PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

D. DUARTE E A SUA INTERVENÇÃO NA SOCIEDADE

Artur de Oliveira

Vejo algumas críticas de certos monárquicos em relação a D. Duarte porque não se manifesta em relação aos últimos acontecimentos políticos… São críticas bem-intencionadas, bem sei, mas ainda assim, meus caros correligionários:
S.A.R sabe muito bem o que está a fazer. Dêem-lhe tempo… O papel dele creio que agora está a ser o de reflectir sobre os acontecimentos e quando menos esperarmos, intervirá… Isto é o que eu creio… Se nós lutarmos pela Causa, acreditem que D. Duarte será ainda mais motivado e motivar-nos-á ainda mais… Tenhamos calma, porque vivemos numa república de víboras e há que medir os passos e elaborar estratégias vencedoras… É tudo uma questão de timing… Não vamos criticar o nosso futuro Rei. Para isso já temos os republicanos viscerais, certo? O melhor é unir-nos em torno de nós mesmos para que quando S.A.R. vir isso acontecer, então aí, estou convencido que irá intervir de uma forma ainda mais activa no seu exacto tempo, no contexto correcto.
Mas temos que fazer por isso e temos o Dia 1 de Dezembro como oportunidade de o fazermos em massa. Para nos manifestarmos em força por uma monarquia para o século XXI, moderna, forte, inovadora e sobretudo dinâmica…

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Escutas: D. Duarte Pio diz que casos do género não sucedem nas monarquias 25 de Setembro de 2009, (Lusa)

O Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, afirmou à Lusa que casos políticos como o das “escutas” não sucedem nas monarquias, com isso evitando a “instabilidade e falta de confiança” nas instituições que existe actualmente em Portugal. A um ano do centenário da implantação da República em Portugal, D. Duarte sustenta: “Se observarmos as monarquias actuais, não encontro casos deste género. De um modo geral os governos nas monarquias têm o máximo cuidado em evitar fragilizar a própria chefia de Estado. Há uma grande cumplicidade” entre ambos, nota. Segundo o pretendente ao trono português, “a grande preocupação dos governos é não fragilizar a instituição Real que simboliza o país e tem de ser preservada a todo o custo”. É por isso que “os assuntos acabam por não ter consequência para a estabilidade do país”, referiu o Duque de Bragança em entrevista à Agência Lusa.

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Se o 5 de Outubro de 1910 tivesse sido útil para o País… – David Garcia

Estamos cada vez mais perto do 5 de Outubro de 2009 e não posso deixar de congratular-me com as iniciativas Monárquicas previstas para Coimbra e Lisboa, ambas de grande importância.

Em Coimbra, os Monárquicos irão celebrar o outro 5 de Outubro, o de 1143, em que se celebra a Independência e a consequente Fundação do Reino de Portugal, reconhecido por Afonso VII de Leão e Castela ao assinar o Tratado de Zamora, que, naturalmente, reconheceu Dom Afonso Henriques Rei de Portugal, Soberano Independente.

Em Lisboa, os Monárquicos irão procurar dar uma prova de força e de militância – que espero sejam muitos a aderirem – lembrando, que o 5 de Outubro de 1910,  não passa de um equívoco na História de Portugal e que foi, verdadeiramente o entrave ao nosso progresso, em Democracia Real, que poderia ter sido até aos nossos dias e no futuro.

Graças a este último 5 de Outubro de 1910, Portugal teve 16 anos de uma I Republica que se denominada “Parlamentar”, que pressupunha ser Democrática; na verdade houve inúmeros atentados, crises governativas constantes e por conseguinte uma grande instabilidade política.

Sucedeu-lhe a Ditadura Militar que durou de 1926 a 1933 e neste ano, foi promulgada e levada a Referendo (a única Constituição Republicana levada a Referendo, curiosamente) a Constituição da II Republica que daria início ao denominado “Estado Novo”, que não foi mais do que a Ditadura Conservadora que durou durante 48 anos. Criou estabilidade política, é um facto, mas a um preço, retirando a Liberdade de opinião e reunião e de pensamento, aos Portugueses. Teve um forte crescimento económico nos seus últimos anos, mas não teve a visão estratégica necessária para resolver o problema do Ultramar, não conseguindo evitar a Guerra em África e as suas terríveis consequências, não só para os Portugueses mas também posteriormente às independências das antigas Províncias Ultramarinas, a Guerras Civis em Angola e Moçambique e problemas graves em Cabinda, na Guiné-Bissau, Timor-Leste e já para não falar que começou tudo com a tomada de Goa, Damão e Diu, pela União Indiana e consequentes perdas humanas para Portugal.

