PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

D. Duarte: “Reagan sugeriu que me candidatasse a Belém”

É o herdeiro ao trono de Portugal, e acha que um rei é quem melhor defende a República. Não vota nas presidenciais, mas a conselho de Ronald Reagan já pensou candidatar-se Presidência da República. Em entrevista ao GRANDE PORTO, D. Duarte Pio, Duque de Bragança, recorda os tempos em que viveu em Coimbrões, Gaia, e os seus estudos no Liceu Alexandre Herculano, no Porto.

Este ano comemora-se o centenário da república. Como é que encara esta efeméride?
Acho bem que se comemore, acho bem que se homenageiem as pessoas que estavam dispostas a dar a vida pelos seus ideais, mas não acho bem que se gastem dez milhões de euros para celebrar uma data em que, no fundo, correu tudo mal. A I Republica foi desastrosa, como toda a gente sabe. De tal forma que, quando os militares derrubaram a I República, o país todo aplaudiu. A II República, tecnicamente, terá sido melhor, mas não havia democracia. Depois houve a terceira revolução militar, o 25 de Abril e finalmente chegámos a uma situação igual à que estávamos antes de 1910. A nossa constituição é semelhante, o nosso chefe de Estado actual tem mais ou menos os mesmos poderes que tinha o rei. Perdemos 100 anos. Se reparar, os militares do 25 de Abril não quiseram nenhuma identificação com a I República, e convidaram o PPM para fazer parte do Governo. Queriam mostrar claramente que era uma Republica nova, com novos ideais, e que não tinha nada a ver com, como eles diziam, os caixeiros bigodudos da altura da I República.

Têm-se levantado várias vozes a dizerem que o busto da República deveria ser alterado e que até a letra do Hino Nacional é ultrapassada e sem sentido. Acha que os símbolos nacionais são alterados ou que podem ser alterados?
Aquele busto da República com os peitos à mostra passa uma imagem um bocado estranha. Parece passar a mensagem de que os republicanos querem todos mamar… Não faz muito sentido. Acho que o busto deveria ser mais recatado. Aliás, acho a existência do busto da República um absurdo. Se a Republica é o bem comum, é a independência dos poderes, é a democracia, então não é uma forma de chefia de Estado e tanto funciona com um rei como com um presidente.

O Hino Nacional podia ter uma letra mais bonita. O problema é que finalmente já toda a gente o sabe de cor, graças ao Scolari, e se mudar agora corremos o risco de serem precisos muitos anos para as pessoas o voltarem a decorar.

Acha que os portugueses já absorveram em definitivo o regime republicano ou acha que há ainda uma certa nostalgia pela monarquia?
Há nostalgia por parte de muitas pessoas. Tanto os republicanos como os monárquicos fantasiam sobre o que seria uma monarquia actual. Mas as pessoas mais lúcidas comparam o desenvolvimento humano e económico dos regimes que têm reis e rainhas com a nossa República e não há dúvida que os países escandinavos, a Holanda, a Bélgica e até a própria Espanha são muito mais desenvolvidos do que nós, até do ponto de vista democrático. Não sei muito bem o que se está a celebrar hoje, quando a verdade é que nós passamos de uma situação de desenvolvimento médio na Europa – em 1900 – para o último lugar na tabela de classificação do desenvolvimento na Europa, e ainda por cima à beira da falência
.
De que forma é que a monarquia ajudaria a combater os males do país?
Se olhar para as monarquias contemporâneas da Europa, e fora da Europa, no Japão, por exemplo, verá que o rei e a rainha ajudam à estabilidade. Servem de elemento de ligação entre os políticos. O rei colabora com os governos e nunca está em conflito, ao contrário do que acontece na República, onde frequentemente governo e chefe de Estado estão em conflito. O rei é um árbitro isento. Não ponho em causa a isenção do nosso Presidente da República, só que como pertence a um partido político, muita gente tem dúvidas, tal como tinha dúvidas em relação à isenção do presidente Jorge Sampaio. O último presidente verdadeiramente isento que houve em Portugal foi o general Ramalho Eanes. A partir daí foram todos dirigentes partidários. Há duas maiorias opostas? Servem para quê? O presidente não está ali para governar, devia estar ali para representar todos os portugueses e dar uma imagem da cultura e da perenidade do país. Nesse aspecto o rei consegue mais facilmente desempenhar essas funções do que um presidente.
Como disse o primeiro-ministro sueco, “nós somos uma república e o rei é o melhor defensor da nossa república”. Essa é hoje a atitude das monarquias socialistas do Norte da Europa.

