PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

D. Duarte: “Reagan sugeriu que me candidatasse a Belém”

É o herdeiro ao trono de Portugal, e acha que um rei é quem melhor defende a República. Não vota nas presidenciais, mas a conselho de Ronald Reagan já pensou candidatar-se Presidência da República. Em entrevista ao GRANDE PORTO, D. Duarte Pio, Duque de Bragança, recorda os tempos em que viveu em Coimbrões, Gaia, e os seus estudos no Liceu Alexandre Herculano, no Porto.

Este ano comemora-se o centenário da república. Como é que encara esta efeméride?
Acho bem que se comemore, acho bem que se homenageiem as pessoas que estavam dispostas a dar a vida pelos seus ideais, mas não acho bem que se gastem dez milhões de euros para celebrar uma data em que, no fundo, correu tudo mal. A I Republica foi desastrosa, como toda a gente sabe. De tal forma que, quando os militares derrubaram a I República, o país todo aplaudiu. A II República, tecnicamente, terá sido melhor, mas não havia democracia. Depois houve a terceira revolução militar, o 25 de Abril e finalmente chegámos a uma situação igual à que estávamos antes de 1910. A nossa constituição é semelhante, o nosso chefe de Estado actual tem mais ou menos os mesmos poderes que tinha o rei. Perdemos 100 anos. Se reparar, os militares do 25 de Abril não quiseram nenhuma identificação com a I República, e convidaram o PPM para fazer parte do Governo. Queriam mostrar claramente que era uma Republica nova, com novos ideais, e que não tinha nada a ver com, como eles diziam, os caixeiros bigodudos da altura da I República.

Têm-se levantado várias vozes a dizerem que o busto da República deveria ser alterado e que até a letra do Hino Nacional é ultrapassada e sem sentido. Acha que os símbolos nacionais são alterados ou que podem ser alterados?
Aquele busto da República com os peitos à mostra passa uma imagem um bocado estranha. Parece passar a mensagem de que os republicanos querem todos mamar… Não faz muito sentido. Acho que o busto deveria ser mais recatado. Aliás, acho a existência do busto da República um absurdo. Se a Republica é o bem comum, é a independência dos poderes, é a democracia, então não é uma forma de chefia de Estado e tanto funciona com um rei como com um presidente.

O Hino Nacional podia ter uma letra mais bonita. O problema é que finalmente já toda a gente o sabe de cor, graças ao Scolari, e se mudar agora corremos o risco de serem precisos muitos anos para as pessoas o voltarem a decorar.

Acha que os portugueses já absorveram em definitivo o regime republicano ou acha que há ainda uma certa nostalgia pela monarquia?
Há nostalgia por parte de muitas pessoas. Tanto os republicanos como os monárquicos fantasiam sobre o que seria uma monarquia actual. Mas as pessoas mais lúcidas comparam o desenvolvimento humano e económico dos regimes que têm reis e rainhas com a nossa República e não há dúvida que os países escandinavos, a Holanda, a Bélgica e até a própria Espanha são muito mais desenvolvidos do que nós, até do ponto de vista democrático. Não sei muito bem o que se está a celebrar hoje, quando a verdade é que nós passamos de uma situação de desenvolvimento médio na Europa – em 1900 – para o último lugar na tabela de classificação do desenvolvimento na Europa, e ainda por cima à beira da falência
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De que forma é que a monarquia ajudaria a combater os males do país?
Se olhar para as monarquias contemporâneas da Europa, e fora da Europa, no Japão, por exemplo, verá que o rei e a rainha ajudam à estabilidade. Servem de elemento de ligação entre os políticos. O rei colabora com os governos e nunca está em conflito, ao contrário do que acontece na República, onde frequentemente governo e chefe de Estado estão em conflito. O rei é um árbitro isento. Não ponho em causa a isenção do nosso Presidente da República, só que como pertence a um partido político, muita gente tem dúvidas, tal como tinha dúvidas em relação à isenção do presidente Jorge Sampaio. O último presidente verdadeiramente isento que houve em Portugal foi o general Ramalho Eanes. A partir daí foram todos dirigentes partidários. Há duas maiorias opostas? Servem para quê? O presidente não está ali para governar, devia estar ali para representar todos os portugueses e dar uma imagem da cultura e da perenidade do país. Nesse aspecto o rei consegue mais facilmente desempenhar essas funções do que um presidente.
Como disse o primeiro-ministro sueco, “nós somos uma república e o rei é o melhor defensor da nossa república”. Essa é hoje a atitude das monarquias socialistas do Norte da Europa.