Seguiu-lhe com a Revolução do 25 de Abril de 1974, algo verdadeiramente espantoso. O sector económico, em grande parte foi nacionalizado e muitas fábricas, herdades e pequenas propriedades foram ocupadas, logo em 1975. O País mergulhou no caos, de um lado o Partido Comunista e a UDP e do outro, a frente dos que queriam uma Democracia de carácter ocidental. Na verdade, a Constituição que foi aprovada em 1976, ainda manteve até 1982 o chamado Conselho da Revolução. E só depois da sua abolição, é que Portugal caminhou, efectivamente, para uma Democracia. Regime este, no qual vivemos e ao qual lhe falta uma visão estratégica global para Portugal enfrentar os desafios do futuro.

A política de abandono das antigas Províncias Ultramarinas, sem qualquer proveito para Portugal, demonstra desde logo, que os que tomaram o poder após a queda da II Republica, começaram logo por acabar com o orgulho em se ser Português. Não tiveram a visão suficiente para evitar danos materiais irreparáveis para inúmeras famílias portuguesas que viveram em África. Não tiveram a visão suficiente para auxiliar condignamente todos aqueles que regressaram do campo de batalha e que ainda hoje sofrem com essa falta de atenção, que é revoltante em termos humanos.

Por outro lado, a nível político, temos um sistema semi-presidencialista que permite ao Presidente da Republica se intrometer e dar opiniões pessoais ou tomar decisões pessoais sobre políticas governativas. Ao contrário do que alguns defendem, não tem havido uma verdadeira estabilidade Política em Portugal desde há muitos anos. Cada governo que se sucede é tanto ou pior que o seu antecessor. Quando o Partido Socialista ganha as eleições, destrói o que o Partido Social – Democrata fez enquanto governo, e vice-versa. Isto é um regime de “bola de ping pong”. Acusam-se uns aos outros dos problemas de Portugal, mas não conseguem reconhecer que de ambos os lados cometeram-se erros muito graves.

Portugal não tem praticamente economia. Vive dos serviços e dos subsídios vindos da União Europeia. Portugal não produz a nível agrícola, de uma forma competitiva e inteligente. Portugal não tem uma frota pesqueira para competir com as outras frotas pesqueiras da União Europeia. Vivemos da pesca artesanal. A nível escolar, as sucessivas reformas na educação, não fizeram mais do que agravar o problema. Concordo com a avaliação dos Professores assim como concordo com a avaliação de todos os trabalhadores seja na função pública ou privada. Não é só durante o tempo que somos estudantes que devemos ser avaliados, é também profissionalmente. É algo perfeitamente normal.

Este regime permite que os Sindicatos, que acho bem que existam, tenham influências político-partidárias. Os Sindicatos não devem servir os interesses partidários. Devem servir os interesses dos trabalhadores e portanto devem ser totalmente independentes! De modo a que, em consciência possam convocar uma greve, não porque convém ao partido A, B ou C, mas porque é realmente do interesse dos trabalhadores como sendo um acto justo de protesto. O mesmo para as manifestações.

Com tudo isto, temos um crescimento económico reduzido e um endividamento externo assustador. Queremos, pelas sondagens, tendo em conta que estamos num período eleitoral, continuar neste caminho. O caminho do facilitismo nas escolas, o caminho das grandes obras públicas – “obras de país rico a cobrir realidades de terceiro mundo”, citando Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança.

