PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

Festa Azul e Branca & Grande Concentração Monárquica

novabandeiraportuguesa3go5Caríssimos:

Caros Amigos

Vimos deste modo ao vosso encontro para divulgar duas importantes acções monárquicas programadas para a noite de 4 para 5 de Outubro:

Festa Azul e Branca

Um grupo de jovens monárquicos está a organizar um grande acontecimento que marcará politicamente o próximo dia 5 de Outubro: a Grande Festa Azul e Branca, a decorrer a bordo dum cacilheiro no Tejo. Este evento juvenil ao qual a Plataforma do Centenário da República com orgulho se associa, conta com o apoio da Causa Real e da Real Associação de Lisboa. Acontece a realização deste evento exige um dispêndio inicial duma volumosa quantia de dinheiro para a reserva do barco. Nesse sentido vimos apelar à generosidade de todos para que ajudem a levar esta grande acção a bom porto. Nesse sentido deixamo-vos aqui o NIB da conta da Real Associação de Lisboa, para a qual devem ser feitas as transferências de dinheiro, que devem ser feitas com referência à festa “Azul e Branca”.

Real Associação de Lisboa
a/c Banco Santander Totta
NIB 001800002217143500138

Grande Concentração Monárquica

Entretanto, assinalando o início do ano do centenário golpe de estado republicano, no próximo dia 5 de Outubro às 0.00hs a Causa Real e a Real Associação de Lisboa promovem uma concentração na Praça do Comércio, junto da placa que assinala o local do Regicídio ocasião em que o Presidente da Causa Real, Dr. Paulo Teixeira Pinto dirigir-se-á a todos os presentes. A esta manifestação juntar-se-ão os participantes da Festa Azul e Branca que para o efeito fazem uma atracagem junto ao Cais das Colunas.

Bandeiras

Estão já à venda na loja online do site da Real Associação de Lisboa bandeiras da monarquia 1,0m x 0,70m. Pode efectuar o seu pedido AQUI

É tempo de mobilização, é tempo de acção: solicitamos a divulgação destas iniciativas e respectiva recolha de fundos.

Com amizade,

João Távora

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O Projecto Democracia Real congratula-se com estas iniciativas e juntar-se-á a elas. bandei10

Sempre por Portugal!

VIVA O REI!

David Garcia,
Coordenador do PDR – Projecto Democracia Real

Filed under: A palavra do Administrador, Administração, Anúncios Reais, Causa Monárquica, Causa Real, Causa Real e Reais Associações, Centenário da Republica, Cidadania, Democracia, Efemérides, Juventude, Lisboa, PDR-Projecto Democracia Real, Portugal, Portugal Continental e Regiões Autónomas da Madeira e Açores, Reais Associações, República Portuguesa, Sociedade, monarquia portuguesa , , , , , , , , , , , ,

Reportagem sobre o XV Congresso da Causa Real

Mesa do Congresso

A Causa Real realizou no último dia 6 de Junho na Sociedade de Geografia de Lisboa o seu 15° Congresso.

Os novos Estatutos aprovados ontem (sábado)  determinam uma profunda alteração da estrutura da instituição que deixará de ser uma Federação de Reais Associações, para se tornar numa associação unitária de âmbito nacional. Nesse sentido as Reais Associações espalhadas pelo Pais e nas comunidades portuguesas no estrangeiro, passam a constituir os seus órgãos locais com representação na Direcção Nacional.

Pretende-se com esta alteração uma maior unidade estratégica, no respeito pela diversidade das acções políticas locais.

(7 de Junho de 2009)

XV Congresso da causa Real

Ordem de trabalhos:

A Causa Real, ontem reunida em Congresso estatutário, foi criada em 18 de Novembro de 1993 como Federação das Reais Associações existentes em todos os distritos do Continente Português, nas duas Regiões Autónomas e noutros locais do Mundo. Instituída sob a égide de Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança: ” Só com uma unidade respeitadora das diferenças e uma organização fortalecida por uma ampla representatividade, conseguirão os monárquicos tornar a sua voz influente na vida política portuguesa”. diria SAR D. Duarte no I Congresso