Chegou a dizer que não se sente rei de Portugal, mas que se sente rei dos portugueses…
Na verdade, hoje em dia o chefe de Estado de Portugal é o Professor Cavaco Silva, mas há uma posição que se pode dizer espiritual, histórica e cultural, em que para muitos portugueses eu sou Rei. Não sei se é a maioria ou uma minoria, não sei quantos são.

Mas sente que tem essa responsabilidade?
Sinto. Por isso é que tenho dedicado a minha vida ao serviço de Portugal, descorando muito da minha vida privada e económica. Tenho trabalhado muito em prol da Lusofonia, acho que é uma das coisas de que o chefe de Estado português deveria ocupar-se. Deveria manter a coesão entre os países lusófonos, por nosso próprio interesse. Não sabemos como é que a União Europeia vai funcionar, e se as coisas não correrem muito bem sempre temos uma alternativa. Agora que estamos no clube dos ricos, não podemos desprezar os irmãos pobres. Por outro lado, o Brasil é um dos países com mais sucesso hoje em dia e se perdermos o balanço do Brasil a língua portuguesa vai perder importância.

Parece-lhe que os monárquicos são um grupo quase secreto?
Isso é verdade. Segundo as sondagens há cerca de 28 ou 29 por cento dos portugueses que dizem que um rei seria melhor do que um presidente. Esses são os que eu considero monárquicos. Agora, não quer dizer que queiram mudar o regime, ou que queiram uma mudança muito grande. Querem manter as coisas como estão, mas acham que estariam melhor com um rei.

Acha que seria a altura de fazer-se um referendo em Portugal sobre o regime político?
Neste momento é proibido pela Constituição.

Mas acha que isso devia ser alterado?
Sim. Porque isto é uma democracia imperfeita e limitativa que diz que os portugueses são incapazes de escolher o regime político. A Causa Real apresentou uma proposta há uns anos, aquando da última reforma da Constituição, que sugeria que o texto que diz que “é inalterável a forma republicana do governo”, passasse a dizer “é inalterável a forma democrática do governo”. Pessoas como o presidente Mário Soares ou o antigo ministro Almeida Santos, não se importavam nada de serem governados por uma monarquia democrática, porque o que lhes interessa é a democracia. A forma de chefia de Estado é secundária para eles.
Essas pessoas são republicanas por uma questão teórica e cultural. Acham que a República simboliza mais completamente a democracia, visto que o cargo de chefe de Estado é sujeito a eleição. Só que já se percebeu que não é assim. Tem que se ser apoiado por partidos, tem que se ter muito dinheiro. É muito difícil um independente conseguir chegar a chefe de Estado. É possível, mas até agora nunca aconteceu.

O senhor não vota nas presidenciais.
Não, não voto.

Mas não chegou a ponderar candidatar-se à Presidência da República?
O presidente Ronald Reagan deu-me essa sugestão, só que todas as pessoas que eu consultei diziam-me que dificilmente isso seria tomado a sério porque era uma contradição entre aquilo que eu defendia e aquilo que iria fazer. Encontrei muito poucos apoios.

Também achou que era uma contradição ou estava na dúvida?
Eu estava na dúvida. No fundo era uma maneira de poder falar ao Pais e de ser ouvido. Mas como as opiniões contrárias no meu conselho eram muito maiores do que as favoráveis, decidi não avançar.

Sente-se tentado nas próximas eleições a votar em Fernando Nobre, muitas vezes associado aos ideais monárquicos?
O Fernando Nobre é meu amigo pessoal há muitos anos e colaboramos em várias missões. Na questão da chefia de Estado, ele diz o que qualquer pessoa inteligente sabe, que as repúblicas que têm reis são as melhores. Mas eu não voto nas presidenciais e não participo em nenhuma campanha.
Gosto de todos os candidatos. O Manuel Alegre fez a apresentação da minha biografia, o professor Cavaco Silva tem sido amabilíssimo. Seria uma posição muito difícil para mim se tivesse que escolher.

