PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

REGRESSO AO FUTURO

João Mattos e Silva,

Presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa

Este cinco de Outubro de 2009 vai ficar no filme da História da República! Para além da insípida cerimónia nos Paços do Concelho de Lisboa, onde o milionário proprietário José Relvas proclamou o novo regime a umas dezenas de lisboetas, para além das flores da memória na base da estátua do tribuno carbonário António José de Almeida, que foi presidente, para além, este ano, do discurso nos jardins do palácio presidencial para que não ficassem dúvidas de que o presidente não apoiava nem Santana nem Costa, o que toda a gente já sabia, centenas de monárquicos, na sua maioria esmagadora abaixo dos trinta anos, vieram para a rua aos gritos compassados de vi- va-o rei e por –tu –gal, empunhando bandeiras azuis e brancas e T Shirts onde se lia “Eu quero um Rei. E tu?”

A repercussão, em todos os jornais e televisões, foi enorme. Na blogosfera enormíssima. Nunca, nesta III República, os monárquicos tinham tido uma tão grande visibilidade e tinham feito falar tão claramente na questão do regime. Para ser justo, devo dizer que esta acção da Causa Real foi antecedida, em pleno verão preguiçoso e ensolarado, pela colocação da bandeira da Monarquia derrubada pelo golpe revolucionário e anti – democrático de 1910, na varanda dos mesmíssimos Paços do Concelho de Lisboa, pelo atrevimento de um grupo independente, que se intitulou Dart Vader’s, a que se seguiram acções semelhantes que os secundaram, um  pouco por todo o País.

Quem se deu ao trabalho de ler o que se escreveu nos blogs, a propósito destes episódios e da ousadia de contestar o regime prestes a fazer cem anos (afinal, para alguns republicanos ilustres como o Dr. Mário Soares, parece que não deveriam ser bem cem anos, porque há que lhes subtrair os da ditadura militar e os dos Estado Novo, que rejeitam como república, o que daria pouco mais de meio século, não fosse o Estado republicano os contrariar celebrando oficialmente o centenário), ficou ciente dos argumentos utilizados pelos republicanos irritados, para contestar a Monarquia: os privilégios, a igualdade, a democracia e o “regresso ao passado”. Argumentos estafados em que ninguém de bom senso e letrado acredita, olhando o que se passa nas Monarquias europeias, tão ou mais democráticas do que a nossa república e muito mais desenvolvidas económica, social e culturalmente. E ficou ciente de que, para além de uma cassete estafada de cem anos, grande parte recorreu à ordinarice e ao insulto como armas em defesa da República, à boa maneira republicana aliás, como a leitura da imprensa do primeiro decénio do século XX e dos dezasseis anos seguintes, demonstram largamente.

Entre a colocação da bandeira na Câmara Municipal de Lisboa e o 5 de Outubro, decorreu entretanto a guerra, primeiro de meias palavras e depois de um discurso palavroso e incompreensível do actual “inquilino de Belém”, sobre eventual espionagem por parte do governo à presidência, que só veio dar razão a quem, há cem anos, contesta a independência e supra -partidarismo do presidente da República por força constitucional, quando esses altos magistrados do regime, têm origem nos partidos, são apoiados política e financeiramente pelos partidos nas suas candidaturas e actuam, uma vez eleitos, com o argumento da mesma origem de legitimidade eleitoral que o Parlamento, contra os governos que são de ideologia diferente, para tentar contrariar as suas opções políticas legitimadas pelo voto parlamentar. Este episódio é, aliás, e além do mais, o mais caricato argumento do mais caricato filme de espiões, em que nem os espiões são desvendados nem os espionados vencem a “potência” adversária e todos perdem, acabando a fita numa enorme gargalhada.

Quem não quer ver que esta República e os argumentos a seu favor ficaram uma vez mais feridos de morte, talvez se espante se um dia forem os seus presumíveis cidadãos a dizer basta. E, continuando no paralelismo cinematográfico, a dizer que querem “regressar ao futuro”. O filme já está em rodagem.

Fonte: Blogue da Real Associação de Lisboa

Filed under: Causa Monárquica, Causa Real, Causa Real e Reais Associações, Centenário da Republica, Democracia, Efemérides, III republica, Lisboa, Partidos Políticos, Portugal, Presidência da Republica, Reais Associações, República Portuguesa, Sociedade , , , , , ,

O PDR AVANÇA RUMO AO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

David Garcia,

Presidente da Direcção do PDR – Projecto Democracia Real

Ontem, dia 17 de Outubro de 2009, a Direcção do PDR reuniu-se, no ISCTE, em Lisboa, para aprovação de um Regulamento Interno e eleição da Presidência da Direcção e também para abordar outras questões de índole estratégica.