Fazendo uma avaliação concreta a este, quase, I Centenário da Republica ou da Proclamação da Republica (os republicanos ainda não se decidiram, qual dos dois devem festejar; se for o primeiro terão que engolir 48 anos de Ditadura!!, o que para eles é muito mau, porque segundo eles, a Democracia confunde-se com a Republica; estranho por terem havido durante o século XX e ainda hoje em alguns países do Mundo, republica autoritária que violam diariamente os direitos humanos), devo dizer que só o facto de nunca ter havido um Referendo sobre a questão Monarquia ou Republica, já de si, é uma imposição constitucional, verdadeiramente inaceitável, isto se Portugal realmente se considera estar dotado de um regime democrático e livre. Por outro lado, ao ver Portugal cada vez mais com casos de corrupção, suspeitas de escutas ao mais alto nível do Estado, processos judiciais que nunca acabam ou quando acabam, os poderosos são presos “sob pena suspensa” (alguém me explique o que é isto)… Só podem, de facto, estar a brincar, com o Povo Português, contribuinte deste sistema político.

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Por tudo isto, concordo com a frase do Senhor Dom Duarte: “Se o 5 Outubro tivesse sido útil para o País, não era preciso fazer-se o 25 de Abril”. Querendo dizer com isto, que obviamente a interrupção da Monarquia Constitucional foi a causa de todo o nosso atraso e que a I Republica foi a origem principal da Ditadura de Salazar e Caetano – a II Republica. Recuperar a “velha ética republicana”, com origens no primeiro sistema constitucional republicano, é algo de errado, profundamente anti-patriótico, e com claras tendências iberistas. É bom lembrar que a actual bandeira nacional, quando foi aprovada, não tinha o significado que muitos no tempo de Salazar aprenderam nas Escolas. O significado inicial do verde-rubro era e é, que o verde significaria Portugal e o rubro Espanha, sendo a parte maior da bandeira. E, portanto, a ideia desta bandeira seria provocar a queda da Monarquia Espanhola e colocar Portugal à frente de uma Republica Federal Ibérica com muitos maçons a comandarem os destinos da Ibéria. Não esqueçamos as diligências do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, Magalhães Lima, a Londres, para procurar evitar a todo o custo, o casamento do Rei Dom Manuel II com uma Princesa da Casa Real Britânica. Não esqueçamos também as N conspirações desse senhor contra a Monarquia, fora de Portugal e só regressou depois da Republica ter sido proclamada! Mas também não esqueçamos que, o Duque de Connaught, Grão – Mestre da Maçonaria Inglesa, irmão do Rei Jorge V, foi de facto quem conseguiu impedir o Casamento de Dom Manuel II, depois de uma delegação republicana ter ido a Londres, a Downing Street perguntar aos Governantes Britânicos qual seria a posição Britânica relativamente à hipótese de uma Republica em Portugal. A Aliada Britânica foi clara, afirmando que a Aliança com Portugal não era uma aliança de Dinastias mas uma aliança de povos, descansando os republicanos, portanto!

A Monarquia Portuguesa foi interrompida, não só graças ao Regicídio que vitimou um Grande Rei e um Promissor Príncipe Herdeiro, mas também caiu graças aos conspiradores e ambiciosos Monárquicos que alguns até se juntaram aos republicanos já durante a Republica e ocuparam cargos importantes, desde o Congresso Republicano até outros cargos de importância. Um Monárquico até foi Presidente da Republica, o Almirante Canto e Castro. A Monarquia também caiu devido a inúmeras conspirações da Maçonaria, naquela época. O que estou a dizer, não é nada de novo. Há diversos livros que falam disso!

Portanto, finalizando, a Republica Portuguesa, no seu todo, com 16 anos de anarquia, 48 de ditadura e 35 sem um projecto galvanizador e unificador da sociedade portuguesa e com todos estes “casos”, não creio que dure muito mais tempo. É tempo dos Monárquicos mostrarem aos Portugueses que uma Monarquia Parlamentar e Democrática, é a melhor solução para combater as graves crises, éticas, morais, económica, social, etc… de que o País padece.

Portugal perdeu 100 anos de desenvolvimento e de estabilidade política que só uma Monarquia pode dar!

VIVA O REI!

VIVA PORTUGAL! 3997247_U6s3I

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Necessária e urgente a Política de Proximidade

dduarte_bragancaEstamos a pouco mais de 4 semanas para o próximo 5 de Outubro, dia em que oficialmente a Republica celebrará os seus 99 anos de existência, sendo que os primeiros 16 foram em anarquia, os segundos 48 foram de ditadura e os terceiros 35 num regime democrático, mas com limitações à liberdade de escolha, nomeadamente, à impossibilidade de se poder escolher em Referendo, se se quer ter na Chefia de Estado um Rei ou continuar a ter um Presidente.