A Causa Real pretende reunir todos os simpatizantes da instituição Real das várias sensibilidades e quadrantes politico-partidários. Apostada na criação de um Portugal moderno, consciente da sua história e apostado no Futuro, a Causa Real está aberta ao contacto de todos os que sintam os valores da Portugalidade e a relevância do Futuro de Portugal no Mundo.Nesse sentido reuniu para discutir a forma organizativa mais adequada para antecipar o centenário da Republica a 2010 e melhor divulgar o ideal monárquico

O Congresso reunido pelas 10:30 contou com as participações e contribuições para os novos estatutos por ordem de intervenção:Portal Madeira;Jorge Leão (RAP), João Bettencourt (RAiT) ,Alexandre Lafayete: Alvaro de menezes (RAV), Rui Fortes da gama;Luís Barata (RAL); Lopes Castilho; Orlando Gois (RAR);António de Noronha e Lorena; Alvaro de Menezes; Eng. Tomaz Moreira; João Mattos e Silva; Paulo Teixeira Pinto

O Congresso iníciou os trabalhos com uma mensagem de SAR D. Duarte ao Congresso:

João Mattos e Silva, Presidente da Real Associação de Lisboa (RAL) lê a Mensagem de SAR D. Duarte Pio ao Congresso

Quote:
MENSAGEM AO CONGRESSO DA CAUSA REAL

Quando em finais dos anos oitenta fiz um apelo à organização dos monárquicos, reafirmado na mensagem de 1 de Junho de 1991, a Causa Monárquica, que fora a organização que congregara a maior parte dos que se reviam no ideário da Monarquia durante a II República e começara a desagregar-se no fim do regime, era uma pequena associação política criada após o 25 de Abril, sem meios e sem uma clara orientação e praticamente sem acção. Esse apelo, para a criação de Reais Associações de âmbito distrital, teve imperativos nacionais e gerou um movimento de constituição de associações por todo o País que, em 18 de Dezembro de 1993, constituíram a Causa Real – Federação das Reais Associações.

Na mensagem que dirigi ao I Congresso da Causa Real, frisei que ” Só com uma unidade respeitadora das diferenças e uma organização fortalecida por uma ampla representatividade, conseguirão os monárquicos tornar a sua voz influente na vida política portuguesa”.

Nos anos noventa era esse modelo o que se mostrava mais adequado para conseguir um movimento monárquico que, partindo das bases para o topo, juntasse numa só estrutura federativa e federadora, todos os que defendiam a Monarquia como a melhor solução para o futuro de Portugal, em torno do Chefe da Casa Real.

A Causa Real cumpriu bem a sua missão, não isenta de dificuldades, mas hoje as circunstâncias são diferentes e requerem soluções diferentes. A necessidade de uma maior unidade estratégica, que corresponda a uma também maior unidade de acção, sem descurar ou esbater as naturais diferenças de pensamento e propostas de execução, requer um novo modelo organizativo, dotado de outros órgãos que tornem mais eficazes a orientação política e a sua concretização nacional, numa maior unidade de esforços. Um novo modelo que respeite a diversidade, desde logo a regional, e o passado que as Reais Associações representam, realçando as suas virtualidades e colmatando a suas carências.

É, pois, por imperativo nacional, mais uma vez, que apelo aos participantes neste Congresso para que se unam em redor deste projecto de transformação da Causa Real, para que seja um instrumento eficaz do combate pela Monarquia, abatendo interesses particulares em favor de uma maior unidade e de um mais forte e eficiente desígnio colectivo.

Termino com as mesmas palavras que vos dirigi no I Congresso da Causa Real: ” Estou certo de que o mesmo respeito pelas potencialidades e pelas diferenças que cada um defendeis, como cimento do projecto unitário, presidirá às escolhas e aos debates que ireis realizar”. Deus vos ajude.

Lisboa, 6 de Junho de 2009

Dom Duarte, Duque de Bragança

Paulo Teixeira Pinto, Presidente da Causa Real dirige-se aos congressistas

vista parcial da sala

Orlando Gois, Presidente da Real do Ribatejo

Eng. Tomaz Moreira dirige-se ao Congresso

Após discussão foi aprovada a proposta de novos estatutos na generalidade e apresentadas à mesa as propostas de alteração decorridas da discussão.Posteriormente foram aprovadas com duas abstenções e nenhum voto contra as alterações propostas pelos vários congressistas, excepto o artigo referente à limitação dos mandatos a qual foi posta à votação, tendo ganho a proposta da Real de Aveiro com uma limitação para 4 mandatos.

