PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

UM REI, PARA OS REPUBLICANOS

Arq. Gonçalo Ribeiro Teles

Portugal atravessa um período crucial da sua existência. Os portugueses parecem terem perdido a razão de ser do nosso país como Nação, Estado e Pátria. Para isso, contribuíram, sem dúvida, o desconhecimento da sua história, pela grande maioria dos portugueses, e as dificuldades económicas e de subsistência de parte da população. O anúncio de quais dificuldades se resolveriam com a contribuição financeira vinda da U.E. tarda a resultar em beneficio dos mais necessitados, o que contribui para o desalento dos que esperavam essa ajuda com que um “maná” cáido do céu.

O tempo, no entanto, não pode ser de resignação mas sim de esperança porque ainda são muitos aqueles que acreditam, mesmo sem o traduzir em atitudes, na vontade inabalável do povo português em continuar a querer ser uma Nação e constituir um Estado que mantenha os laços de solidariedade com as muitas comunidades de portugueses e descendentes espalhadas pelo mundo. Da força e vontade do Estado Português depende o desenvolvimento da Lusofonia de que há a esperar um papel relevante na construção do futuro da Humanidade.

A decadência política e social, a dependência económica, a inoperância do Estado e das suas instituições, o pouco prestígio internacional, consentâneo com a real presença de Portugal no Mundo, têm conduzido à diluição gradual da soberania nacional e ao desconhecimento do nosso passado, o que tem contribuído para o desmembrar dos laços culturais e de solidariedade entre os povos que assumem no Mundo a língua e a cultura portuguesas.

A Instituição Real é um instrumento necessário à recuperação do prestígio do país, ao reconhecimento internacional da sua importância e ao reforço dos laços de solidariedade entre Portugal e os povos e comunidades lusófonas.

A restauração da Instituição Real só será possível através da formalização de um consenso nacional.

Os monárquicos são chamados, para se conseguir esse consenso, a travar um diálogo aberto e amigo com todos os Portugueses sobre a Instituição Real. Há que sair dos tradicionais colóquios voltados para dentro, e procurar o encontro com aqueles que, nos mais diversos campos políticos, também temem pela perda gradual da independência do nosso país e, consequentemente, pelo futuro das relações de Portugal com as comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo e com os novos Estatutos lusófonos.

A Instituição Real nasceu com Portugal e presidiu ao seu desenvolvimento e expansão com base numa aliança do Rei com o Povo. Hoje, a maioria dos portugueses esqueceram tal facto e, por isso, criticam o papel que a Instituição Real desempenhou na formação e desenvolvimento de Portugal. Falsos preconceitos vilipendiam ou mesmo ridicularizam a estatura humana Real e da Monarquia.

As razões que a seguir se apresentam a favor da Monarquia, são aquelas que melhor desmascaram os mais vulgares preconceitos sobre a realeza.

Rei e Liberdade

A Liberdade do rei, ao serviço de todos é uma referência que obriga ao reconhecimento de cada um. Por isso, o “servir o Rei” não é mais do que o reconhecimento do serviço que cada um deve prestar à comunidade.

Monarquia e Democracia

A monarquia moderna nos dias de hoje é indissociável da Democracia. A monarquia moderna apoia-se na Democracia e esta só se poderá desenvolver, com total participação dos cidadãos se tiver, como esteio permanente, a Instituição Real.

O governo depende do Parlamento que domina o poder legislativo. O Povo está representado no Parlamento através dos deputados eleitos para as sucessivas legislaturas, pronunciando-se apenasw no acto eleitoral ou se em situações críticas for chamado a pronunciar-se por referendo. Mas, por mais curtas que sejam as legislaturas, a vida política e social corre dia-a-dia. O elo permanente entre o Povo e o Parlamento terá que ser o Rei. Elo independente que permanece na sua função ao lado do Povo durante o tempo de cada legislatura.