Resta saber se a Republica vai festejar os 99 anos da sua proclamação, os os 99 anos de longevidade que incluem os tais 48 anos de Ditadura!

Mas não é este assunto que me leva hoje a escrever.

Tenho reparado, com alguma tristeza, que continua a persistir junto de alguns Monárquicos a ideia de que só devemos organizar jantar e almoços entre Monárquicos.

Ora, uma coisa que o Projecto Democracia Real tem procurado seguir, e que aliás tem sido uma ideia minha desde há um tempo a esta parte, é que é fundamental existir uma política de proximidade junto dos Portugueses em geral.

Não digo que as reuniões monárquicas não devam continuar. Mas, pergunto, quando é que se vai começar a ter uma política de proximidade junto das pessoas?

O Projecto Democracia Real, em  breve, vai iniciar essa política de proximidade e apelo a que todos aqueles que realmente querem a Monarquia também o façam.

Propus que em cada capital de Distrito, no próximo 5 de Outubro os Monárquicos se organizassem em Caravanas Monárquicas e tivessem essa política de proximidade. Não entendo, como é que esta ideia, que seguramente traria impacto junto da Comunicação Social Nacional e Local, não foi tida em consideração.

Tenho a lamentar isso, assim como tenho a lamentar a persistente perseguição aos que realmente querem ajudar a que a Monarquia não passe de um sonho mas sim se transforme numa realidade.

Quanto a mim, como Coordenador do Projecto Democracia Real procurarei por todos os meios, mobilizar os Monárquicos para os grandes embates que aí vem, sendo que, gostaria de ver mais apoio por parte da Causa Real e das Reais Associações a este projecto que tem sempre apoiado a organização oficial monárquica portuguesa que é a Causa Real.

Mobilização dos Monárquicos e Política de proximidade são fundamentais. Eu, como quero a Monarquia em Portugal, procurarei informar os Portugueses sobre as vantagens da Monarquia em comparação com a Republica. Não me cansarei, porque não aceito viver sob um regime que começou com um atentado ao Rei Dom Carlos e ao Príncipe Real, Dom Luíz Filipe. Não aceito um regime que tem medo do Referendo Monarquia / Republica. Não aceito um Regime que se recusa a prestar um Voto de Pesar no Parlamento pelo assassinato de um Chefe de Estado, alegando que se votasse a favor desse voto de pesar seria “um voto contra a republica”. Álvaro Cunhal, antigo Secretário Geral do PCP, quando faleceu, passou na Assembleia da Republica um voto de pesar! E não aceito um regime cujos dirigentes digam que referendar a Republica é a mesma coisa que referendar a Democracia, como se as Monarquias actuais não fossem Democracias ainda mais abertas e prósperas do que a que nós todos,  Portugueses, sustentamos.

Em breve será inaugurado o Blogue PDR-Constituição onde convido todos os interessados em virem debater um Modelo de uma Constituição que foi traduzida para Português e que não é, chamo já a atenção, nenhuma proposta!

O Projecto Democracia Real não pára. Parando, seria dar folgo a este regime coisa que não aceito dar.

COLOQUEM  MAIS BANDEIRAS AO VENTO!3997247_U6s3I

NAS VOSSAS JANELAS!

NAS VOSSAS VARANDAS!

NOS VOSSOS QUINTAIS!

NAS VOSSAS HERDADES!

EM TODO O LADO!

DIGAM AOS VOSSOS FAMILIARES, AMIGOS, VIZINHOS, ETC… QUE A MONARQUIA É UM VERDADEIRO SERVIÇO A PORTUGAL PARA UM FUTURO MELHOR PARA TODOS OS PORTUGUESES!

QUE TODOS OS POLÍTICOS MONÁRQUICOS DA ESQUERDA À DIREITA SE AFIRMEM COMO TAL PUBLICAMENTE. ACABEMOS COM ESTE REGIME, DE VEZ!

CHEGOU A HORA DE LUTARMOS COM GARRA E DETERMINAÇÃO PELA MONARQUIA EM PORTUGAL!

VIVA O REI DOM DUARTE III

VIVA PORTUGAL!!!