1.º O Regulamento Interno que abrange, apenas e só, a Direcção, tendo em conta que o PDR não é um Movimento Oficial, mas uma Entidade Oficiosa de apoio, incondicional à Causa Real e às Reais Associações, é, no fundo, um compromisso assumido pela Direcção, em procurar por todos os meios divulgar o Ideal Monárquico aos Portugueses. O Regulamento foi aprovado por unanimidade.

2.º O Regulamento aprovado por unanimidade da Direcção, implicou a eleição do Presidente da Direcção. Tal facto aconteceu, por aclamação. Evidenciando a total legitimidade em, eu, como criador e fundador do Projecto Democracia Real, e pelo esforço que tenho tido em manter este projecto de pé, por uma Monarquia para Portugal, parece-me evidente que teria todas as condições para continuar. Daqui a 5 anos voltará a haver a eleição.

3.º Foram distribuídas tarefas bem específicas e claras. Eu assumo a Presidência da Direcção do PDR. O Dr. Pedro Quartin Graça assume o papel de Conselheiro da Direcção. Maria do Monte assume o papel de responsável pelas Redes Sociais do PDR, com o meu total apoio e ajuda. Artur de Oliveira, assume o papel de promoção do PDR junto das Entidades Oficiais e Oficiosas, que defendam a Monarquia para Portugal.E o Daniel assume a Edição do Futuro Boletim do PDR, que será bimensal e que estará disponível aqui no Blogue do PDR para download.

4.º Assumiu-se o compromisso de apoiar e articular esforços com a Causa Real e as Reais Associações e demais voluntários monárquicos, nomeadamente os da blogosfera.

5.º Assumiu-se o compromisso de divulgação e promoção dos Ideais de uma Monarquia Parlamentar e Democrática.

6.º Chamar-se-á sempre a atenção dos Portugueses para situações que surjam contra os Direitos Humanos. Ainda há poucos dias, chamámos aqui a atenção do facto de um monárquico iraniano ter sido preso e condenado à morte, por defender a Democracia e a Liberdade. Continuaremos neste caminho.

7.º Defenderemos a Independência de Portugal, sua Identidade Cultural, sua Diversidade Religiosa, com total Lealdade a Dom Duarte de Bragança e a quem lhe vier a Suceder na Chefia da Casa Real Portuguesa.

8.º Promoveremos a Democracia Real e lutaremos pelo Direito ao Referendo Monarquia ou República.

Vamos trabalhar duramente, para organizar um Encontro em Sintra para Novembro deste ano. Estaremos presentes no Jantar dos Conjurados deste ano, assim como estaremos presentes no dia 1 de Dezembro nos Restauradores e, naturalmente, no dia 1 de Fevereiro no Terreiro do Paço e na missa por Sua Majestade o Rei Dom Carlos e pelo Príncipe Real Dom Luís Filipe.

Definitivamente, o PDR deixa de ser apenas e só uma Rede de Espaço na Net, mas também, passa a ser uma Entidade organizada preparada para assumir o seu papel junto, não só das Entidades Monárquicas Oficiais, mas também junto dos Portugueses.

Quero chamar a atenção para o artigo que escrevi para o Jornal de Sintra que saiu na passada sexta-feira e que está disponível no Blogue do respectivo jornal: http://jornaldesintra.blogspot.com “Um 5 de Outubro desconhecido, o de 1143″.

Aqui deixo agora, com todo o gosto, algumas fotografias do dia de ontem:

091017_152337

Artur de Oliveira, David Garcia, Pedro Quartin Graça

David Garcia e Artur de Oliveira

David Garcia e Artur de Oliveira

Acção de Formação sobre WordPress

Acção de Formação sobre WordPress. Ao meu lado esquerdo, Maria do Monte, Responsável pelas Redes Sociais do PDR

VIVA O REI!

VIVA O REI!