Chegou a dizer que não se sente rei de Portugal, mas que se sente rei dos portugueses…
Na verdade, hoje em dia o chefe de Estado de Portugal é o Professor Cavaco Silva, mas há uma posição que se pode dizer espiritual, histórica e cultural, em que para muitos portugueses eu sou Rei. Não sei se é a maioria ou uma minoria, não sei quantos são.

Mas sente que tem essa responsabilidade?
Sinto. Por isso é que tenho dedicado a minha vida ao serviço de Portugal, descorando muito da minha vida privada e económica. Tenho trabalhado muito em prol da Lusofonia, acho que é uma das coisas de que o chefe de Estado português deveria ocupar-se. Deveria manter a coesão entre os países lusófonos, por nosso próprio interesse. Não sabemos como é que a União Europeia vai funcionar, e se as coisas não correrem muito bem sempre temos uma alternativa. Agora que estamos no clube dos ricos, não podemos desprezar os irmãos pobres. Por outro lado, o Brasil é um dos países com mais sucesso hoje em dia e se perdermos o balanço do Brasil a língua portuguesa vai perder importância.

Parece-lhe que os monárquicos são um grupo quase secreto?
Isso é verdade. Segundo as sondagens há cerca de 28 ou 29 por cento dos portugueses que dizem que um rei seria melhor do que um presidente. Esses são os que eu considero monárquicos. Agora, não quer dizer que queiram mudar o regime, ou que queiram uma mudança muito grande. Querem manter as coisas como estão, mas acham que estariam melhor com um rei.

Acha que seria a altura de fazer-se um referendo em Portugal sobre o regime político?
Neste momento é proibido pela Constituição.

Mas acha que isso devia ser alterado?
Sim. Porque isto é uma democracia imperfeita e limitativa que diz que os portugueses são incapazes de escolher o regime político. A Causa Real apresentou uma proposta há uns anos, aquando da última reforma da Constituição, que sugeria que o texto que diz que “é inalterável a forma republicana do governo”, passasse a dizer “é inalterável a forma democrática do governo”. Pessoas como o presidente Mário Soares ou o antigo ministro Almeida Santos, não se importavam nada de serem governados por uma monarquia democrática, porque o que lhes interessa é a democracia. A forma de chefia de Estado é secundária para eles.
Essas pessoas são republicanas por uma questão teórica e cultural. Acham que a República simboliza mais completamente a democracia, visto que o cargo de chefe de Estado é sujeito a eleição. Só que já se percebeu que não é assim. Tem que se ser apoiado por partidos, tem que se ter muito dinheiro. É muito difícil um independente conseguir chegar a chefe de Estado. É possível, mas até agora nunca aconteceu.

O senhor não vota nas presidenciais.
Não, não voto.

Mas não chegou a ponderar candidatar-se à Presidência da República?
O presidente Ronald Reagan deu-me essa sugestão, só que todas as pessoas que eu consultei diziam-me que dificilmente isso seria tomado a sério porque era uma contradição entre aquilo que eu defendia e aquilo que iria fazer. Encontrei muito poucos apoios.

Também achou que era uma contradição ou estava na dúvida?
Eu estava na dúvida. No fundo era uma maneira de poder falar ao Pais e de ser ouvido. Mas como as opiniões contrárias no meu conselho eram muito maiores do que as favoráveis, decidi não avançar.