Fonte: Grande Porto Online

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A JUVENTUDE MONÁRQUICA DE LISBOA NA FUTURÁLIA 2010

Fotos: Juventude Monárquica de Lisboa no Facebook

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VÍDEO: MONARQUIA OU REPÚBLICA?

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O REI E A MONARQUIA EM PORTUGAL

(Texto da Causa Real de 1995)

 

O REI E A MONARQUIA COMO ELEMENTOS FUNDAMENTAIS

O Rei constitui um símbolo de unidade nacional e elemento de agregação, não só para os portugueses residentes no território nacional, mas também para todos os que se encontram espalhados pelo Mundo, podendo falar-se – mais do que de um Rei de Portugal, de um “Rei dos Portugueses”.

Com a evolução no sentido duma progressiva diminuição do controle dos Estados sobre os seus territórios, o Rei e a Monarquia constituem elementos imprescindíveis.

 

Cada vez mais, só o Rei poderá naturalmente representar o povo português, não tanto na governação ou no exercício do poder do Estado, mas sobretudo num sentido humanizado e personalizado de permanente representação da Nação, sem o que Portugal ficará diminuído face a outros parceiros europeus que beneficiam da Monarquia.
O REI E A FAMÍLIA REAL

 

O Rei é o Chefe da Casa de Bragança, sendo esta a representação visível da comunidade portuguesa e continuadora da sua dinastia histórica.

 

O Rei e a Família Real simbolizam, assegura e potenciam a livre afirmação da identidade do povo português enquanto tal e nas suas diversidades, bem como o exercício dos seus direitos, liberdades e garantias.

 

O Rei e a Família Real têm obrigações específicas, devendo colocar os interesses nacionais acima dos seus interesses particulares.

 

PRINCÍPIOS DA MONARQUIA

 

A Monarquia caracteriza-se pela circunstância de o Rei, chefe natural e hereditário da Nação, ser também o Chefe do Estado, e baseia-se nos seguintes princípios:

 

• A Monarquia tem a sua legitimidade na livre vontade da comunidade nacional e existe para a servir.

 

• O Rei está acima de quaisquer grupos, partidos políticos ou interesses particulares,simbolizando e garantindo a continuidade e independência da Nação e a unidade do Estado.

• A Monarquia é independente do sistema de governo.

• Existem no Estado diversos órgãos de poder, cabendo ao Rei, entre outras funções, o exercício do poder arbitral e moderador, garantia do funcionamento harmonioso das instituições.

 

FUNCIONAMENTO DA MONARQUIA

 

Em Monarquia, o funcionamento da Instituição Real faz-se de acordo com as leis fundamentais, estabelecidas pelos representantes da comunidade nacional.

 

As leis fundamentais regulamentarão em detalhe, entre outros, os seguintes aspectos:

a) Direitos e obrigações do Rei como Chefe de Estado

• O Rei representa o Estado perante a Nação e perante a comunidade internacional

• O Rei é detentor dos poderes específicos que lhe forem atribuídos pela comunidade nacional e pelos órgãos legítimos do Estado

 

• O Rei arbitra entre os diversos órgãos do Estado

b) Restrições ao poder do Rei

• O Rei só adquire o estatuto inerente à sua função após a aclamação pelos representantes da comunidade nacional.

 

• O exercício da Chefia do Estado é fiscalizado pelos competentes órgãos de poder.

 

• Existe uma separação clara entre o património público, pertencente à Nação, o património particular, pertencente à Família Real e os bens e meios colocados ao serviço desta pelo Estado.

c) Titularidade da Chefia do Estado

• A sucessão na Chefia do Estado processa-se de acordo com o princípio hereditário e no respeito pelas regras da nacionalidade, da legitimidade, da representação e da primogenitura.

 

• O casamento dos membros da Família Real até determinado grau de parentesco é matéria de interesse público, podendo ser causas de perda dos seus direitos dinásticos.

 

• O Rei pode renunciar aos seus direitos e obrigações, pode abdicar ou pode anda perder os seus poderes por impedimento temporário ou definitivo.