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Portugal

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Entrevista D. Duarte de Bragança

“Corre-se o risco de uma ditadura tomar o poder” – vídeo

por Adriano Nobre, Publicado em 22 de Agosto de 2009

D. Duarte de Bragança teme ver o país entregue a uma comissão estrangeira. Sobre escutas é claro: “Não me importo que me escutem. Nada tenho a esconder”

A causa monárquica voltou à ribalta com a polémica da bandeira hasteada na Câmara Municipal de Lisboa (CML). O chefe da Casa Real, D. Duarte de Bragança, desvaloriza o incidente e defende que o episódio até pode ter “um aspecto positivo” se “despertar a atenção para as bandeiras portuguesas”. Sobre a actualidade do país, assume que o caso das escutas em Belém não o preocupa. “Não me importo nada que me escutem. Nada tenho a esconder. E também deve ser esse o caso do Presidente da República”.

Como reagiu à notícia de que Lisboa tinha acordado com uma bandeira monárquica na CML?

É claro que nunca iria apoiar algo de ilegal e considero que se tratou de uma irreverência de juventude que não me parece condenável, porque a bandeira retirada foi devolvida e não houve nenhum desrespeito a símbolos nacionais, ao contrário do que disseram as pessoas que reagiram aborrecidas.

Então não aceita que isto seja tratado como um caso de polícia?

Não foi cometido nenhum estrago ou acto violento, portanto não me parece que exista aqui um caso.

Mas tem simpatia por esta iniciativa?

Nos países que prezam a sua história, as bandeiras históricas são todas consideradas com a mesma dignidade e colocadas muitas vezes em conjunto. Nas academias militares de Portugal, Brasil ou Estados Unidos, há esse culto. Faz parte da cultura cívica do povo. Se este episódio serve para despertar a atenção para as bandeiras portuguesas, pode ser um aspecto positivo. Mas claro que não é legal entrar num lugar público e mudar coisas que estejam lá expostas. É uma pequena ilegalidade, não me parece que se possa levantar um grande problema.

Esta acção também significa que a causa monárquica está viva?

A vitalidade do movimento monárquico em Portugal mede-se de outra maneira: por sondagens de opinião pública, pelas cerca de dez mil pessoas na Reais Associações e muitos outros grupos organizados de monárquicos em grupos de actividades diversas. Não têm é expressão eleitoral, no sentido em que os monárquicos que temos no Parlamento estão dispersos por muitos partidos.

Gostava de fazer uma consulta aos portugueses para saber se preferiam ter um rei como chefe de Estado?

Já foi feita, mas não foi divulgada. E tem resultados muito curiosos: 29% dos portugueses acha que um rei seria melhor do que um PR. Mas a maioria não tem opinião. Era bom que os portugueses tivessem liberdade para exprimir-se sobre esse assunto, mas num contexto honesto e não fazendo uma pergunta como a pergunta do aborto, que era totalmente direccionada para votar sim.

Cem anos depois da implantação da República, que balanço faz à situação actual da democracia portuguesa?

O que me preocupa mais é que ao haver 60% de abstenção numas eleições, damos uma importância excessiva a minorias muito militantes. Isto põe em causa o significado da democracia. Se as pessoas não votam por estarem desiludidas com a política, estão a deixar que alguns falem por eles. Se a política é tomada como um campeonato de futebol, em que se vota num partido por ser “o seu”, então não interessam as medidas que se defendem. A democracia não pode resumir-se a colocar um voto numa caixa de quatro em quatro anos. Tem de haver mais participação cívica, opinião, referendos.

Acha que isso acontece pelo descrédito da classe política junto dos eleitores?

Há gente muito boa e decente a fazer política. O problema é a própria instituição da democracia e o sistema em que estamos a viver, que gera esta situação. Temos um excelente Presidente da Republica (PR), deputados muito bons e pessoas muito decentes no governo. Mas não há uma cultura de participação cívica ou de raciocínio lógico.

Como assim?

