma coisa que o Projecto Democracia Real tem procurado seguir, e que aliás tem sido uma ideia minha desde há um tempo a esta parte, é que é fundamental existir uma política de proximidade junto dos Portugueses em geral.

Não digo que as reuniões monárquicas não devam continuar. Mas, pergunto, quando é que se vai começar a ter uma política de proximidade junto das pessoas?

O Projecto Democracia Real, em  breve, vai iniciar essa política de proximidade e apelo a que todos aqueles que realmente querem a Monarquia também o façam.

Propus que em cada capital de Distrito, no próximo 5 de Outubro os Monárquicos se organizassem em Caravanas Monárquicas e tivessem essa política de proximidade. Não entendo, como é que esta ideia, que seguramente traria impacto junto da Comunicação Social Nacional e Local, não foi tida em consideração.

Tenho a lamentar isso, assim como tenho a lamentar a persistente perseguição aos que realmente querem ajudar a que a Monarquia não passe de um sonho mas sim se transforme numa realidade.

Quanto a mim, como Coordenador do Projecto Democracia Real procurarei por todos os meios, mobilizar os Monárquicos para os grandes embates que aí vem, sendo que, gostaria de ver mais apoio por parte da Causa Real e das Reais Associações a este projecto que tem sempre apoiado a organização oficial monárquica portuguesa que é a Causa Real.

Mobilização dos Monárquicos e Política de proximidade são fundamentais. Eu, como quero a Monarquia em Portugal, procurarei informar os Portugueses sobre as vantagens da Monarquia em comparação com a Republica. Não me cansarei, porque não aceito viver sob um regime que começou com um atentado ao Rei Dom Carlos e ao Príncipe Real, Dom Luíz Filipe. Não aceito um regime que tem medo do Referendo Monarquia / Republica. Não aceito um Regime que se recusa a prestar um Voto de Pesar no Parlamento pelo assassinato de um Chefe de Estado, alegando que se votasse a favor desse voto de pesar seria “um voto contra a republica”. Álvaro Cunhal, antigo Secretário Geral do PCP, quando faleceu, passou na Assembleia da Republica um voto de pesar! E não aceito um regime cujos dirigentes digam que referendar a Republica é a mesma coisa que referendar a Democracia, como se as Monarquias actuais não fossem Democracias ainda mais abertas e prósperas do que a que nós todos,  Portugueses, sustentamos.

Em breve será inaugurado o Blogue PDR-Constituição onde convido todos os interessados em virem debater um Modelo de uma Constituição que foi traduzida para Português e que não é, chamo já a atenção, nenhuma proposta!

O Projecto Democracia Real não pára. Parando, seria dar folgo a este regime coisa que não aceito dar.

COLOQUEM  MAIS BANDEIRAS AO VENTO!3997247_U6s3I

NAS VOSSAS JANELAS!

NAS VOSSAS VARANDAS!

NOS VOSSOS QUINTAIS!

NAS VOSSAS HERDADES!

EM TODO O LADO!

DIGAM AOS VOSSOS FAMILIARES, AMIGOS, VIZINHOS, ETC… QUE A MONARQUIA É UM VERDADEIRO SERVIÇO A PORTUGAL PARA UM FUTURO MELHOR PARA TODOS OS PORTUGUESES!

QUE TODOS OS POLÍTICOS MONÁRQUICOS DA ESQUERDA À DIREITA SE AFIRMEM COMO TAL PUBLICAMENTE. ACABEMOS COM ESTE REGIME, DE VEZ!

CHEGOU A HORA DE LUTARMOS COM GARRA E DETERMINAÇÃO PELA MONARQUIA EM PORTUGAL!

VIVA O REI DOM DUARTE III

VIVA PORTUGAL!!!

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Regicidio..parte II (100 anos depois)

Como não podia deixar de ser a memória republicana colide fortemente com a estética da Praça do Comércio..ou porque foi lá que se deu o Regicídio ou porque o cais das colunas faz lembrar o retorno do Rei D. Sebastião o certo é que se pudesse só ficariam as cobras no pedestal que ostenta o Rei D. José a cavalo (no centro da Praça).