 

• Nos casos de impedimento do Rei ou de menoridade do herdeiro da Coroa, haverá lugar a uma Regência.

 

BENEFÍCIOS DA INSTITUIÇÃO REAL

 

A existência da Instituição Real traz para o país vantagens evidentes, sendo de destacar as seguintes:

 

• O Rei e a Família Real constituem um elemento de agregação para todos os portugueses, incluindo os que se encontram espalhados pelo Mundo e seus descendentes.

 

• O Rei personifica e simboliza a soberania da Nação, assim como o passado colectivo e a herança cultural dos portugueses

• O Rei representa, para além do Estado, a Nação, assegurando a sua identidade no quadro internacional.

BENEFÍCIOS DA MONARQUIA

 

A Monarquia é um elemento fundamental na organização do Estado, trazendo consigo inúmeros benefícios:

 

• Permite ter um Chefe de Estado independente do apoio de interesses ou grupos de pressão políticos, económicos ou de qualquer outra natureza.

 

• Permite que a Chefia do Estado seja exercida por uma pessoa com preparação prévia e adequada para o efeito.

 

• Constitui obstáculo à formação de regimes ditatoriais, dado basear-se na moderação e no equilíbrio entre os diversos órgãos de poder.

 

• Favorece a estabilidade política, por o Rei constituir um factor de unidade na diversidade e de garantia de continuidade.

 

• Constitui uma forma de organização política mais económica do que a República, uma vez que elimina os elevados custos das eleições presidenciais e as despesas com regalias atribuídos a antigos Chefes de Estado.

(Fonte: Sítio da Real Associação do Porto)

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VIVA A REPÚBLICA?

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A IMPARCIALIDADE DO MONARCA. REINANTE OU NÃO.

A participação recente da Família Real Portuguesa na manifestação pela Família, em Lisboa, deixou-me verdadeiramente perplexo. Perguntei-me a mim mesmo: era a Família Bragança, uma família de cidadãos como eu e outros milhões de Portugueses ou era a Família Real da Casa Real Portuguesa, descendente dos Reis de Portugal e Titular dos Direitos Dinásticos, que um dia, se Deus quiser, reinará em Portugal?

Várias famílias participaram nessa manifestação.

Mas a Família Real Portuguesa, se, efectivamente é imparcial, em termos políticos, muito menos o deveria ter feito a nível social, etc.

Uma Família Real é de todos. É a Família Real representativa de uma Comunidade, que é a nossa. Logo não pode tomar partido, excluíndo uma outra parte. Nem tomar posição sobre o que deve ou não fazer o Presidente da República, relativamente ao facto de dever ou não haver um Referendo.

Sempre fui e sempre serei Leal a Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte. Mas, também sempre que discorde de algo, digo-o e o Senhor Dom Duarte sabe muito bem disso.

Em Monarquia ou em República, o Rei, reinante ou não, não pode tomar partido. Tem que estar acima de qualquer suspeita, acima de qualquer interesse político-partidário, e é verdadeiramente o Rei de todos, sem distinção de “cor política”, raça, sexo, orientação sexual, religião, etc. É e tem que ser mesmo de todos! Ponto final!

A Monarquia é um regime agregador e não exclui ninguém.

Pessoalmente, e Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, que me perdoe, mas tenho que dizer, que em termos de estratégia política monárquica, a presença do Chefe da Casa Real e de Sua Família, na manifestação que ocorreu em Lisboa, para mim, trouxe uma mensagem negativa e de exclusão social.

Um Rei, como o Senhor Dom Duarte, mesmo não reinando, pode em termos pessoais ser Católico Praticante e entender que as uniões entre homossexuais ferem os principios da Família. Mas o Rei, publicamente, não pode tomar posições pessoais dessa natureza. É uma situação ingrata, bem sei. Mas Rei é Rei. É por isso que sou Monárquico e não republicano. Quero um Rei de todos os Portugueses. Portugueses que sejam Judeus, Cristãos Católicos ou de outras confissões Cristãs, Budistas, Ateus, Muçulmanos, Laicos, Negros, Ciganos, ou de outras raças, Heterossexuais, Homossexuais, Bissexuais, Transsexuais, etc… Nas Monarquias Nórdicas, nenhum Rei é contra esta ou aquela raça, esta ou aquela tendência sexual, este ou aquele partido político.