Sente-se tentado nas próximas eleições a votar em Fernando Nobre, muitas vezes associado aos ideais monárquicos?
O Fernando Nobre é meu amigo pessoal há muitos anos e colaboramos em várias missões. Na questão da chefia de Estado, ele diz o que qualquer pessoa inteligente sabe, que as repúblicas que têm reis são as melhores. Mas eu não voto nas presidenciais e não participo em nenhuma campanha.
Gosto de todos os candidatos. O Manuel Alegre fez a apresentação da minha biografia, o professor Cavaco Silva tem sido amabilíssimo. Seria uma posição muito difícil para mim se tivesse que escolher.

Fonte: Grande Porto Online

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CENTENÁRIO DA REPÚBLICA: UMA AJUDA A CAVACO SILVA

 Ouvimos ontem o presidente da república e ficámos cientes das suas aparentes preocupações. Para o ajudar e via blog do Centenário da República, aqui deixamos uma ajuda que poderá acelerar a ponderação de Sua Excelência:

 

 

Orçamento do Estado do Reino de Portugal para 1910
Dotação da Família Real:
501 000$000
(Quinhentos e um milhões de reis – Quinhentos e um contos – Dois mil, quatrocentos e noventa e oito euros e noventa e oito cêntimos 2.498,98€)
A dotação da família real pagava os salários da família, os salários de cerca de 250 pessoas da Corte, as visitas de Estado e a manutenção dos Palácios da Ajuda, das Necessidades, de Belém, do Palácio da Vila em Sintra e do Palácio Real de Mafra.
Nota: Os Palácios de Vila Viçosa, das Carrancas no Porto e o Castelo da Pena em Sintra eram propriedade privada da Família Bragança e suas despesas não eram cobertas pelo erário público.
 
Se estivéssemos hoje em Monarquia, o valor actual (2010) da dotação da Família Real e apenas no caso de fazermos a correspondência directa entre a situação de 1910 e a actual:

 

10.528.177,09 €
(Dez milhões, Quinhentos e Vinte e Oito mil, cento e Setenta e Sete Euros e Nove Cêntimos)
O Método de cálculo do valor actual foi realizado, usando os coeficientes de actualização oficiais, publicados na Portaria n.º 772/2009 de 21 de Julho – Ministério das Finanças e da Administração Pública.
Orçamento de Estado da República Portuguesa 2010
Despesas orçamentadas da Presidência da República:
17.464.000,00 €
(Dezassete milhões, quatrocentos e sessenta e quatro mil euros)
As despesas são, salvo erro, relativas ao salário do Presidente, salários de todos os seus assessores e restante pessoal, visitas de Estado e a manutenção do palácio de Belém. Nebulosa, fica a questão dos ex-presidentes com os seus “gabinetes”, respectivas frotas automóveis e staff.
 
Resumindo e concluindo: a República custa aos Portugueses de 2010, mais 68,88% que a Monarquia custava aos Portugueses de 1910.
Fonte: Blogue Estado Sentido

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CONVITE PARA O 14.º ANIVERSÁRIO DE S.A.R. O PRÍNCIPE DA BEIRA

(Clique na imagem para ampliar)
O aniversário de S.A.R., O Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria é no dia 25 de Março próximo, mas as celebrações do Seu aniversário, serão a 27 de Março. Divulguem sff esta iniciativa da Juventude Monarquica de Lisboa em conjunto com a Real Associação de Lisboa. Inscrevam-se porque os lugares são limitados.

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ANIVERSÁRIO REAL

Hoje, celebrou o seu aniversário, Sua Alteza, a Infanta de Portugal, Dona Maria Francisca, filha de Suas Altezas Reais o Senhor Dom Duarte e Senhora Dona Isabel.

À Infanta de Portugal, e em nome da Direcção do PDR – Projecto Democracia Real, desejo um Feliz Aniversário e Votos de que Deus a ilumine sempre, por toda a vida.

Quero também, dar os parabéns a Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, pela exemplar educação que têm dado aos seus filhos, nossos Príncipes.

Viva a Infanta de Portugal!

Viva a Família Real!