Ao Rei compete a supremacia do poder, o que não significa que assuma o absolutismo ou retenha na sua mão a totalidade dos poderes mas, apenas nele reside o poder de, em seu nome e no do Povo, proferir a suprema palavra de Estado. Ele personaliza esse poder e exerce-o como representante da Dinastia, em nome do Povo, e não de qualquer estrato social, poder económico ou partido político, mesmo que maioritário. Deste facto resulta, por um lado, a fragilidade da monarquia perante os totalitarismos das maiorias que geram os ditadores mas, por outro, a sua grandeza, devido à independência, ao lado do Povo, face às contigências e conjunturas temporais da política e dos interesses económicos, sociais e ideológicos.

O rei, sem se ilegitimar, nunca poderá ser o chefe de facções, de movimentos sociais ou de interesses particulares, terá sempre que procurar o bem comum e defender a independência nacional, representando o que é transcendente na ordem política.

O rei simboliza a Nação, personaliza o Povo, na sua dimensão histórica. É, como Chefe de Estado, o defensor das minorias e o garante da continuidade da Nação e do seu futuro.

A continuidade dinástica garante a permanência do essencial para lá da morte.

Monarquia e República

A Instituição Real é ao longo da história, o regime que melhor serve a “res publica” contra a ambição dos interesses particulares, a arbitrariedade dos poderosos e o conluio de privilegiados. Negou-se a si própria sempre que permitiu a ditadura ou a oligarquia. Daí que, recentemente em Espanha, o Rei seja reconhecido pelos “republicanos” que o são por respeito à “res publica”, como seu rei. Assim o refere Philippe Nourry no titulo do seu livro: Juan Carlos. Un rey para los republicanos. Não há portanto, que distinguir uma ética republicana duma ética monárquica.

No sentido profundo dos dois termos não há antagonismo entre Monarquia e Res Publica, ma sim, entre um Chefe de Estado vindo da história, representante dos valores permanentes da comunidade e um Presidente dependente duma eleição periódica, proposta e sustentada por grupos de cidadãos, partidos e diferentes interesses legítimos ou não.

Portugal e o Mundo

Nos últimos tempos a posição do nosso país tem sido ultrapassada, nas instituições internacionais por outros países que nos estão próximos. A Espanha, geograficamente, e a Bélgica e a Holanda, em dimensão territorial e demográfica. Tal facto, resulta, em muito, do prestígio resultante da existência, nesses países, da “Coroa” como alto símbolo do Estado e garantia da continuidade duma presença e da estabilidade duma política.

A Nação Portuguesa e a presença da sua cultura no Mundo, através de povos e comunidades, não deve estar amputada da instituição que melhor prestigiar internacionalmente e servir como instrumento de presença cultural nas comunidades portuguesas e nos novos estados lusófonos.

Na realidade, somos um povo que tem uma língua, uma história e constitui um todo, uma Nação de que a dinastia faz parte como parte integrante essencial.

Sempre defendemos que a integração de Portugal na U.E. é necessária ao actual contexto internacional e para o desenvolvimento do nosso país. No entanto, há que continuar a defender intransigentemente a soberania de Portugal e a ampliar institucionalizar as relações com os Estados lusófonos e s comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Fonte: Boletim “Estrada Real”, n.º9-10, Ano 2001. Boletim da Causa Real

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PURO VENENO

a) Por que é que os Republicanos têm a consciência limpa?

Porque nunca a usaram!!!!

b) Qual é a semelhança entre um Republicano e um OVNI?

Todos falam deles mas ninguém os viu!!!

c) Por que é que a República não tem carácter e é pouco inteligente?

Porque se os tivesse seria uma Monarquia!!!!

Fonte: Boletim “Por uma Causa”, n.º 3 – Maio de 2000. Boletim da Real Associação do Algarve.