Que fazer com semelhante  símbolo de poder régio em plena comemoração do Centenário da Republica é um problema que tem ocupado as mentes mais próximas do radicalismo carbonário que certamente não se importariam de implodir a Praça juntamente com a memória da Monarquia (não fosse esta local de reunião anual dos monárquicos)

Hoje o projecto para a Praça do Comércio foi “finalmente ” apresentado.. depois de ter sido mantido em segredo durante mais de um mês, e inclui um substancial alargamento dos passeios e grandes restrições à circulação automóvel. A calçada à portuguesa desaparece do local, enquanto o Cais das Colunas surge transformado numa plataforma circular. pois…leram bem…a duas maiores referências da cultura portuguesa vão seguir o caminho do Rei D. Carlos e do Pricipe D.Luís Filipe e desaparecer debaixo da ignorância iluminada dos republicanos

Já antes foi lançado o aviso sobre as fortes ligações entre a Sociedade Frente Tejo e a Comissão do Centenário da Republica, na gestão de mais de 155 milhões de euros para fazer uma “expo” sobre o centenário da Republica no blogue centenário da Republica

atentado

No desenho não se percebe mas a placa central está elevada e puseram um “corredor” a passar por cima da estátua do Rei D. José O rigor histórico é tanto que o arquitecto Bruno Soares escolheu a cor térrea para vincar a ideia de que até ao final do sec XIX a Praça não estava calcetada “A remodelação do Terreiro do Paço tem de ficar pronta a tempo das comemorações do centenário da República, que se realizam em Outubro do ano que vem. E embora o projecto ontem apresentado seja aquele que, em princípio, irá por diante, ele poderá vir incorporar sugestões ou alterações sugeridas por todos aqueles que quiserem participar neste debate. Os desenhos serão colocados no site da Sociedade Frente Tejo a partir do próximo dia 12. O presidente desta entidade, o arquitecto Biencard Cruz, comprometeu-se ontem a “promover o envolvimento dos cidadãos” – “porque a praça é de todos, e não apenas dos especialistas” em urbanismo e arquitectura. “ Quem olhar para a imagem vê linhas cruzadas no pavimento junto às arcadas ali, o pavimento será de lioz e terá desenhadas umas linhas desencontradas que correspondem às rotas de navegação dos portugueses no séc. XVI tal como aparecem nas cartas da época…será? Para outra interpretação podem até simular as trajectórias das balas dos vários regicidas que a Republica tão urgentemente quer comemorar…é que da Praça do Comércio não partiam as naus para as Descobertas pois sempre foi uma Praça de Poder por estar junto ao Paço Real, forte simbolo do Poder Real. Mesmo quando esta era o Terreiro do Paço não se encontrava na trajectória de ser arrebatada da utilidade publica ao ser transformada num enorme espaço sem qualquer utilidade exactamente no eixo viário central de Lisboa Mais uma vez a republica toma de assalto Lisboa para tomar para si o que é de todos As reacções na blogoesfera foram várias e unânimes..trata-se de um atentado: O Blogue “Pedra do Homem” lembra o bom senso que deveria prevalecer nos concursos publicos e o facto de que não existe qualquer estratégia para aquela que pode ser considerada uma das mais belas praças da Europa: “Faz-me lembrar o despotismo iluminado de alguns que não receiam o debate democrático desde que no fim façam sempre o que eles querem. Se isto é com a nossa mais emblemática praça o que não será com um qualquer jardinzito ou bairro? Talvez seja esta a forma como a Câmara de Lisboa, liderada por um presidente socialista, se quer posicionar para a comemoração dos 100 anos da República: dando uma ideia caricatural da importância da participação democrática nas decisões sobre o futuro da cidade.” Do Blogue Carmo e a Trindade” com o titulo “ACUDAM-NOS…… que isto magoa a alma lusitana!!” “Sr. Arqº Bruno Soares, tem V. Exa. toda a legitimidade de defender a sua dama, e tanto quanto me é dado a entender e respeitar, elaborar os projectos mais sui generis – e que menos me agradem – que entenda, contudo gostaria de requerer à autarquia que não permita o assassinato da calçada portuguesa naquele local.(…) Agora vem o Sr. Arqº arruinar a calçada portuguesa tentando transformar o Terreiro do Paço em terra e losangos. De facto, já não estamos no Séc. XIX para termos terra no terreiro, e não estamos no Séc. XXIII para termos losangos … Haja muita calma e paciência para aturar todas estas violências.” Já o blogue “Andarilho” disserta:“quer-me parecer que qualquer que fosse a solução encontrada para modernizar tão importante local, valioso património da cidade, a calçada portuguesa não deveria desaparecer. Conquistar os lisboetas também passa por respeitar a identidade e tradição da cidade.” O blogue “O Desproposito” lamenta o facto de não haver a hipotese de um Parque de estacionamento e da falta de “democracia” na forma como os projectos são apresentados “triste, escrevo, triste, é o facto da proposta de desenho para a “nova” Praça do Terreiro do Paço estar (mais uma vez…) sujeita ao quase clandestino “estatuto” de segredo de estado…”. Comentário muito acertado sobre esta opinião, de um A.M:”vamos ser optimistas… como com isto agora do terreiro do paço (cada vez melhor…) é que vamos comemorar a “república” pode ser que ainda desistam do museu dos coches de zoom em zoom até à vitoria final!…” O Blogue 2711 termina com a frase lapidar: “Quando não se tem mais nada para fazer, triste ideia, luta-se contra a calçada portuguesa.”