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Hall de Entrada da Sociedade de geografia de Lisboa

Durante a tarde procedeu-se à discussão da estratégia a seguir com o novo formato entretanto aprovado.
Com o cerne focado na reacção às comemorações de 2010 foram discutidas várias linhas de acção tendo ficado assente a importância da cooperação entre as várias Reais.

Eng. Luís Coimbra

D. Nuno de Bragança Van Uden

Após o final dos trabalhos procedeu-se a um intervalo, antes da conferência de imprensa, onde decorreu a apresentação do livro aqui D’el Rei

Apresentação do Livro “Aqui d’El Rei”

Paulo Teixeira Pinto apresenta o livro

Vista da Sala

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Em seguida procedeu-se à votação dos corpos sociais da Causa Real, a qual, não havendo votos contra foi aprovada por aclamação.

Órgãos Sociais da Causa Real

Mesa do Congresso

Presidente: António de Souza-Cardoso
Vice-Presidente: Vasco Soares da Veiga
Secretários:
António Macedo Aníbal Pinto de Faria
Vogais:
João Afonso Machado
Ricardo Abranches

Conselho Superior

João Bettencourt
João Brito e Cunha
Teresa Sabugosa
Miguel de Sousa Otto
Tomás Moreira
Rui Fortes da Gama

Conselho de Jurisdição Nacional

Presidente: Augusto Ferreira do Amaral
Vogais:
Luis Barata
Alberto Baldaque

Conselho Fiscal

Presidente: Nuno Van Uden
Vogais
Fernando de Sfeuve e Menezes
Alexandre Lafayette

Conselho Monárquico

Adalberto Neiva de Oliveira
Alcino Cardoso
Aníbal Pinto de Castro
António Lobo Xavier
Carlos Macedo
David Garcia
Duarte Athayde
Estêvão Gago da Câmara
Gonçalo Portocarrero de Almada
Gonçaio Ribeiro Telles
Hélder Macedo Sampaio
João Alarcão
João Amaral
João Resende
João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa
Joaquim Figueiredo Lobo
José Bernardo Falcão e Cunha
José Pedro Paço d’Arcos
José Tomás de Mello Breyner
Luís Coimbra
Luís Pedro Mota Soares
Manuel Ivo Cruz
Miguel Esteves Cardoso
Miguel Pignateli Queiroz
Pedro Ayres de Magalhães
Rui Barbosa
Rui Carp
Rui Cruli Tabosa
Teresa Costa Macedo
Vasco Telles da Gama

Direcção Nacional

Presidente: Paulo Teixeira Pinto
Vice-Presidente: Pedro Cymbron
Secretário-Geral: Rui Gomes Araújo
Tesoureiro: Luís Lavradio

Vogais:
Domingos Patacho
Jorge Costa Rosa
José Carlos de Seabra Pereira
Lourenço Pereira Coutinho
Manuel Guerra Pinheiro
Manuel Lencastre
Pedro Caçorino Dias

Sessão de encerramento do XV Congresso da Causa Real

SAR D. Duarte chega à Sala do Congresso

SAR D. Duarte na mesa do Congresso

Paulo Teixeira Pinto faz o discurso final ao Congresso


SAR D. Duarte Pio, bem disposto é entrevistado pela RTP1

SAR D. Duarte Pio à saida em cumprimentos ao participantes e monárquicos presentes.

Fonte: Blogue Causa Monárquica

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20º Aniversário da Real Associação de Lisboa e Homenagem ao Santo Condestável

20 de Junho de 2009

Programa

08H30 – Partida de Lisboa em autocarro (Pç. de Espanha junto ao Pq. de estacionamento na esquina com a Av. de Berna)

10H30 – Chegada ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA)

11H00 – Visita guiada ao CIBA

13H30 – Almoço no Hotel Mestre Afonso Domingues, na Batalha

15H30 – Homenagem ao Santo Condestável

Preço por pessoa (incluindo transporte em autocarro, visita ao CIBA e almoço) – €40,00

Preço da visita e almoço – €30,00

Preço para a Juventude Monárquica – €30,00

Inscrições na Sede, de 2ª a 5ª feira, das 15H às 18H, até dia 1 de Junho

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13.º Aniversário de Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira

afonsos_m_braganc3a7aAo 25 de Março de 1996, uma grande alegria era dada aos Portugueses (não só aos Monárquicos); nascia no Hospital da Cruz Vermelha em Lisboa, Dom Afonso de Santa Maria Miguel Rafael Gabriel de Herédia e de Bragança, Duque de Barcelos, Príncipe da Beira e Herdeiro da Casa Real Portuguesa.