Surgiu um movimento para as pessoas comprarem produtos portugueses, e acho muito bem. Mas a maioria das pessoas cujo emprego está em risco, que sabem que as empresas estão a fechar ou que a agricultura está a falir, insistem em comprar tudo estrangeiro. Em todo o Estado ou na administração pública não vejo um único carro fabricado em Portugal. Os alfas pendulares foram todos importados de Itália e depois os ministros vêm chorar porque o capitalismo é horroroso e deixa fechar a fábrica da Bombardier? É uma incoerência chocante e revoltante. E os portugueses deviam revoltar-se contra isso. Não faz sentido estarmos a pagar impostos para sustentar indústrias noutros países.

Está preocupado com a crise económica que vivemos e com o défice do país?

Parece-me perfeitamente claro que isto assim não pode continuar. Qualquer família que gaste mais do que aquilo que ganha vai à falência e isso também acontece com os Estados. Nós estamos a endividar os nossos netos, que vão ter de pagar os desperdícios e disparates que estamos a fazer hoje. O povo português ficou contente com a Expo, o CCB ou as auto-estradas em todos os cantos do país, mas essas coisas pagam-se. E depois falha-nos o dinheiro noutras coisas, como no sistema de saúde, que é fraco.

Como é que avalia a justiça portuguesa?

Os deputados fizeram uma legislação que torna muito difícil a aplicação da justiça, por causa dos procedimentos, recursos e picuinhices que empatam a justiça e dificultam o seu exercício. E depois não funciona para ninguém. Nem nos grandes casos nem nos pequenos.

Que comentário faz ao caso Freeport?

Nenhum. Não foi julgado, portanto não posso dar opiniões. Não quero ser injusto com ninguém.

Acompanhou a recente polémica sobre as alegadas escutas no Palácio de Belém?

O Presidente da República é uma pessoa de bem sob todos os aspectos, portanto não se deve importar nada que lhe façam escutas.

Mas acha normal que o Palácio de Belém possa estar a ser vigiado?

Depende de quem faça as escutas. Se tivermos um serviço de segurança bom e eficiente – e temos, como se prova por não haver terrorismo em Portugal – é preferível escutas e vigilância a mais do que a menos. Onde as escutas são inconvenientes é quando servem para espiar, por exemplo entre empresas ou indústrias, ou para saber escândalos da vida privada que possam ser utilizados em chantagens. O importante em democracia é que tenhamos confiança nos serviços que suportam a nossa segurança. Não me importo nada que me escutem, porque não tenho nada a esconder. E acho que também deve ser esse o caso do PR. Mas não sei se é escutado ou não. O que acho é que quem tem cargos públicos de responsabilidade deve aceitar que a sua vida seja transparente.

Concorda com a ideia de Ferreira Leite de que o país vive um clima de asfixia e retaliação criado pelo governo?

Não sei dizer. Acho é que há um pouco a tendência dos partidos no poder, sobretudo se tiverem maioria, para acharem que têm o direito a privilégios, lugares e vantagens. Isso é muito perigoso. Devíamos seguir mais o modelo inglês, em que a administração é uma coisa e a política outra: as pessoas competentes que estão na administração ficam, independentemente dos partidos no poder.

Acha que um governo minoritário pode ser prejudicial ao país?

Não. Um governo de coligação é benéfico, no sentido em que se cria uma maior dinâmica de diálogo e participação. Mas o importante é que tem de haver um acordo entre as principais forças políticas para que se tomem as medidas difíceis que têm de ser tomadas. Se não houver esse acordo, os partidos que estiverem no poder não tomam medidas duras com medo de se queimarem eleitoralmente. Se essas medidas forem tomadas por consensos, todos se responsabilizam.

É favorável a um Bloco Central?

Não faz diferença se é Bloco Central ou aliança com os pequenos partidos. Quanto mais forças políticas participarem, mais se pode mobilizar o país para que um governo possa governar a sério. Quanto mais tarde forem tomadas medidas, pior, e se não forem tomadas corre-se o risco de ser uma ditadura a tomar conta do poder para fazer o que é preciso. E falo de uma ditadura que não é necessariamente militar. Se o país entrar em bancarrota, o BCE ou o FMI podem dizer que ajudam a salvar o país, com a condição de nos governarmos de determinada maneira, com uma comissão de gestão estrangeira. E caminhamos para aí: se não fizermos o caminho certo, alguém vai ter de tomar conta de nós.

Que opinião tem sobre os dois principais candidatos a primeiro-ministro?