David Garcia,

Presidente da Direcção do PDR

 Fonte da Foto: Blogue “Família Real Portuguesa”

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O REI E A MONARQUIA EM PORTUGAL

(Texto da Causa Real de 1995)

 

O REI E A MONARQUIA COMO ELEMENTOS FUNDAMENTAIS

O Rei constitui um símbolo de unidade nacional e elemento de agregação, não só para os portugueses residentes no território nacional, mas também para todos os que se encontram espalhados pelo Mundo, podendo falar-se – mais do que de um Rei de Portugal, de um “Rei dos Portugueses”.

Com a evolução no sentido duma progressiva diminuição do controle dos Estados sobre os seus territórios, o Rei e a Monarquia constituem elementos imprescindíveis.

 

Cada vez mais, só o Rei poderá naturalmente representar o povo português, não tanto na governação ou no exercício do poder do Estado, mas sobretudo num sentido humanizado e personalizado de permanente representação da Nação, sem o que Portugal ficará diminuído face a outros parceiros europeus que beneficiam da Monarquia.
O REI E A FAMÍLIA REAL

 

O Rei é o Chefe da Casa de Bragança, sendo esta a representação visível da comunidade portuguesa e continuadora da sua dinastia histórica.

 

O Rei e a Família Real simbolizam, assegura e potenciam a livre afirmação da identidade do povo português enquanto tal e nas suas diversidades, bem como o exercício dos seus direitos, liberdades e garantias.

 

O Rei e a Família Real têm obrigações específicas, devendo colocar os interesses nacionais acima dos seus interesses particulares.

 

PRINCÍPIOS DA MONARQUIA

 

A Monarquia caracteriza-se pela circunstância de o Rei, chefe natural e hereditário da Nação, ser também o Chefe do Estado, e baseia-se nos seguintes princípios:

 

• A Monarquia tem a sua legitimidade na livre vontade da comunidade nacional e existe para a servir.

 

• O Rei está acima de quaisquer grupos, partidos políticos ou interesses particulares,simbolizando e garantindo a continuidade e independência da Nação e a unidade do Estado.

• A Monarquia é independente do sistema de governo.

• Existem no Estado diversos órgãos de poder, cabendo ao Rei, entre outras funções, o exercício do poder arbitral e moderador, garantia do funcionamento harmonioso das instituições.

 

FUNCIONAMENTO DA MONARQUIA

 

Em Monarquia, o funcionamento da Instituição Real faz-se de acordo com as leis fundamentais, estabelecidas pelos representantes da comunidade nacional.

 

As leis fundamentais regulamentarão em detalhe, entre outros, os seguintes aspectos:

a) Direitos e obrigações do Rei como Chefe de Estado

• O Rei representa o Estado perante a Nação e perante a comunidade internacional

• O Rei é detentor dos poderes específicos que lhe forem atribuídos pela comunidade nacional e pelos órgãos legítimos do Estado

 

• O Rei arbitra entre os diversos órgãos do Estado

b) Restrições ao poder do Rei

• O Rei só adquire o estatuto inerente à sua função após a aclamação pelos representantes da comunidade nacional.

 

• O exercício da Chefia do Estado é fiscalizado pelos competentes órgãos de poder.

 

• Existe uma separação clara entre o património público, pertencente à Nação, o património particular, pertencente à Família Real e os bens e meios colocados ao serviço desta pelo Estado.

c) Titularidade da Chefia do Estado

• A sucessão na Chefia do Estado processa-se de acordo com o princípio hereditário e no respeito pelas regras da nacionalidade, da legitimidade, da representação e da primogenitura.

 

• O casamento dos membros da Família Real até determinado grau de parentesco é matéria de interesse público, podendo ser causas de perda dos seus direitos dinásticos.

 

• O Rei pode renunciar aos seus direitos e obrigações, pode abdicar ou pode anda perder os seus poderes por impedimento temporário ou definitivo.

 

• Nos casos de impedimento do Rei ou de menoridade do herdeiro da Coroa, haverá lugar a uma Regência.

 

BENEFÍCIOS DA INSTITUIÇÃO REAL

 

A existência da Instituição Real traz para o país vantagens evidentes, sendo de destacar as seguintes:

 

• O Rei e a Família Real constituem um elemento de agregação para todos os portugueses, incluindo os que se encontram espalhados pelo Mundo e seus descendentes.