Este ano, o nosso Príncipe da Beira completa 13 anos de vida e em meu nome próprio e em nome da Administração do Projecto Democracia Real, quero dar os Parabéns em primeiro lugar a Suas Altezas Reais o Senhor Dom Duarte e Dona Isabel, Duques de Bragança, pela educação que têm dado a Dom Afonso, preparando-o da melhor forma possível para assumir um dia a Chefia da Casa Real Portuguesa ou quem sabe até a Chefia do Estado na qualidade de Rei.

Desejamos ao nosso Príncipe da Beira, Sua Alteza Real, Dom Afonso de Bragança um Feliz Aniversário e que Deus o protega e ilumine sempre no bom caminho da humildade e do serviço ao País.

Viva Dom Afonso!

Viva o nosso Príncipe da Beira!

Foto retirada do Blogue: Família Real Portuguesa

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Católicos mobilizam-se para ir a Roma à Canonização de D. Nuno

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Canonização de Dom Nuno Álvares Pereira

Finalmente, o tão popularmente conhecido por “Santo Condestável”, vai ser reconhecido pela Igreja Católica como Santo, no próximo dia 26 de Abril, em Roma. Sem dúvida que é um momento histórico para todo os Portugueses, nomeadamente aqueles que professam a Religião Católica, mas mesmo os que não a professam, entendem a grande importância, que vai ter, para Portugal, para a História de Portugal, esta Canonização.

Tem surgido na imprensa e, efectivamente fiz questão de  pesquisar algumas informações úteis para quem quer ir a Roma assistir a este momento Histórico. Aqui deixo:

digitalizar00711

 

Meus amigos,
Agradeço impressão e divulgação dos pacotes turísticos que S.A.R., O Duque de Bragança encarregou a Quinto Império Viagens de organizar por ocasião da canonização do Beato Nuno de Santa Maria em Roma no dia 26 de Abril 2009, e que nós juntamos
(aqui)
Fizemos 3 pacotes.
1 noite em Roma
, de Sábado para Domingo, em hotel de 3***, quarto duplo, com transporte aéreo, transfer in/out, transfer para a Pç. S. Pedro, e visita guiada a Roma, no dia da chegada, €390 pp ( voo charter )
3 noites em Roma, de Quinta para Domingo, em hotel de 3***, quarto duplo, com transporte aéreo, transfer in/out, transfer para a Pç S Pedro, e visita guiada a Roma, na sexta-feira de manhã, €770 pp ( voo regular em companhia da UE – Tap, Air France, Iberia, etc )
4 noites em Roma, de Quinta para Segunda, em hotel de 3***, quarto duplo, com transporte aéreo, transfer in/out, transfer para a Pç S Pedro, e visita guiada a Roma, na sexta-feira de manhã, €770 pp (voo regular em companhia da UE – Tap, Air France, Iberia, etc.)
Há a possibilidade de ficar num hotel de 4 ****, mediante o pagamento de um suplemento de €60 p-noite-pessoa-em duplo. As inscrições serão aceites por ordem de chegada dos depósitos, pelo que sugerimos a maior rapidez possível, já que os lugares são limitados. Os nomes e moradas dos hoteis serão dados a conhecer oportunamernte.
Agradecemos que todos os contactos sejam feitos para:

Anabela Mattet
Telefone 218 820 105 – Telemóvel 912 504 167
Proximamente, no Blogue Portugal1143, farei um pequeno esboço biográfico do nosso Santo Condestável.

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101 anos após o Regicídio

Sua Majestade o Rei Dom Carlos I de Portugal
Sua Majestade o Rei Dom Carlos I de Portugal

Caros,

No próximo dia 1 de Fevereiro, completa-se um século após a tragédia do Regicídio que vitimou Sua Majestade Fidelissima El-Rei Dom Carlos I e Sua Alteza Real o Príncipe Real, Dom Luís Filipe de Bragança.