bem haja

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Recordar a Petição “Terrorismo não deve ter honras de Estado”

logo_111Há praticamente 2 anos, o então Fórum Democracia Real lançou uma Petição na Internet, endereçada ao Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama, com o objectivo de impedir a transladação de Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional, alegando, com firmeza e conhecimento de causa de que, o escritor, em tempos, esteve envolvido em conspirações contra o Estado de Direito, que era a Monarquia Constitucional e que terá sido um dos indíviduos que estiveram presentes no Terreiro do Paço ou lá perto, aquando do Regicídio.

Daí o nome célebre, da Petição “Terrorismo Não Deve Ter Honras de Estado” e mantemos sem dúvida esta posição. Não só por sermos Monárquicos. Mas também e sobretudo, porque não aceitamos conspiradores contra o Estado de Direito no Panteão Nacional, quando Portugal já teve no século XX grandes escritores, muitos deles foram completamente esquecidos depois da sua morte, mas que fazem parte da Cultura Portuguesa, da qual nos devemos todos orgulhar.

Podemos afirmar, que Aquilino Ribeiro poderá ter sido um bom escritor, mas a participação dele nas várias conspirações contra o Estado de Direito, que, repito, era a Monarquia Constitucional, acaba de uma forma ou de outra, por manchar o seu nome.

Esta Petição foi abordada há praticamente 1 ano, no Programa Prós e Contras da RTP1, cujo o tema era “Presidente ou Rei” e, sem dúvida, ficamos satisfeitos  por constatar, que esta mesma acção, causou frenesim e talvez até algum nervosismo do lado republicano, o que é de todo compreensivel, porque, claro está, para o lado republicano, Aquilino Ribeiro e, certamente os regicídas, são os “mártires da liberdade” ou “os mártires da republica” e consideram que Republica e Liberdade são sinónimas, quando muitas vezes, e a nossa História recente o demonstra, e bem, podem também ser muito antagónicas.

Curiosamente, a Petição continua online, como poderão ver aqui

Infelizmente, não conseguimos o nosso intento. Aquilino Ribeiro foi mesmo para o Panteão Nacional. Mas, para o lado Monárquico, até foi benéfico, ganhámos mais um argumento contra a Republica. É que além de não podermos escolher entre Rei e Presidente, em Referendo, porque a Constituição no Art. 288.º b),  não o permite, a verdade é que, para a Republica, qualquer individuo com cadastro é bem-vindo no Panteão Nacional, desde que tenha lutado por um certo ideal de liberdade de pátria, participando activamente em conspirações e conjuras que hipotecaram o século XX Português e ainda hoje estamos a viver as consequências.