 

• O Rei personifica e simboliza a soberania da Nação, assim como o passado colectivo e a herança cultural dos portugueses

• O Rei representa, para além do Estado, a Nação, assegurando a sua identidade no quadro internacional.

BENEFÍCIOS DA MONARQUIA

 

A Monarquia é um elemento fundamental na organização do Estado, trazendo consigo inúmeros benefícios:

 

• Permite ter um Chefe de Estado independente do apoio de interesses ou grupos de pressão políticos, económicos ou de qualquer outra natureza.

 

• Permite que a Chefia do Estado seja exercida por uma pessoa com preparação prévia e adequada para o efeito.

 

• Constitui obstáculo à formação de regimes ditatoriais, dado basear-se na moderação e no equilíbrio entre os diversos órgãos de poder.

 

• Favorece a estabilidade política, por o Rei constituir um factor de unidade na diversidade e de garantia de continuidade.

 

• Constitui uma forma de organização política mais económica do que a República, uma vez que elimina os elevados custos das eleições presidenciais e as despesas com regalias atribuídos a antigos Chefes de Estado.

(Fonte: Sítio da Real Associação do Porto)

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A IMPARCIALIDADE DO MONARCA. REINANTE OU NÃO.

A participação recente da Família Real Portuguesa na manifestação pela Família, em Lisboa, deixou-me verdadeiramente perplexo. Perguntei-me a mim mesmo: era a Família Bragança, uma família de cidadãos como eu e outros milhões de Portugueses ou era a Família Real da Casa Real Portuguesa, descendente dos Reis de Portugal e Titular dos Direitos Dinásticos, que um dia, se Deus quiser, reinará em Portugal?

Várias famílias participaram nessa manifestação.

Mas a Família Real Portuguesa, se, efectivamente é imparcial, em termos políticos, muito menos o deveria ter feito a nível social, etc.

Uma Família Real é de todos. É a Família Real representativa de uma Comunidade, que é a nossa. Logo não pode tomar partido, excluíndo uma outra parte. Nem tomar posição sobre o que deve ou não fazer o Presidente da República, relativamente ao facto de dever ou não haver um Referendo.

Sempre fui e sempre serei Leal a Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte. Mas, também sempre que discorde de algo, digo-o e o Senhor Dom Duarte sabe muito bem disso.

Em Monarquia ou em República, o Rei, reinante ou não, não pode tomar partido. Tem que estar acima de qualquer suspeita, acima de qualquer interesse político-partidário, e é verdadeiramente o Rei de todos, sem distinção de “cor política”, raça, sexo, orientação sexual, religião, etc. É e tem que ser mesmo de todos! Ponto final!

A Monarquia é um regime agregador e não exclui ninguém.

Pessoalmente, e Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, que me perdoe, mas tenho que dizer, que em termos de estratégia política monárquica, a presença do Chefe da Casa Real e de Sua Família, na manifestação que ocorreu em Lisboa, para mim, trouxe uma mensagem negativa e de exclusão social.

Um Rei, como o Senhor Dom Duarte, mesmo não reinando, pode em termos pessoais ser Católico Praticante e entender que as uniões entre homossexuais ferem os principios da Família. Mas o Rei, publicamente, não pode tomar posições pessoais dessa natureza. É uma situação ingrata, bem sei. Mas Rei é Rei. É por isso que sou Monárquico e não republicano. Quero um Rei de todos os Portugueses. Portugueses que sejam Judeus, Cristãos Católicos ou de outras confissões Cristãs, Budistas, Ateus, Muçulmanos, Laicos, Negros, Ciganos, ou de outras raças, Heterossexuais, Homossexuais, Bissexuais, Transsexuais, etc… Nas Monarquias Nórdicas, nenhum Rei é contra esta ou aquela raça, esta ou aquela tendência sexual, este ou aquele partido político.