Nunca tomo posições partidárias. Não posso fazê-lo devido à minha condição de chefe da Casa Real portuguesa.

Não vota nas legislativas?

Voto nas eleições autárquicas, porque é uma democracia mais directa, conheço as pessoas. Votar mas legislativas seria tomar uma posição partidária que não posso tomar.

Fonte: i Online – ver também o vídeo!

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O Caso da Bandeira ainda dá que falar, 3 dias depois!

Vejamos o que se fala na Imprensa, nomeadamente no DN Online, sobre esta matéria!

Caso da bandeira põe 31 da Armada nos ‘tops’

por EVA CABRALHoje

Caso da bandeira põe 31 da Armada nos 'tops'

Blogue atingiu pico de audiências com a troca de bandeiras.  E o PSD acusou executivo de Costa de não garantir a segurança da CML

Nos dois primeiros dias após a simbólica “troca” da bandeira do Município de Lisboa pela da Monarquia o blogue que patrocinou a acção, o 31 da Armada, registou um pico de audiências com cerca de 87 mil acessos, referiu ao DN Rodrigo Moita de Deus, um dois 38 elementos que o integram. Segundo este blogger, “a estes números acresce o enorme efeito nos media tradicionais” com vários jornais, entre os quais o DN, a darem acesso ao vídeo da iniciativa de colocação da bandeira.

O 31 da Armada revelava ontem que a bandeira da Câmara de Lisboa, que em breve tencionam entregar de novo à autarquia, foi enviada para uma lavandaria a fim de “ser limpa e engomada antes de ser devolvida”.

A iniciativa foi avaliada pelo blogue especializado na área de relações públicas e comunicação – http://piar.blogs.sapo.pt/ -, que considera que “a acção levada a cabo por alguns bloggers do 31 da Armada resulta de uma estratégia comunicacional previamente definida, contemplando cuidadosamente diversas componentes, onde nada foi deixado ao acaso. Não se está perante um episódio casual e inocente, mas sim face a um trabalho profissional de comunicação, no qual se contornam os meios tradicionais e as amarras conservadoras e se privilegiam as ferramentas digitais enquadradas em novos modelos de pensamento”. O Piar frisa que ” a acção levada a cabo pelo 31 da Armada destaca-se pela aplicação de um conceito ou ideia num formato criativo e propagada através de um suporte eficaz. Ora, foi precisamente a conjugação destes três factores (mensagem, criatividade, suporte) que fizeram daquela acção um momento único e muito valioso de comunicação”.

Entretanto, ontem o líder da bancada social-democrata na Assembleia Municipal de Lisboa, Saldanha Serra, mostrou-se”estupefacto” com as declarações do vice-presidente camarário, Manuel Salgado, sobre a insegurança da cidade, alegando que a presidência socialista “nunca esteve minimamente preocupada” com a questão. Para Saldanha Serra, o PS quis “desculpabilizar-se pela devassa dos Paços do Concelho”.

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O “rei assim” de José Saramago

Hoje

Num artigo intitulado “Um rei assim”, ontem publicado, José Saramago afirma que o “rei assim é o sr. D. Duarte de Bragança” . Que “detesta a literatura em geral e o que escrevo em particular” – “primeiramente porque considera que no Memorial do Convento lhe insultei a família e em segundo lugar porque a dita obra é, de acordo com o seu requintado linguajar de pretendente ao trono, uma “grande merda”". “Não me importo de levar uma bofetada de vez em quando, mas a virtude cristã de oferecer ao agressor a outra face é virtude que não cultivo”, acrescenta. Ironizando que a monarquia “acaba de ser-nos restituída” pela troca da bandeira nos Paços do Concelho, Saramago diz que o “sr. D. Duarte não tem estaleca para exigir na praça pública (…) que lhe sejam entregues a coroa, o ceptro e o trono”. (veja o artigo na íntegra no DN online).

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Símbolos nacionais

Hoje

Símbolos nacionais

O texto publicado pelo Sr. José Saramago, na sua coluna de opinião do dia 12 de Agosto, apenas me merece três considerações:

1. O Sr. José Saramago escreve que ” (…) a virtude cristã de oferecer ao agressor a outra face é virtude que não cultivo”. A expressão que utilizei, porventura excessiva, não se refere ao Memorial do Convento, mas ao livro O Evangelho segundo Jesus Cristo, em que o autor atribui a Cristo a condição de “bastardo” de um soldado romano, o que me chocou profundamente. Para qualquer cristão, um insulto desse teor é bem mais grave que um insulto à própria família.