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POR UMA MONARQUIA MODERNA E UNIFICADORA

David Garcia

Olhando as Monarquias Europeias actuais civilizadas, encontramos sociedade igualitárias, com alto Índice de Desenvolvimento Humano, elevados índices económicos, mais auto-estima, melhor produção, a todos os níveis, etc.

Isto acontece, porque existem nessas Monarquias, um Regime Democrático, Plural, respeitador de todas as diferenças, sejam elas, sociais, económicas, políticas, culturais, etc..

Assim sendo, para Portugal, não posso aceitar defender uma Doutrina Conservadora e irrealista, que de algum modo, fractura a sociedade e não a unifica. Eis os príncipios que defendo intransigentemente:

a) A nível religioso: defendo a laicidade do Estado – não de uma forma extrema, ao ponto de retirar símbolos religiosos das Escolas ou outras instituições, mas onde haja um verdadeiro respeito e um espírito de tolerância absolutamente indispensável;

b) A nível social: defendo que todos são cidadãos livres e iguais em direitos e deveres. Assim sendo, o direito à felicidade não deve ser um obstáculo para quem tem opções de vida diferentes. Sou contra o Referendo ao “Casamento” de homossexuais, porque acho que ninguém tem o direito de decidir sobre a vida privada de ninguém. Sou a favor das uniões civis de pessoas do mesmo sexo. Sabendo, como sei, do facto de existir grupos católicos homossexuais, não só em Portugal, mas também noutros países, pergunto-me que atitude a Igreja vai finalmente tomar. Vai pôr filhos de Deus fora da Casa de Deus, só porque são homossexuais? Será que Deus colocaria de parte ou discriminaria seus filhos que são diferentes, porque a Natureza assim os definiu? Não creio! Isto poderá chocar muita gente, mas a Monarquia que defendo, tem que ser uma Monarquia verdadeiramente para todos, até para a comunidade homossexual. Tal acontece nas Monarquias Europeias. Tal deverá acontecer em Portugal, em Monarquia, porque só assim, teremos uma Sociedade Unificada.

c) A nível económico e cultural: o estudo da História de Portugal tem que favorecer a auto-estima do nosso povo. Não é possível, a tamanha falta de rigor no ensino da História-Pátria. Os Portugueses têm que saber a Verdade Histórica. Não a verdade dos Vencedores, nem dos Vencidos. Mas sim, a VERDADE, total, independente, não importa o Regime em que se vive. Uma nação com forte auto-estima, ganhará melhor e maior ânimo, e a economia depende dessa sentimento. Nenhuma sociedade com pouca auto-estima poderá alguma vez crescer economicamente. Só uma sociedade bem formada e informada, o poderá fazer.

Haveria muito mais a dizer, mas vendo certos “fenómenos” na Internet, fico, deveras chocado, com a falta de visão de algumas pessoas. Segundo especialistas, a homofobia é que é uma doença, que pode criar conflitos na sociedade, provocando até situações de verdadeira calamidade pública. Eu, sempre acreditei, no príncipio da igualdade entre todos. Somos um Povo Unico na História da Humanidade. Levámos o nosso conhecimento, o nosso saber, a nossa cultura, as nossas tradições, aos quatro cantos do mundo. Respeitámos as diferenças. Fomos um povo civilizado e civilizador. Deixámos marcas em todo o lado. Pela experiência da nossa História, isto é, no respeito demonstrado pelas diferenças no passado, devemos saber olhar no presente para outras diferenças, que também é verdade, foram muitas vezes discriminadas no passado. Devemos ter a noção de que, são seres humanos, que trabalham, que estudam, que pagam impostos, e que, portanto, não podem ser postos de lado, em guetos, como ainda em pleno século XX aconteceu na Alemanha de Hitler. Devemos ter a noção do mundo em que vivemos e ter uma atitude humanista e unificadora.

O Rei de Portugal, terá que ser acima de tudo, o Rei de TODOS os Portugueses, sem qualquer tipo de exclusão. Não importa se gosta ou não. Muitas vezes na vida, surgem-nos situações que nós próprios não gostamos, por exemplo no emprego. E no entanto, somos obrigados a “engolir os sapos”, porque não temos escolha.