Em relação à homossexualidade, pessoalmente, sou a favor da felicidade de qualquer ser humano. E nenhuma maioria, tem o direito de decidir sobre a privacidade e felicidade de uma minoria, como os homossexuais, que existem desde sempre!

O Referendo que esse sector da Comunidade, exige do Estado, é aberrante e discriminatório. Ninguém tem o direito, repito, de decidir, sobre a vida de ninguém. Era só o que faltava, eu se fosse judeu, ter que me sujeitar aos ideais de Hitler, por exemplo (este exemplo talvez seja demasiado radical), mas que quero dizer, é que numa Democracia, onde há liberdade de expressão, também tem que haver liberdade noutros níveis.

O mundo já passou por duas guerras mundiais. Em ambas se lutou pela liberdade e democracia. Sim muitas monarquias caíram com ambas as guerras, mas caíram porque não se tinham adaptado verdadeiramente, à prática da Democracia plena, de sufrágio universal.

Os Monárquicos Portugueses têm que perceber várias coisas, muito importantes:

a) ao se defender a Monarquia defende-se o interesse nacional;

b) ao se defender a Monarquia, não podemos excluir ninguém, por uma questão de coerência até com a própria Doutrina Monárquica Contemporânea, em que, como já dei a entender, o Rei e Família Real são verdadeiramente de todos!

c) ao se defender a Monarquia, não se pode pôr à frente, as opiniões pessoais e deve-se olhar a Nação como um Todo, em que há heterossexuais, homossexuais, negros, brancos, judeus,  cristãos de outras confissões, etc, etc.

d) quando eu defendo a Monarquia, defendo a felicidade de todo o Povo Português, sem excluir ninguém.

e) repito: acho aberrante e discriminatória, a ideia de um Referendo para impedir que uma minoria seja feliz. Todo o Ser Humano tem o direito à felicidade e a ser respeitado. Quem não sabe isto, que leia a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

f) o segredo do sucesso das Monarquias Europeias ou de outros continentes, desde que sejam Democráticas, é precisamente a imparcialidade do monarca em todas as frentes. Se queremos uma Monarquia para Portugal, o Rei não pode tomar partido de um lado da sociedade contra outra. Porque ao fazê-lo está a ir contra a sua própria natureza de Rei e pode pôr em cheque a própria Causa da Monarquia para Portugal.

Espero sinceramente, que este artigo sirva de reflexão. Fi-lo com o maior respeito para com o Senhor Dom Duarte e continuarei a servir a Causa Monárquica o reconhecendo, como sempre o fiz, como Herdeiro Legítimo da Casa Real Portuguesa. Escrevi este artigo para o bem da própria Instituição  Real, personificada no meu Rei, o Senhor Dom Duarte, que estimo e admiro muito e de quem sou totalmente e inequivocamente Leal.

Espero que o Senhor Dom Duarte me perdoe, sinceramente, mas eu tinha que dizer isto. Foi por bem que o fiz. Repito, com o maior respeito possível.

Viva o Rei!

 

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COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

S.A.I.R. a Arquiduquesa Regina de Habsburgo

 S.A.S. o Principe Alexis de Windisch Graetz,  

  

 

Suas Altezas Reais os Duques de Bragança participam os recentes falecimentos de S.A.I.R. a Arquiduquesa Regina von Habsburg, e  S.A.S. o Príncipe Alexis von Windisch Graetz. Celebra-se Missa em sufrágio no próximo dia 26 de Fevereiro, às 19H00, na Igreja da Encarnação (Chiado).

 

 

 

 

                    

 

         Secretariado daCasaReal                                            

                 www.casarealportuguesa.org

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ABANDONAR A CAUSA? NUNCA!

Há dias tinha dito em vários meios de comunicação, nomeadamente, Redes Sociais, que queria acabar com o Projecto Democracia Real. As razões apontadas foram sobretudo de índole pessoal. Mas a verdade é que não consigo me livrar deste Projecto, no qual investi tantas energias e tempo, ao longo destes quase 5 anos e meio.

Daí reconsiderar.