Filed under: Causa Monárquica, Causa Real, Causa Real e Reais Associações, Centenário da Republica, Democracia, Democracia Real - Doutrina, Direcção, Direcção do PDR, Lisboa, PDR-Projecto Democracia Real, Portugal, Portugal Continental e Regiões Autónomas da Madeira e Açores, Presidente da Direcção do PDR, República Portuguesa , , , , ,

A dor de cotovelo do Dr. Louçã

Pedro Quartin Graça

O líder do BE, Francisco Louçã, manifestamente, acusou o “toque” e revela a maior dor de cotovelo por ver outros, que não os seus apaniguados, manifestarem-se na rua pelas ideias e os ideais que defendem. E vai daí botou discurso revelador do seu anti-monarquismo primário.

Louçã realmente não percebe. Não consegue entender como, em pleno séc. XXI, existem larguíssimos milhares de portugueses que discordam do “regime perfeito” que entende ser a República e defendeu hoje que aquela “é a única forma de democracia responsável” e o sistema político que “combate as desigualdades”, assinalando que apenas a “direita reaccionária” deseja regressar ao “atraso” da monarquia.

Discursando na Carregueira, no final de um almoço/comício de apoio à candidatura do BE no concelho da Chamusca, Louçã, inflamado, lançou ataques ao Governo PSD/CDS liderado por Durão Barroso por uma tentativa de alterar a Constituição para que as “futuras constituições pudessem ser ou republicanas ou monárquicas” e também à iniciativa de homenagem ao rei D.Carlos, organizada pela Causa Real – a quem chamou “pequeno grupo patusco” – no domingo à noite. “Hoje pela madrugada fora, um pequeno grupo patusco atrás de um milionário banqueiro [Paulo Teixeira Pinto, antigo administrador do BCP e presidente da Causa Real], que conduziu um dos maiores escândalos da criminalidade económica em Portugal, lá apareceu pelo Tejo a gritar as saudades da monarquia”, afirmou, referindo que “sobretudo na cultura mais reaccionária da direita”, ainda “há gente que reclama o regresso ao passado, o regresso ao atraso, à monarquia e à diferença”. Para o líder bloquista, o princípio republicano, “que é o princípio elementar da democracia, que é o que torna todos iguais, na República todos são iguais em deveres e direitos, é a força da República”. “República e democracia são uma e a mesma coisa”, advogou.

Vincando a sua ideia, Louçã estabeleceu uma oposição entre República e monarquia, considerando que esta última representa “o contrário” da primeira: “Na monarquia há súbditos, o poder não é eleito, o poder do chefe de Estado passa dentro da família, por linhagem familiar e não pela responsabilidade da escolha democrática e o país está dividido em duas classes, os soberanos que têm o poder e os súbditos que têm de obedecer aos soberanos, a monarquia é o contrário da democracia”. Falando para quase duas centenas de apoiantes, numa freguesia onde foi o segundo partido mais votado nas legislativas (com 18 por cento), o bloquista defendeu que a República “é a única forma de uma democracia responsável, em que todos estão em iguais em deveres e em direitos”.

“O grande combate pela República não é o que olha para trás, porque essa monarquia e essa arrogância está vencida para todo o sempre, agora é mero folclore dessa cultura reaccionária dos partidos da direita que ainda agitam de vez em quando a saudade do rei ou da corte ou da aristocracia ou dos privilégios. O que é preciso para a República é olhar para a frente, para o futuro, e ser mais exigente, ser mais republicana e ser mais democrática”, concluiu.

Todos aprendemos com os outros. E da reacção pública do totalitário Dr. Louçã recebemos a lição de que o caminho traçado está correcto e é aquele que deve ser trilhado no futuro. E olhe Dr. Louçã, não vale a pena mandar mais grupos de bloquistas travestidos de  pseudo “anarcas” boicotar as manifestações monárquicas porque essa música já nos conhecemos.

Fonte: Blogue Risco Contínuo

Filed under: Causa Monárquica, Causa Real, Causa Real e Reais Associações, Centenário da Republica, Cidadania, Democracia, Efemérides, III republica, Juventude, Lisboa, Portugal, Ética Republicana , , , ,

Aprendi uma coisa nova hoje: há espaços públicos republicanos em Portugal!

Pedro Quartin Graça

Carvalho Homem parece ter aprendido com Jorge Coelho quando aquele afirmou que quem se mete com o PS leva. Agora, numa versão adaptada: quem se mete com os republicanos pode contar com a ira destes. E lançou um aviso: aviso: “se os monárquicos forem para o trauliteirismo antigo terão de se medir com os republicanos, porque nós também não voltamos as costas à luta”.

