PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

Um crime que o o regime não admite. Uma memória que dificilmente se esquecerá

Podemos nós esquecer quem somos e fazer disso uma mais valia?

Seleccionar no passado aquilo que queremos e não queremos, aquilo que fica “bem” e o que nos embaraça, como se a memória fosse um self-service?

O orgulho sempre foi o pão dos pobres de espirito, a teimosia sempre garantiu a infalivel perenidade do caracter daqueles que confundem um bom discurso com justiça social…admitir um erro, uma falha é algo que apenas está reservado ao que podem a ultrapassar.Estranho um regime que diz “moderno”, “igualitário” não ser capaz de admitir, reconhecer ou lamentar que D. Carlos e seu filho foram assassinados…não porque fossem “maus” mas porque eram a única fronteira entre a ambição de poucos e a vulnerabilidade de todos os outros (nós)…o povo

Tantas são as estátuas de ilustres desconhecidos homenageados cuja obra se resume a um livro ou um acto circunscrito à geração que os homenageou. Tantos os feriados cuja origem o povo desconhece ou dá pouca relevância, tantos os medalhados pelo actual regime,  cuja relevância é questionável ou desconhecida.
Quando se trata de homenagear um Rei como D. Carlos ou repudiar os actos que levaram à sua morte, cuja maioria dos republicanos e do povo condenam, o regime e os seus orgãos e instituições são de forma avassaladora, inundados por uma amnésia colectiva.

Evocação do Regicídio a 1 de Fevereiro de 2009…a total ausência de bandeiras da República

Vergonha, ignorância ou puro desinteresse por Portugal, tudo pode ser usado para justificar semelhante ausência institucional no dia 1 de Fevereiro. Entre a pura proibição de participação e o silêncio, os vários regimes e governos têm-se pautado por uma coerência granitíca que os torna mais semelhantes do que diferentes no que toca à real memória do que é Democracia.

Mais importante do que relembrar que as Democracias não podem ser fundadas em cima de crimes e homicidios, é o cantar as janeiras para o Primeiro-Ministro (o Colégio Militar, proibido de participar no Centenário do regicídio, foi posto a cantar as janeiras num acto eleitoralista),  inaugurar um hipermercado ou mesmo congregar esforços para “desculpar” eventuais corrupções (toda a oposição deu o apoio institucional ao primeiro ministro no caso freeport).

 

 

 

 

O actual regime vive mal com a memória e a História do País. Não se trata de uma questão de oposição entre Monarquia e Republica é uma questão de principio, ética e Liberdade. D. Carlos foi Chefe de Estado de Portugal, um Rei em paridade com D. Afonso I tão português quanto tantos outros ilustres republicanos que partilharam a sua sorte…o de ser alvo de justiça popular por um punhado de fanáticos que nem sequer constituiam uma força politica ou uma alternativa ou projecto para Portugal.

Uma classe politica que vive mal com o passado dificilmente poderá construir qualquer futuro. As monarquias europeias souberam ultrapassar e corrigir erros passados sem repudiar qualquer um destes (e é isto que explica o seu superior desenvolvimento). Mau grado não ter, até hoje, a Republica Portuguesa aprendido esta importante lição, corremos o risco de ver uma repetição daquilo que Portugal faz melhor desde o principio do séc. XX e continuar a afundar até Portugal ser o que o Regicídio é, para a classe politica vigente desde 1910.

 

 

 

 

 

 

 

 

uma memória que se quer esquecer…

…esperemos que não, pelas gerações que agora nascem

bem haja

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Chorar o Rei ou chorar Portugal?

485937779e7084_250x130No próximo dia 1 de Fevereiro, passarão 101 anos sobre o Regicídio. Foram vítimas Sua Majestade o Rei Dom Carlos I e seu Filho e Herdeiro, o Príncipe Real, Dom Luíz Filipe. Foi assassinado um Chefe de Estado, um Estadista reconhecido em todo o mundo e um Príncipe que teria dado a Portugal muito de sí, graças a educação que recebeu de seus Augustos Pais e Preceptores.

Hoje, passados 101 anos, da tragédia que levou Portugal à decadência com uma I Republica muito pouco democrática e de grande instabilidade política; uma II Republica que lhe sucedeu num regime de Ditadura e de Censura à Liberdade de escolha e opinião e esta III Republica que é o que se tem visto.

Sem dúvida, como Monárquicos que somos, choramos todos os anos, a tragédia do Terreiro do Paço. Sem dúvida que nos toca a todos e ainda mais à nossa Família Real, por razões óbvias. Mas passados 101 anos da tragédia que vitimou o Rei e o Príncipe Real, não deveremos também estar a chorar Portugal?