Mas mesmo se o Projecto Democracia Real fosse encerrado, jamais deixaria de defender a Causa da Monarquia para Portugal, sobretudo para Portugal!

As más línguas, que as há, deviam já estar a pensar que eu ia me tornar republicano, e virava as costas aos meus principios. Esses não conhecem o David Garcia, que sou eu e que me orgulho de ser Presidente da Direcção do PDR – Projecto Democracia Real!!!

Nestes 5 anos e meio de trabalho auto-doutrinei-me e já tenho uma noção bem clara sobre o tipo de Monarquia que defendo:

a) Uma Monarquia Parlamentar e Democrática, que passará, naturalmente, por uma nova Constituição para Portugal;

b) A Restauração do nome de Portugal, pois é o nome do nosso País e não República Portuguesa;

c) O Rei é o símbolo da unidade nacional, assim sendo, em nenhuma circunstância deverá ter o direito de ter a preferência político-partidária ou religião, ou estilo de vida diferenciado. Excluir um grupo social, é pôr em causa a própria Democracia e o Rei é a garantia da continuidade da mesma.

d) Eleições por sufrágio universal para os orgãos executivo e legislativo do Estado. As pessoas têm que votar nos candidatos e não nos partidos. Isto é, nas listas para Deputados às Cortes ou ao Parlamento, nós, cidadãos do futuro Reino de Portugal a haver, teremos que saber em quem votamos e ter o direito de expulsar todo o deputado que não cumpra com o que prometeu e não tenha dignidade para se sentar na Casa da Democracia que é o Parlamento. Por isto, sou a favor do voto por círculos uninominais e contra a imunidade parlamentar, que permite abusos de toda a ordem, como se tem visto na III República (já para não falar nas outras duas);

f) Igualdade entre sexos, incluíndo na ascensão ao Trono. Aliás em Portugal tivemos duas brilhantes Rainhas reinantes, Dona Maria I e Dona Maria II, cada uma delas em períodos muito delicados da História do nosso País.

g) A premiação do Mérito e uma Sociedade equilibrada entre direitos e deveres. O mérito nas monarquias europeias, vê-se sobretudo na longevidade do tempo em que cada Primeiro-ministro ocupa o seu cargo, apesar de, naturalmente de 4 em 4 anos (depende do País) haver eleições legislativas. Só uma pessoa verdadeiramente competente e responsável, pode ter condições de gerar confiança pública nos eleitores e as relações institucionais entre o Governo e a Coroa são sempre as melhores, porque o Rei não tem preferência nenhuma por nenhuma côr política. Tanto na vida, como na natureza e por conseguinte, também numa sociedade, tem que haver um equilibrio. Sem equilibrio surjem problemas sociais de toda a espécie que estão a afectar os Portugueses. É preciso haer um equilibrio entre os deveres e os direitos. Ninguém pode pensar que só tem direitos e não tem deveres. Esta situação, sem equilibrio, cria graves conflitos sociais.

Mantenho-me à frente do Projecto Democracia Real. Mas não só! Sou membro do Conselho Monárquico da Causa Real e vou fazer parte do Núcleo Concelhio de Sintra, da Real Associação de Lisboa. É evidente que o PDR terá que ser gerido de uma forma racional e respeitando os timings de cada membro da Direcção, que, naturalmente, mais cedo ou mais tarde, certamente, darão o seu apoio, como associados da Real Associação de Lisboa.

Apesar de, eu bem saber, que dentro de alguns meses terei uma vida muito ocupada, jamais, abandonarei a Causa, na qual tanto acredito.

Quero, na qualidade de Presidente da Direcção do PDR, tomar iniciativas, propô-las às Reais Associações, fazer o melhor possível para que, a mensagem Monárquica passe para junto dos Portugueses, cada vez mais.

Quis fechar o Projecto Democracia Real, mas ainda bem que reconsiderei. Não me perdoaria nunca fechar este Projecto tão fundamental numa época como a nossa.

É POIS A HORA! A NOSSA HORA! VAMOS PARA DIANTE!

E QUE VIVA O REI!

E QUE VIVA PORTUGAL!

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