Este ano devido a obras na Basílica de São Vicente de Fora as tradicionais cerimónias de 1 de Fevereiro sofrem algumas alterações. Assim o programa deste ano será o seguinte :

10.00h às 17.00h – o Panteão dos Reis de Portugal (S. Vicente de Fora)estará aberto para quem lhes queira prestar homenagem.

19.00h – Missa na Sé de Lisboa, seguida de sessão de cumprimentos a Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, Herdeiros do Trono de Portugal.

Agradece-se desde já a comparencia de todos os que possam estar presentes.

SAR Dom Luis Filipe, Principe Real de Portugal

SAR Dom Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal

Nota: Informamos que entre os dias 31 de Janeiro e 8 de Fevereiro,  a Administração do Projecto Democracia Real fará luto, em memória dos que morreram pela Pátria.

PS: resta saber se haverá uma Concentração no Terreiro do Paço como era hábito até ao ano passado.

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CPLP: Casa Real quer articular cooperação com “oito” países lusófonos

 

31949300_4ecd89Lisboa, 14 Jan (Lusa) – A Fundação D. Manuel II, da Casa Real Portuguesa, formalizou hoje em Lisboa a candidatura a observador consultivo da CPLP para articular a cooperação com o secretariado da comunidade lusófona e oferecer a sua experiência.

A entrega da candidatura juntou o chefe da Casa Real, D. Duarte Pio de Bragança, e o secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Domingos Simões Pereira.

“Uma coisa é [a Fundação D. Manuel II] ser uma instituição portuguesa, outra coisa é dizer que estamos a trabalhar em cooperação com a direcção da CPLP, com outras instituições. Cria-se uma sinergia mais positiva”, afirmou D. Duarte de Bragança à saída do encontro, em que participou também o director-geral da organização, Hélder Vaz.

Além de aumentar a “representatividade junto dos outros países lusófonos”, D. Duarte de Bragança salientou ainda como objectivos práticos da articulação “não duplicar esforços” em relação a outras instituições que “estão a fazer o mesmo”.

A Fundação tem vindo a dar prioridade à promoção da língua portuguesa em países como a Guiné-Bissau ou Timor-Leste e está a preparar o alargamento destas acções à Guiné Equatorial, Senegal e Ilhas Maurícias.

“A nossa ideia é colocarmo-nos à disposição dos governos desses países para apoiá-los no ensino do português, na formação de professores”, áreas onde “por vezes, encontram dificuldades”, explicou.

Para o chefe da Casa Real, a Fundação pode ser útil sobretudo em fazer “pontes” para individualidades ou instituições com que mantém contacto.

“Há uma facilidade que tenho, como conheço pessoalmente muitos governantes e gente que tem trabalhado neste sector em muitos países, talvez seja mais fácil para mim fazer isso do que a outras pessoas”, afirmou.

A prioridade, defendeu, deve ser resolver os problemas de “falta de livros de escolaridade básica” e “falta de professores preparados”.

“Claro que os governos estão mais interessados na parte universitária porque tem mais prestígio, é um assunto que interessa mais directamente, mas a mim parece-me mais importante o ensino básico, primário. Se não, pode acontecer daqui a uns anos termos uma elite a falar muito bem português e muito interessada na cultura lusófona, e um povo que fala outra coisa qualquer”, referiu.

Este segundo cenário, sublinhou, pode vir a viver-se em Timor-Leste, entre outros dos “oito”.

A Fundação tem uma tipografia no mais jovem país lusófono (Baucau), das poucas unidades industriais existentes, mas que se encontra “subaproveitada porque a cooperação portuguesa não tem aproveitado”, disse.

“Até poderíamos fornecer material escolar para outros países. Esta gráfica já está a exportar para a Austrália”, sublinhou.

Na reunião, foi abordada a possibilidade de a Fundação vir a colaborar em Timor-Leste no processo de publicação de uma banda desenhada sobre Direitos Humanos.

Constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, a CPLP conta actualmente com mais de quatro dezenas de observadores consultivos, incluindo 14 fundações.

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Lusa/Fim

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