2. Quanto ao caso da bandeira substituída no passado 10 de Agosto na sede da Câmara Municipal de Lisboa, o que pretendi explicar à Comunicação Social foi que todas as bandeiras portuguesas que representam ou representaram Portugal são símbolos nacionais, tendo, por isso, a mesma dignidade. O que se passou foi uma irreverência própria da juventude e assim o interpreto.

3. Quanto aos demais considerandos da nota apenas digo que como português me congratulo com o facto de ter sido Prémio Nobel da Literatura em 1988, arrastando uma maior visibilidade para Portugal e para a Cultura Portuguesa. Sei bem que a política dos escritores e artistas consiste em fazer obras de arte e são essas que devem merecer a nossa atenção.

Tags: PortugalSul

Fonte: DN Online

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Esclarecimento

Nestes últimos dias temos estado atentos ao que se está a passar no Irão, na sequência das últimas eleições presidenciais e o aumento do descontentamento relativamente, seja aos resultados eleitorais, seja até já contra o próprio regime.

Eu, na qualidade de Coordenador, do Projecto Democracia Real, quero aqui afirmar que o facto de terem sido colocados 3 posts relativamente à Questão Iraniana, não significa, de forma alguma, que tenhamos esquecido o nosso verdadeiro propósito nacional.

Muito pelo contrário! Preocupa-me obviamente Portugal e o seu futuro, que fique claríssimo!

Mas como ser humano, livre de pensamento, também devo aproveitar este meio de comunicação para apoiar causas que considero justas. E o futuro do Irão, na luta contra a Ditadura, é uma causa justa, na qual me solidarizo. Quando abordo Sua Alteza Imperial Reza Shah Pahlavi, Herdeiro do Trono Iraniano, significa que para mim, tendo em conta que o País em causa, é um País de várias tribos, muito diversificado, até a nível religioso e político, e que, como sabemos, a Monarquia une e não fracciona, e sendo assim, na minha opinião pessoal, uma restauração da Monarquia no Irão permitirá a união do povo iraniano à volta de um único ideal: a recuperação das liberdades fundamentais do Povo.

O nosso Blogue, está ligado directamente à Rede Social, Facebook, e tudo o que aqui se passa, também aparece nessa mesma rede social. Quero aproveitar para esclarecer que a principal luta do Projecto Democracia Real (PDR) está centrada na Restauração da Monarquia Portuguesa, sempre, com total e indiscutível Lealdade a Suas Altezas Reais os Duques de Bragança e em apoio total à Causa Real.

Portugal, que está numa situação insustentável a vários níveis, só poderá ser salvo com a Instituição Real, no quadro de uma Democracia Parlamentar sólida e duradoura.

O Projecto Democracia Real apoia Causas Justas. Desde a Causa Monárquica em Portugal, passando por Causas Monárquicas Europeias Democráticas e o mesmo a nível Mundial, assim como, os Direitos Humanos.

Não deve, por isso, fazer confusão, a ninguém, o facto de colocarmos informação diversificada. O propósito é sempre o mesmo: em várias perspectivas, dizer aos Portugueses que os Príncipes hoje, defendem a Democracia e a Liberdade acima de tudo. Que querem acima de tudo, ajudar a servir o País, mesmo que não seja no Trono. Olhe-se, bem para o exemplo, que Sua Alteza Real, o Duque de Bragança, nos dá! E há outros Chefes de Casas Reais ou Imperiais da Europa e Mundo que fazem o mesmo, não estando no Trono.

Assim como os Monárquicos, como o Grande Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, esteve em dois Governos da III Republica, porque acima de tudo, cololcou o serviço ao País, de uma forma exemplar, mesmo sendo Monárquico.

Espero que este esclarecimento tenha servido para apaziguar os Monárquicos Portugueses sobre os propósitos do Projecto Democracia Real. É óbvio que nunca esquecemos Portugal; o nosso objectivo último é ajudar a Causa Real na Restauração da Monarquia em Portugal. E conseguiremos!

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