O coordenador das comissões universitária e autárquica de Coimbra para as comemorações do Centenário da República, Carvalho Homem, afirmou hoje que os monárquicos devem saber “manifestar-se dentro da legalidade”.

Carvalho Homem reagia assim sobre a iniciativa da Causa Real que, na última noite, hasteou a bandeira monárquica na sede do Largo de Camões, em Lisboa, depois de em Janeiro a autarquia da capital ter ordenado a sua retirada. “Nós republicanos e democratas não queremos que os monárquicos desapareçam. Achamos até muito bem que se manifestem, mas que saibam manifestar-se dentro da legalidade que era aquilo que eles exigiam durante a monarquia constitucional da parte dos republicanos”, afirmou.

Segundo o professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a coexistência entre monárquicos e republicanos “poderá continuar a fazer-se” desde que os apoiantes da monarquia “desfraldem as bandeiras nos seus centros monárquicos, mas não invadam espaços públicos republicanos”.

“A República é um regime que nos mobiliza, tem valores próprios, é portador de uma mensagem que, integrando todos os partidos políticos e a noção de democracia, se situa acima da luta político-partidária”, frisou o docente de História Contemporânea.

Hoje aprendi imenso. Cada dia assim enriquece a minha alma! Obrigado Carvalho Homem!

PS - Será que me estou a manifestar dentro da legalidade?

Fonte: Blogue Risco Contínuo

Filed under: Causa Monárquica, Causa Real, Centenário da Republica, Democracia, III republica, Lisboa, monarquia portuguesa, Ética Republicana , , ,

Sr. Presidente, importa-se de explicar o que é a “ética republicana”?

Pedro Quartin Graça

O Presidente da República exortou hoje à união em torno dos “grandes ideais republicanos”, sublinhando que esses ideais exigem dos políticos um “esforço acrescido para a concretização da ética republicana e para a transparência na vida pública”.

Numa intervenção na cerimónia de comemoração dos 99 anos da implantação da República, Cavaco Silva disse tratar-se de uma ocasião de festa, mas também um “momento de reflexão”.

Acima de tudo, defendeu, a comemoração do 05 de Outubro, “deve representar um traço de união de todos os Portugueses”. “Devemos unir-nos em torno dos grandes ideais republicanos. Ideais que exigem, da parte dos agentes políticos, um esforço acrescido para a concretização da ética republicana e para a transparência na vida pública”, enfatizou.

Da parte dos cidadãos, continuou o chefe de Estado, esses ideais exigem “uma atitude cívica mais empenhada e mais activa na defesa de uma República onde todos se revejam”.

Eu devo ser muito pouco esclarecido, quiçá mesmo obtuso, admito, e portanto confesso que nunca percebi o que é a pretensa “ética republicana”!

Assim, venho encarecidamente perguntar a Sua Excelência o Presidente da República ou a algum republicano esclarecido se me pode efectivamente elucidar sobre esta temática…

É que eu gosto sempre de aprender com quem sabe!

Fonte: Blogue Risco Contínuo

Filed under: Causa Monárquica, Causa Real, Centenário da Republica, III republica, Lisboa, Portugal, Ética Republicana , , ,

5 de Outubro 2009, na SIC

Filed under: Blogue 31 da Armada, Causa Monárquica, Causa Real, Centenário da Republica, Democracia, Efemérides, III republica, Lisboa, Multimédia Monarquia Portuguesa, PDR-Projecto Democracia Real, Portugal, República Portuguesa, Sociedade, monarquia portuguesa , , , , , , , ,

INÍCIO DO FIM DA REPÚBLICA – Artur de Oliveira

A ética republicana em Portugal equivale à famosa honra entre ladrões… A república é um elemento estranho que não pertence á genética de Portugal como Nação… Basta ver o que se passou nas duas primeiras repúblicas e nesta terceira e esperemos que última… Tachos, panelinhas, mesquinhez, etc… Chega! A república tornou este país numa anedota sem qualquer tipo de graça aos olhos do mundo civilizado… Nunca os monárquicos estiveram tão perto de conseguir o seu objectivo… O número de descontentes cresce e o prestígio da república decresce mais e mais… Monárquicos, uni-vos ainda mais porque espero que as manifestações da noite de 4 para 5 de Outubro sejam apenas uma amostra daquilo que somos capazes… No dia da Restauração, aí sim, é que teremos que dar o nosso melhor… É mais um teste á nossa determinação e uma batalha decisiva… Sempre a insistir e nunca parar! Vamos em frente!