Em Espanha, que vive em Monarquia, há pouco tempo, o Rei Dom Juan Carlos I assinou o decreto, vindo do Governo para permitir as Uniões entre pessoas do mesmo sexo. E a maioria do povo espanhol é Católico. Mas essa medida avançou, precisamente para pôr fim à discriminação.

Defendamos pois, uma Monarquia Moderna e Unificadora!

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Amor Vs Paixão – Visões Masculinas

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Património Nacional e Monarquia

A monarquia, com os seus defeitos e virtudes, deixou uma obra imensa que nos orgulha e prestigia nacional e internacionalmente. E apesar do que possa parecer essa obra não se resumo a património edificado. Vai além disso passando pelo património cultural, linguístico, paisagístico e até gastronómico. No fundo a obra que a monarquia e os antigos reis nos deixaram perdurou pelos séculos sendo muito daquilo nos define a nós povo português, aquilo que nos torna únicos e especiais entre os demais povos mundiais. Pode haver quem não goste, problema deles, mas o facto é que se hoje somos portugueses, à monarquia e aos antigos reis o devemos. É um facto.

in ‘Vão umas Perguntas?’
O artigo pode ser lido na íntegra aqui



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Resposta a José Saramago

Encontra-se disponível no Patriota Funchalense uma resposta a um artigo de opinião de José Saramago.

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“OPHYUSSAE”

A verdadeira serpente é lusa
tem a vontade como musa
e o ensejo de progredir

Porque o progresso real
esconde-se neste pantanal
como graal a descobrir…

Somos, como povo, os eleitos
que das cinzas hão-de ir
percorrendo redutos imperfeitos
tal qual reluzente eremita
que expande e excita
quem dele soube rir…..

A luz cega de Lisboa
emerge ávida da escuridão
tal o seu fado entoa
a tristeza alegre da solidão

Quem, nau do Tejo, se atreveu
a voar por mares escondidos
e do antigo quadrado bebeu
perfumes redondos esquecidos?

A nossa serpente tem asas
maiores que o inconsciente
e tu, corvo eminente,
porque endeusas tábuas rasas?

é que tu és mais vasto que tu
e ninguém a não ser tu
responderá ao teu caos
senão embarcares nas naus

Autor: Miguel Barroso

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Dará que pensar?

Há uns dias atrás, e por mero acaso, ouvi uma parte do programa Antena Aberta da Antena 1. Fala-se, a propósito do Roteiro para a Ciência, das falhas do sistema de ensino nacional. Mais especificamente, e do que tive oportunidade de ouvir, falava-se das dificuldades dos alunos portugueses a matemática.

Várias opiniões se fizeram ouvir, todas de grande interesse. Houve, contudo um ouvinte que deixou uma opinião que hoje quero partilhar aqui. Dizia ele, fazendo um claro paralelismo entre as preocupações manifestadas durante o roteiro e as preocupações passadas:

Se ele [o Senhor Presidente] na vez de ter coberto o país de alcatrão tivesse apostado na educação quando lá esteve, talvez hoje o ensino não estivesse tão mal como está hoje.

Curioso, fui recordar a listagem de primeiros-ministros de Portugal e respectivas durações de mandatos. Fiquei então esclarecido. O ‘quando lá esteve’ a que o ouvinte se referia era o espaço de tempo que mediava Novembro de 1985 a Outubro de 1995.

Fiquei a pensar no paralelismo que este ouvinte fez.

Fiquei a pensar no que as monarquias europeias apostaram durante o mesmo espaço temporal a que o ouvinte se referia!

Fiquei a pensar nas vantagens que a monarquia traria a Portugal.

Não me irei alongar com considerações. Estou certo que o espírito crítico e a perspicácia dos leitores os levará a conclusões muito interessantes.

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