Orgulho-me e não me arrependo, de ter sido o primeiro, na qualidade de principal administrador do, então FDR-Fórum Democracia Real, a assinar esta Petição.

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Um crime que o o regime não admite. Uma memória que dificilmente se esquecerá

Podemos nós esquecer quem somos e fazer disso uma mais valia?

Seleccionar no passado aquilo que queremos e não queremos, aquilo que fica “bem” e o que nos embaraça, como se a memória fosse um self-service?

O orgulho sempre foi o pão dos pobres de espirito, a teimosia sempre garantiu a infalivel perenidade do caracter daqueles que confundem um bom discurso com justiça social…admitir um erro, uma falha é algo que apenas está reservado ao que podem a ultrapassar.Estranho um regime que diz “moderno”, “igualitário” não ser capaz de admitir, reconhecer ou lamentar que D. Carlos e seu filho foram assassinados…não porque fossem “maus” mas porque eram a única fronteira entre a ambição de poucos e a vulnerabilidade de todos os outros (nós)…o povo

Tantas são as estátuas de ilustres desconhecidos homenageados cuja obra se resume a um livro ou um acto circunscrito à geração que os homenageou. Tantos os feriados cuja origem o povo desconhece ou dá pouca relevância, tantos os medalhados pelo actual regime,  cuja relevância é questionável ou desconhecida.
Quando se trata de homenagear um Rei como D. Carlos ou repudiar os actos que levaram à sua morte, cuja maioria dos republicanos e do povo condenam, o regime e os seus orgãos e instituições são de forma avassaladora, inundados por uma amnésia colectiva.

Evocação do Regicídio a 1 de Fevereiro de 2009…a total ausência de bandeiras da República

Vergonha, ignorância ou puro desinteresse por Portugal, tudo pode ser usado para justificar semelhante ausência institucional no dia 1 de Fevereiro. Entre a pura proibição de participação e o silêncio, os vários regimes e governos têm-se pautado por uma coerência granitíca que os torna mais semelhantes do que diferentes no que toca à real memória do que é Democracia.

Mais importante do que relembrar que as Democracias não podem ser fundadas em cima de crimes e homicidios, é o cantar as janeiras para o Primeiro-Ministro (o Colégio Militar, proibido de participar no Centenário do regicídio, foi posto a cantar as janeiras num acto eleitoralista),  inaugurar um hipermercado ou mesmo congregar esforços para “desculpar” eventuais corrupções (toda a oposição deu o apoio institucional ao primeiro ministro no caso freeport).

 

 

 

 

O actual regime vive mal com a memória e a História do País. Não se trata de uma questão de oposição entre Monarquia e Republica é uma questão de principio, ética e Liberdade. D. Carlos foi Chefe de Estado de Portugal, um Rei em paridade com D. Afonso I tão português quanto tantos outros ilustres republicanos que partilharam a sua sorte…o de ser alvo de justiça popular por um punhado de fanáticos que nem sequer constituiam uma força politica ou uma alternativa ou projecto para Portugal.

Uma classe politica que vive mal com o passado dificilmente poderá construir qualquer futuro. As monarquias europeias souberam ultrapassar e corrigir erros passados sem repudiar qualquer um destes (e é isto que explica o seu superior desenvolvimento). Mau grado não ter, até hoje, a Republica Portuguesa aprendido esta importante lição, corremos o risco de ver uma repetição daquilo que Portugal faz melhor desde o principio do séc. XX e continuar a afundar até Portugal ser o que o Regicídio é, para a classe politica vigente desde 1910.

 

 

 

 

 

 

 

 

uma memória que se quer esquecer…

…esperemos que não, pelas gerações que agora nascem

bem haja

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