Em relação à homossexualidade, pessoalmente, sou a favor da felicidade de qualquer ser humano. E nenhuma maioria, tem o direito de decidir sobre a privacidade e felicidade de uma minoria, como os homossexuais, que existem desde sempre!

O Referendo que esse sector da Comunidade, exige do Estado, é aberrante e discriminatório. Ninguém tem o direito, repito, de decidir, sobre a vida de ninguém. Era só o que faltava, eu se fosse judeu, ter que me sujeitar aos ideais de Hitler, por exemplo (este exemplo talvez seja demasiado radical), mas que quero dizer, é que numa Democracia, onde há liberdade de expressão, também tem que haver liberdade noutros níveis.

O mundo já passou por duas guerras mundiais. Em ambas se lutou pela liberdade e democracia. Sim muitas monarquias caíram com ambas as guerras, mas caíram porque não se tinham adaptado verdadeiramente, à prática da Democracia plena, de sufrágio universal.

Os Monárquicos Portugueses têm que perceber várias coisas, muito importantes:

a) ao se defender a Monarquia defende-se o interesse nacional;

b) ao se defender a Monarquia, não podemos excluir ninguém, por uma questão de coerência até com a própria Doutrina Monárquica Contemporânea, em que, como já dei a entender, o Rei e Família Real são verdadeiramente de todos!

c) ao se defender a Monarquia, não se pode pôr à frente, as opiniões pessoais e deve-se olhar a Nação como um Todo, em que há heterossexuais, homossexuais, negros, brancos, judeus,  cristãos de outras confissões, etc, etc.

d) quando eu defendo a Monarquia, defendo a felicidade de todo o Povo Português, sem excluir ninguém.

e) repito: acho aberrante e discriminatória, a ideia de um Referendo para impedir que uma minoria seja feliz. Todo o Ser Humano tem o direito à felicidade e a ser respeitado. Quem não sabe isto, que leia a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

f) o segredo do sucesso das Monarquias Europeias ou de outros continentes, desde que sejam Democráticas, é precisamente a imparcialidade do monarca em todas as frentes. Se queremos uma Monarquia para Portugal, o Rei não pode tomar partido de um lado da sociedade contra outra. Porque ao fazê-lo está a ir contra a sua própria natureza de Rei e pode pôr em cheque a própria Causa da Monarquia para Portugal.

Espero sinceramente, que este artigo sirva de reflexão. Fi-lo com o maior respeito para com o Senhor Dom Duarte e continuarei a servir a Causa Monárquica o reconhecendo, como sempre o fiz, como Herdeiro Legítimo da Casa Real Portuguesa. Escrevi este artigo para o bem da própria Instituição  Real, personificada no meu Rei, o Senhor Dom Duarte, que estimo e admiro muito e de quem sou totalmente e inequivocamente Leal.

Espero que o Senhor Dom Duarte me perdoe, sinceramente, mas eu tinha que dizer isto. Foi por bem que o fiz. Repito, com o maior respeito possível.

Viva o Rei!

 