Filed under: Administração, Causa Monárquica, Causa Real, Causa Real e Reais Associações, Centenário da Republica, Democracia, Efemérides, III republica, Lisboa, monarquia portuguesa , , , , , , , , , ,

5 de Outubro de 2009! Apanhado geral sobre as Notícias de um Dia marcante para os Monárquicos

GUIMARÃES – 5 DE OUTUBRO DE 2009
Guimarães acordou a 5 de Outubro com a verdadeira Bandeira de Portugal hasteada no Palácio de Santa Clara, sede do Município de Guimarães. 99 anos depois, lembramos a Monarquia, o regime deposto por um crime e contra a vontade de um povo. O regime que a “democrática” Constituição da República Portuguesa não permite que seja reinstituído por referendo popular. Lembramos a nossa História a partir da terra sagrada que viu nascer Portugal e o seu Primeiro Rei!
Publicada por Maria Menezes em 20:06 0 comentários

// <![CDATA[//

RESPOSTA À LEGALIDADE
Hoje de madrugada foi de novo hasteada a bandeira portuguesa da monarquia na sede Real Associação de Lisboa no Largo Camões, em desafio à ordem da Câmara Municipal de Lisboa que após mais de quarenta anos decidiu ordenar a sua remoção. Estranho é que em véspera de Centenário da revolução carbonária, a edilidade que não consegue zelar pela sua própria varanda, se entretenha a vasculhar as dos outros com o fundamento de que a exibição desse símbolo nacional deverá obedecer aos regulamentos de publicidade e mobiliário urbano. Se a CML optar por nos remover a bandeira, isso não faz mal: temos muitas.
Publicada por João Távora em Segunda-feira, Outubro 05, 2009
MONÁRQUICOS NA RUA COM TEIXEIRA PINTO

(Clique nas imagens para ampliar)

“A REPÚBLICA NUNCA FOI REFERENDADA PELO POVO” 05 Outubro 2009 – 00h30
Discurso Directo