Creio que sim! Por uma razão muito simples: Portugal nos inícios do século XX não estava, como está hoje, no fundo da tabela do desenvolvimento. Acusaram a Família Real de despesismo, mas olhamos bem para o que as Famílias Reais gastavam na época e Portugal tinha uma Família Real que não gastava nem a metade do que outras Monarquias gastavam. Que o sistema ainda não era uma Democracia plena como poderia ter caminhado no século XX, é um facto, mas é também um facto que todos os Reis que tivemos na Monarquia Constitucional, sempre fizeram respeitar o Estado de Direito e garantiram sempre as Liberdades da Nação Portuguesa, ao contrário das duas primeiras republicas!

Esta terceira republica peca por ter uma classe política que já não tem ideias, nem projectos. Uma classe política cega relativamente a projectos de futuro e com ela, os portugueses já não acreditam num futuro e só pensam no dia de hoje. É o regime a degradar-se e é o País a seguir-lhe o caminho. Sem dúvida que em todos os 1 de Fevereiro, além de chorarmos a morte do Rei e do Príncipe Real, também choramos Portugal.

A esperança unica da Nação Portuguesa deve se centrar na Monarquia Democrática. Uma nova Democracia. Um novo Regime com os olhos postos no futuro.

O Projecto Democracia Real olha com apreensão para o actual estado de coisas. Mas olhamos com esperança em Dom Duarte de Bragança e na Família Real Portuguesa, unica esperança viva, único ícone verdadeiramente independente que nos poderá guiar rumo ao desenvolvimento humano.

A partir de hoje até dia 8 de Fevereiro estaremos de Luto em memória do Rei Dom Carlos I e do Príncipe Real.

O Rei morreu! Viva o Rei!

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Sessão Solene de Encerramento do Centenário da morte do Rei D. Carlos I

27 Jan 2009

No próximo dia 27 de Janeiro, pelas _18_h_30_, realiza-se, na Universidade Católica em Lisboa (Grande Auditorio da Biblioteca João Paulo II), a Sessão Solene de Encerramento do Centenário da morte do Rei D. Carlos, organizada pela Comissão D. Carlos 100 anos.

Esta Sessão, que contará com a presença de SS.AA.RR, terá como conferencista o antigo Presidente do Parlamento Europeu D. José Maria Gil-Robles que falará sobre a «A Monarquia Constitucional na Europa de hoje». Ao longo do dia e associado a este evento, terá lugar, no mesmo local o Colóquio da Universidade Católica Portuguesa, subordinado ao tema O Rei D. Carlos e a Monarquia Constitucional, consulte o programa em anexo.

PROGRAMA COLÓQUIO

Fonte: Comissão Dom Carlos 100 anos

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101 anos após o Regicídio

Sua Majestade o Rei Dom Carlos I de Portugal
Sua Majestade o Rei Dom Carlos I de Portugal

Caros,

No próximo dia 1 de Fevereiro, completa-se um século após a tragédia do Regicídio que vitimou Sua Majestade Fidelissima El-Rei Dom Carlos I e Sua Alteza Real o Príncipe Real, Dom Luís Filipe de Bragança.

Este ano devido a obras na Basílica de São Vicente de Fora as tradicionais cerimónias de 1 de Fevereiro sofrem algumas alterações. Assim o programa deste ano será o seguinte :

10.00h às 17.00h – o Panteão dos Reis de Portugal (S. Vicente de Fora)estará aberto para quem lhes queira prestar homenagem.

19.00h – Missa na Sé de Lisboa, seguida de sessão de cumprimentos a Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, Herdeiros do Trono de Portugal.

Agradece-se desde já a comparencia de todos os que possam estar presentes.

SAR Dom Luis Filipe, Principe Real de Portugal

SAR Dom Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal

Nota: Informamos que entre os dias 31 de Janeiro e 8 de Fevereiro,  a Administração do Projecto Democracia Real fará luto, em memória dos que morreram pela Pátria.

PS: resta saber se haverá uma Concentração no Terreiro do Paço como era hábito até ao ano passado.