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O VÍRUS DA REPÚBLICA

Artur de Oliveira

No filme “The Matrix”, a humanidade vivia na realidade virtual, com a ilusão de uma vida confortável, quando na verdade vivia aprisionada pelos senhores da rede informática que lhes aprisionaram as consciências nesse mundo de fantasia.
Em certa medida, é o que se passa com o povo português que, na sua maioria, está conformado com este regime republicano mal grado a corrupção e a crise económica provocada pelos seus arautos, porque não consegue vêr uma alternativa a este estado de coisas. Os discípulos dos arquitectos deste sistema não permitem que o povo veja soluções alternativas a este regime e as suas sentinelas estão sempre vigilantes quanto á alternativa democrática que a monarquia constitucional representa e fazem tudo para a desacreditar e até ridicularizar …Este sistema foi idealizado para que em as todas as instituições estatais, empresas públicas e empresas com a inexplicável golden share o Estado dê inúmeros empregos a servos dos partidos que estão no poder( sejam os que fazem a rotatividade no poder e até se necessário for, aqueles que ainda não lá chegaram).Premeia-se na administração pública a cor política e o mérito é irrelevante… As empresas privadas, na sua generalidade, são obrigadas a prestar vassalagem ao estado representado pelo partido no poder executivo sob pena de se perderem contratos e súbsidios vitais á sua sobrevivência. È um sistema que se alastra, qual vírus informático, á própria justiça atrasando, adiantando e abafando certos processos ao sabor das conveniências dos poderosos do regime, sempre salvaguardando-os. Os presidentes do estado republicano, supostamente imparciais, normalmente apenas interferem na política, não para salvaguardar o estado de direito e o povo que as elegeram, mas pelo contrário fazem-no em nome dos representantes das suas tendências políticas e lobbistas que os lançaram como candidatos e a quem verdadeiramente servem com a maior das dedicações, pois de futuro serão recompensados com grandes reformas ou cargos obscenamente muito bem pagos, tal como acontece com a classe política no seu geral. Estamos perante um sistema estruturado apenas para beneficiar quem está no poder, mas que simultâneamente favorece a lei da selva ou a sobrevivência dos mais fortes,  em encarniçados combates entre grupos partidários e tendências políticas. O povo, claro está, é que é o mais fraco do costume, pois é sempre vítima directa e indirecta da rede de influências deste regime.
A Alternativa Monárquica é vista como perigosa pelos paladinos da república por representar a verdadeira imparcialidade da Chefia de Estado na forma do Rei, bem como uma forma eficaz de travar os ímpetos dos partidos que numa verdadeira democracia deveriam ser livres de qualquer tipo de sistema que os incite ao domínio total do Estado.
Nos países mais modernos da Europa como o Reino Unido, Holanda, Bélgica, entre outros, os partidos independemente das suas ideologias, existem para servir o povo e não para se servirem do povo. Naturalmente que há políticos corruptos nesses países, mas as Constituições desses países estão garantidamente mais blindadas do que a Constituição Portuguesa,  para se protegerem dos mesmos..  A solução para os problemas do nosso país como defendem muitos, não passam só por haver menos Estado, mas sim por haver mais sentido de Estado numa Democracia Real e para isso cabe a todos os monárquicos mostrar aos portugueses o nosso ideal e envolvê-los, porque há muitas pessoas que não se importariam de ter um regime monárquico e são cada vez mais. Só envolvendo o povo nas actividades monárquicas é que um dia poderemos ter esperança que haja um Rei em Portugal num sistema mais justo e verdadeiramente democrático, porque ser monárquico é cada vez mais, nos nossos dias, assumir uma responsabilidade…

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NOTA V – MONARCHIA LVSITANA: celebrar a barbárie republicanista?

Com a devida vénia ao Dr. António Emiliano, membro do Conselho Monárquico da Causa Real, achei o seguinte artigo dele, excelente e aqui o publico. David Garcia, Presidente da Direcção do PDR e também membro do Conselho Monárquico da Causa Real.

Estandarte carmim de El-Rei Dom Sebastião, o Desejado
Durante 2010 a III.ª república portuguesa (descendente do país republicanista que em 1910 substituiu PORTVGAL) gastará rios de dinheiro para celebrar e comemorar um evento dramático e catastrófico que mergulhou Portugal no caos, na pobreza, no atraso, na ditadura e na guerra. Durante um ano a História da I.ª república (com seus crimes, desvarios, escândalos e tumultos) será branqueada e mitificada.

De 1139 a 1910 PORTVGAL teve 35 Chefes de Estado (incl. os felipes de má memória). 35 monarcas em 771 anos. De 1910 a 2010 a república portuguesa teve 20 (vinte!) Chefes de Estado. 20 presidentes em 100 anos. Governos nem vale a pena contá-los. 20 Chefes de Estado teve PORTVGAL de 1139 a 1598 (incl. as 2 primeiras dinastias e o reinado do usurpador Felipe II, ou seja, 459 anos de história). A I.ª república, que durou 16 longos anos de caos político e social, teve 9 presidentes, o mesmo número de Chefes de Estado da I.ª dinastia (que durou 246 anos).