Paulo Teixeira Pinto, Presidente da Causa Real, falou ao CM sobre as comemorações da Implantação da República.
Correio da Manhã – O que têm os monárquicos preparado para o dia de hoje, aniversário da Implantação da República?
Paulo Teixeira Pinto – Vamos partir de barco de Belém e pelas primeiras horas de madrugada hastear a bandeira monárquica na sede da Causa Real, algo que a Câmara Municipal de Lisboa proibiu há um ano.
– Estão proibidos de ter uma bandeira monárquica na sede da Causa Real? Porquê?
– Segundo a autarquia por questões ligadas ao “mobiliário urbano” e “publicidade”. Pergunto: um símbolo nacional como a bandeira monárquica é publicidade? Vamos hastear a bandeira e só a tiramos com uma ordem do tribunal. Parece que a câmara está mais preocupada com as bandeiras dos outros do que as bandeiras que estão na sua varanda.
– Como vêem as preparações para comemorar o centenário da República para o ano?
– Só em quatro meses já gastaram meio milhão de euros em questões estéticas. E tudo por ajuste directo. Um desenho de site que custou 99 mil euros? Num tempo de solidariedade como este que atravessamos? Justifica-se? Se continuar assim não chega ao próximo 5 de Outubro com os dez milhões que tinham para gastar.
– Querem que Portugal volte a ser uma monarquia?
– Uma monarquia constitucional. Qualquer Presidente da República, excepto o general Ramalho Eanes, teve uma vida ligada a uma força política. Um Rei não. É um poder independente que advém do povo.
– Mas acha que os portugueses querem uma monarquia?
– Há cada vez mais monárquicos a dar a cara. E de todos os campos ideológicos e faixas etárias. Defendemos que na Constituição se deve mudar a palavra República por Democracia. E fazer um referendo para saber o que os portugueses querem. A República nunca foi referendada pelo povo.
Bandeira monárquica de novo hasteada:
MONÁRQUICOS DESAFIAM REPÚBLICA A UM REFERENDO
Em pleno dia de comemoração da República, um grupo de monárquicos lançou um desafio ao regime: quer uma alteração da Constituição, que permita a realização de um referendo. Os republicanos rejeitam o desafio, garantindo que a República é pacífica em Portugal. E o PS já diz que não muda nada.
Esta madrugada, já em pleno dia de comemoração da República, um grupo de centenas de monárquicos desembarcou simbolicamente perto do Terreiro do Paço, correu em direcção ao Largo Camões, hasteou a bandeira da Causa Real e pediu que se abrissem as portas à realização de um referendo, em Portugal, à República.
O desafio foi preparado com máxima discrição e teve de contornar vários obstáculos, explicou ontem ao DN – ainda antes da iniciativa – Paulo Teixeira Pinto, o ex-governante e ex-presidente do BCP, que agora lidera a Causa Real.
Os obstáculos começaram no sábado, quando o grupo (estavam previstos 500 defensores da causa) recebeu a informação de que não poderiam desembarcar, como o rei D. Carlos há 101 anos, no dia do regicídio, no Terreiro do Paço, mas apenas no Cais do Sodré. Continuaram com um aviso: de que a bandeira monárquica não poderia entrar a bordo – o que não impediu ninguém, nem o próprio Teixeira Pinto, de a usar, assim como de ostentar as T-shirts a dizer “Eu quero um Rei”. No início da iniciativa, tudo corria como previsto, com a polícia a acompanhar o grupo.
Mas a aventura nocturna era só simbólica. Antes de entrar no cacilheiro que o levaria ao Cais do Sodré, Paulo Teixeira Pinto garantia ao DN que a sua luta, a da monarquia, “é política”. No discurso que preparou para fazer, de uma varanda do Largo Camões, constava uma exigência bem definida: “Queremos suprimir a cláusula da Constituição que diz ser irremovível a República como base do sistema político português.”
A questão é polémica. Teixeira Pinto diz que “só” quer trocar a palavra “República” dessa alínea constitucional pela palavra “democracia” – alegando que essa, sim, é a base do sistema político nacional. Porém, a ser aceite pelos deputados, a alteração permitiria um outro passo, que constitui o verdadeiro objectivo da acção desta madrugada: “Fazer um referendo” à República – que hoje faz 99 anos de existência.
A guerra é política e os monárquicos sabem disso. Mas não partidária, alegam. “Eu sou monárquico e nunca votei no PPM”, garante. Mas o certo é que, para atingir os objectivos, ela terá sempre de contar com apoio nos partidos.
Agora, depois do discurso – que diz ser o “primeiro passo” de uma luta que quer levar até ao fim – Teixeira Pinto quer que a sua Causa Real vote o passo seguinte: levar ao Parlamento uma proposta, para que lá se discuta a mudança constitucional. É que a legislatura que começa agora é de revisão. E as novas regras da Assembleia já permitem que um grupo de cidadãos apresente propostas para votação.
Porém, nada indica que a iniciativa tenha sucesso dentro de São Bento. Vital Moreira, deputado da Constituinte de 1975 e fiel a José Sócrates, é taxativo na rejeição da proposta. “Ninguém vai mexer nisso. E, em matéria de divertimento, já vi melhor.”
À previsível resposta, Teixeira Pinto recorda um debate, na RTP, onde esteve com António Reis e Medeiros Ferreira, dois republicanos e socialistas que, garante, admitiram que a cláusula não fazia sentido, admitindo mudá-la. Ontem, em declarações ao DN, Medeiros Ferreira admite recordar-se desse debate, mas não do “compromisso”. “Os monárquicos tiveram uma oportunidade de ouro para participar nessa discussão em 1975, mas afastaram-se. Hoje, essa não é uma questão pendente”, remata o ex-deputado.
Na próxima bancada socialista, de resto, reina a desconfiança face à proposta. “A República é um caminho adequado”, diz Ricardo Rodrigues. E se a proposta chegar mesmo a São Bento? “São precisos dois terços dos deputados para a aprovar”, recorda o socialista.
Se a ideia ficar pelo caminho, o referendo ao regime fica excluído. Mas Teixeira Pinto promete não desistir. Este ano, promete várias acções “surpreendentes”. E já se prepara para, de hoje a um ano, contar quantos republicanos e quantos monárquicos estarão nas respectivas cerimónias.

Jornal de Notícias: -http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1381543

Toda esta Informação foi retirada do Blogue Família Real Portuguesa

Filed under: Causa Monárquica, Causa Real, Causa Real e Reais Associações, Democracia, Efemérides, III republica, Lisboa, PDR-Projecto Democracia Real, Portugal, Portugal Continental e Regiões Autónomas da Madeira e Açores, Reais Associações, Regicidio, Sociedade , , , , , , , , , , ,

Categorias

Widget SIC

 

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  
Watch videos at Vodpod and other videos from this collection.