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Message of H.R.H. Dom Duarte, Duke of Bragança, on the 1st December 2008

On December 1st, in Lisbon, H.R.H. Duarte, Duke of Bragança, read his yearly message to the Portuguese people, at the Conjurados dinner, attended by more than a thousand people. The Board of Directors of the Institute for Portuguese Democracy was present as a guest and greeted D. Duarte, his wife, Isabel de Herédia, and their children Afonso, 12, Maria Francisca, 11, and Dinis, 9.
Message of H.R.H. Duarte de Bragança, Head of the Royal House of Portugal

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On December 1st, 1640, our ancestors liberated Portugal. They raised to the crisis of their time, fighting for our independence against the Spanish Empire, a feat that Naples and Catalonia did not then achieve.

Difficult days are ahead. It seems clear that 2009 will be worse than recent years. To face the coming crisis and keep the social cohesion we must reinforce the spiritual values of our culture. We must reinforce family ties. We faced many terrible problems throughout our History, but we overcame them.

I appeal to your initiative, solidarity, and generosity. We live in a propitious occasion to review our priorities. We must learn to live better and consume less, saving the limited resources of our planet.

The hour has come to invest in the Portuguese people. We have a chance to opt for a sustained development. Government, entrepreneurs and associations must join hands to overcome difficulties.

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The hour is to invest in the Portuguese people. Portuguese families bet in the education of their children. Teachers and parents claim for a better School, better education programs and more respect for teachers.

The hour is to invest in the Portuguese land. Farmers refuse to abandon their land, in spite of confusing EU directives and unfair competition. Portugal needs more than a policy of free trade; it needs policies of intelligent and just commerce. Our farmers need to cooperate to distribute their products to the consumers. In the last ten years we have lost 180.000 hectares of good agricultural lands.

The hour is to invest in the Portuguese territory supporting innovative companies with “green” alternative energies. We must fight energy wastefulness and give priority to railroad and maritime transports. Self-sustainability in energy is necessary. For example, if we modernize the hydroelectric-power dams, we would increase the production of energy by 20%.

I appeal to political parties to become more than mechanisms for conquering power; they may keep a decisive role in politics and can be a school for citizenship through dialogue with non-governmental organisations.

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Democracy must always be improved, and I supported in 2007 the creation of the Institute for Portuguese Democracy (IDP); it has developed multiple and useful activities in some regions of the country, collaborating with several organisations and local governments.»

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«I have traveled extensively around the country. I am cordially received by city councils and the local people and I warmly thank them. I appreciate our cultural traditions. It is this “gross domestic product” that keeps high the human “stock exchange” where we must invest.

In 2008, many City Councils honoured the memory of King D. Carlos and the Prince D. Luís, assassinated 100 years ago.
When a minority proclaimed a Republic in 1910, Portugal slid behind Spain, England and Belgium, and other European monarchies, because it lost the King and his moderating power.

The Commission “D. Carlos 100 Years”, organised an outstanding Congress “the Seas of Lusofonia” that will be repeated two years from now in another Portuguese-speaking country.»


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Congress “the Seas of Lusofonia”

«I collaborated in programmes of agricultural development with the brother countries of Guinea-Bissau, Angola and Timor and I greet Prime Minister Xanana Gusmão, currently in Portugal, as the leader of the heroic East Timorese People.

I greet the widening of the Community of Portuguese-Speaking Countries with Portugal, Brazil, Angola, Mozambique, Guinea, Cape Vert, S. Tome, East Timor and I hope that soon, Morocco, Senegal, the Mauritian Islands, Equatorial Guinea and the Galician brothers may join this community.

I had the joy of taking my Family to Brazil, the country of my Mother, a descendant of the Emperor Pedro I, to participate in the celebrations of the 200 years of the transfer of the Government and the King to Brazil in 1808!

I greet the Portuguese military institution, defending the country since the Foundation. Today, it defends Portugal “out of area”, contributing to the peace and security of the Portuguese population and the regions where it operates. The cannonisation, in 2009, of Nuno Álvares, the victor of Aljubarrota, and the founder of the House of Bragança, will be an occasion to learn with his examples of spirituality and leadership.

Let us take advantage of all these examples. The Alcobaça friars wrote one of the most beautiful formulae of Portuguese monarchy: “The king is free and we are free”. Let me proclaim today: “I am free and you are free” because we owe no debt to financial powers or party politics. Together we will be able to renew the Portuguese democracy with the Royal Institution, by the will of the people, and so long as the people wants it.

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My Wife Isabel, Myself, and our children Afonso, Maria Francisca and Dinis, solemnly engage in this oath because Portugal must continue democratic and independent! Those who think that the dream of the founders is alive, join us; and if somebody questions this increasing feeling of the power of the people, the reply is always: “The king is free and we are free”

Lisbon, Beato Monastery, November 30th, 2008

From: Realistas Forum

PS: Bientôt en Français!

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