100 anos de república, 20 presidentes = anarquia + ditadura + deriva
O erário público (ou seja, os nossos impostos) pagará a factura da celebração de 16 anos de ANARQUIA/CAOS, 48 anos de DITADURA/ISOLAMENTO e 36 anos de DERIVA/IMPLOSÃO (a sequência natural desta série infernal será, inevitavelmente, ninguém duvide, a sua repetição).
No ano passado de 2009 cumpriu-se o 900.º aniversário natalício do primeiro Chefe de Estado de Portugal, El-Rei Dom Afonso I, o Fundador. Também no ano passado, o maior português de sempre, Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal, foi reconhecido como Santo pela Igreja Católica. Foram eventos que transcenderam todas as orientações políticas e religiosas. Onde o júbilo nacional? onde as celebrações faustosas? onde as iniciativas comemorativas? onde a homenagem pública a dois grandes portugueses a quem Portugal deve crucialmente a Sua existência?

Quando me falam da I.ª república (e vamos já em pelo menos três, qual delas a pior) penso apenas em duas coisas:

  1. o bombardeamento do Palácio das Necessidades pelos cruzadores “Adamastor” e “São Rafael” numa tentativa bárbara de assassinar a Família Real (alguém consegue imaginar isto hoje e celebrar tal coisa, dois navios de guerra fundeados no Tejo a dispararem morteiros sobre a residência do Chefe de Estado de Portugal?);
  2. o nome do Nosso País (PORTVGAL), que em 5 de Outubro de 1910 foi suprimido. Obliterado. Não vivemos em Portugal, vivemos na (apagada e vil tristeza da) república portuguesa. Não temos nome, nem rumo, nem identidade, enquanto estado soberano, desde 1910.

Estes dois simples factos consubstanciam suficientemente, penso, o carácter anti-nacional do republicanismo jacobino e liberal.

Viva o Rei!

Post notam: Participei ontem (17 Fev) num debate sobre “A república: lugar da utopia?” com a participação Fernando Rosas (professor catedrático de História na FCSH/UNL, meu distinto colega), moderado por Carlos Pinto Coelho (com quem é sempre um prazer estar e conversar) na Biblioteca Municipal de Oeiras. Sobre o debate pouco tenho a dizer de interessante. Fernando Rosas é um orador brilhante e um insigne historiador e, por razões que nos escapam aos dois, fomos, aparentemente, convidados para dois eventos distintos, não para aquele que ontem teve lugar. Rosas deu uma visão objectiva (de historiador que domina perfeitamente as fontes e os factos) da génese da I.ª República e das razões do seu falhanço. Optei por discutir o conceito de utopia (coisa arrepiante quando aplicada à vida dos povos de das nações) enquanto expressão de uma visão pessimista da natureza humana, logo, das sociedades humanas, e por afirmar a necessidade de um Chefe de Estado em Portugal cujo particularismo (ou interesse pessoal) coincida plenamente com o Interesse Nacional. No meu entender tal só é possível numa monarquia hereditária. De resto, lembro-me de que estava (muito) constipado e muito anti-histaminizado e de que houve um cretino que me perguntou se eu não me sentiria melhor com um cachecol azul ao pescoço do que com o cachecol cor-de-laranja que levava (Paul&Shark, acrescento, de lã e caxemira — será que estes cromos pensam que as cores do espectro são marcas registadas de partidos/ideologia políticas?); rosnei-lhe apenas se queria saber também qual era a cor da minha roupa interior (não tenho obviamente futuro na política). Bom, lá estive, como cidadão forçado da república portuguesa, cumprindo o melhor que podia o ingrato dever de debater o que deveria ser indebatível: todas as utopias transformadas em ideologias geram quantidades ingentes de sofrimento humano, ruína, ditadura, pobreza, guerra e caos. Todas acabam com uma herança terrível que leva gerações a superar. O brilhantismo científico de Fernando Rosas mostrou isso de forma clara. Os crimes e desmandos das 3 repúblicas portuguesas estão à vista de todos e é evidente para outros que precisamos de uma mudança de paradigma, ao nível espiritual e intelectual, municipal, parlamentar e da chefia do Estado. Nuff said.

Fonte: Facebook
Nota Retirada do Facebook.

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