PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL

A VOZ DOS GENERAIS

Desde hé meses que não param de surgir na Imprensa escrita expressões diversas de descontentamento e desespero.

Não menos importante – porque preocupante – as hierarquias militares têm-se feito igualmente eco do desagrado geral em relação ao deplorável estado geral de Portugal.

Neste artigo, sumarizamos os comentários mais emergentes na Imprensa:

General Garcia Leandro:

(…) Se sinto a revolta crescente daqueles que comigo contactam, eu próprio começo a sentir que a minha capacidade de resistência psicológica a tanta desvergonha, mantendo sempre uma posição institucional e de confiança no sistema que a III República instaurou, vai enfraquecendo todos os dias. Já fui convidado para encabeçar um movimento de indignação contra este estado de coisas e tenho resistido. Mas a explosão social está a chegar. Vão ocorrer movimentos de cidadãos que já não podem aguentar mais o que se passa. É óbvio que não será pela acção militar que tal acontecerá, não só porque não resolveria o problema mas também porque o enquadramento da UE não o aceitaria; não haverá mais cardeais e generais para resolver este tipo de questões. Isso é um passado enterrado. Tem de ser o próprio sistema político e social a tomar as medidas correctivas para diminuir os crescentes focos de indignação e revolta. Os sintomas são iguais aos que aconteceram no final da Monarquia e da I República, sendo bom que os responsáveis não olhem para o lado, já que, quando as grandes explosões sociais acontecem, ninguém sabe como acabam. E as más experiências de Portugal devem ser uma vacina para evitar erros semelhantes na actualidade (…). Nota: artigo publicado no jornal “Expresso” de 11-2-2008

General Loureiro dos Santos:

(…) “O Estado português não age no quadro de um conceito estratégico nacional que tenha formulado. Verdadeiramente, não se sabe bem qual o motor da sua acção, o cimento que articula as várias políticas sectoriais (…). Se as políticas de defesa fossem eficientes, elas assegurariam a possibilidade das Forças Armadas disporem permanentemente dos recursos humanos necessários, através de um sistema de serviço militar misto – com quadros permanentes vinculados ao serviço das armas como opção perene, militares com vínculo profissional de curta duração e militares provenientes da conscrição. Com a capacidade de manter o nível adequado de efectivos em todas as circunstâncias, sem custos exorbitantes, e de transmitir a uma parte significativa dos portugueses e portuguesas um contacto útil com a prática rigorosa dos valores nacionais. Como o patriotismo e o sentimento de pertença a um país com identidade própria, o culto dos mais elevados valores humanos e do sentido do cumprimento da missão, assim como a importância das virtudes militares – a lealdade, a honra, a coragem moral e física, o culto da disciplina e o espírito de sacrifício.” (…) “os militares sentem-(se) maltratados pelo poder político, que teima em não cumprir algumas leis por ele próprio elaboradas que beneficiam os cidadãos militares. Ao mesmo tempo que toma decisões que os prejudicam, material e moralmente, no campo dos seus direitos sociais, esquecendo a importância da concretização do conceito “apoio à família militar”, na sua devida extensão. (…) “Convém alertar que, sem políticas de defesa eficientes, o Estado não estará em condições de cumprir o essencial das funções que justificam a sua existência. Não é apenas a Segurança Nacional que se pode encontrar em perigo; será também prejudicada a possibilidade de atingir os níveis de bem-estar a que todos os portugueses se sentem com direito.” Nota: artigo publicado na “Revista Militar”

General Martins Barrento:

“Na actualidade, a importância, pujança e apetência dos agentes económicos pelo poder, e a descoberta do poder que possuem aqueles que dirigem e veiculam a comunicação social levam estes poderes a emergir ao lado do poder político, em concorrência com ele ou a influenciá lo em âmbitos como os da segurança e do bem estar, que até aqui só ao Estado pertenciam. Desta situação resulta que a constituição, acção ou inacção da Instituição Militar possa hoje não ser determinada apenas pelos superiores interesses do Estado, os quais compete ao poder político assegurar, mas também por outros interesses.” (…) A comunicação social, importante pilar da cidadania pela informação que transmite, não se limita infelizmente a esta nobre tarefa, porque, estando sujeita a critérios económicos e ideológicos, não se coíbe de, na defesa dos seus interesses, procurar o sensacionalismo, a polémica pela polémica, a venda fácil, mesmo que isso seja feito em prejuízo da verdade. Isto é, além de informar, também deforma e desinforma, tendo como efeito o de, quem a vê, lê ou ouve, apesar de saber frequentemente daquela situação, poder ainda pensar que aquilo que ela transmite é a verdade. A segurança, a defesa e as FA, sendo temas sobre os quais os cidadãos deveriam estar verdadeiramente informados, ao serem tratados por aqueles critérios, são de difícil leitura ou predispõem para a aceitação de ideias como as do elevado custo da organização militar, da sua resistência à mudança, da sua desnecessidade, etc., que obviamente não promovem o espírito de defesa que deveria existir, deformam a imagem da Instituição e afectam o moral daqueles que nela servem (…) A profissionalização da política, a apetência pelo poder, o desejo de cargos políticos, a importância dos votos que mais facilmente são obtidos através de promessas de um maior bem estar futuro e o calendário político que absorve as atenções e dirige a acção da política partidária secundarizam assuntos realmente de Estado, mas que não dão votos, como a segurança, a defesa, as FA (…) O espírito de defesa é uma forma de sentir dos cidadãos que os leva a constatar que há valores que devem ser defendidos, mesmo que para tal haja que fazer sacrifícios. Se este espírito de defesa for generalizado, as FA, que existem para, pelo combate, defenderem o nosso território, a nossa população e os nossos interesses, serão apoiadas física e moralmente; se tal não acontecer, começarão a sentir se como um corpo estranho na nação (…) Se for atingido o ponto de se aceitar que a defesa é desnecessária, teremos que concluir que um povo que pensa deste modo não merece ser defendido, ainda que isso signifique o ocaso de Portugal como Estado soberano. E este perigo pode vir a existir, se não houver por parte da Política medidas de carácter pedagógico sobre a cidadania e os valores a preservar.” Nota: artigo publicado na “Revista Militar”

General Espírito Santo:

A Lei do Serviço Militar representa o compromisso da Nação e dos seus cidadãos para a defesa da Pátria, estabelecendo a Constituição da República que “A defesa da Pátria é direito e dever fundamental de todos os portugueses” (Art 276º). A actual Lei do Serviço Militar (Lei n.º 174/99, de 21 de Set.), estabelece que “em tempo de paz, o serviço militar baseia se no voluntariado” e que esta disposição “não prejudica as obrigações dos cidadãos portugueses inerentes ao recrutamento militar e ao serviço efectivo decorrente da convocação ou de mobilização”. Acontece que este compromisso contratual não está a ser cumprido. Porque o voluntariado ainda não atingiu os níveis de efectivos necessários ao Sistema de Forças aprovado e porque quer o recenseamento, recentemente abolido, quer as normas reguladoras para a mobilização e convocação nunca foram definidas. Mais um compromisso quebrado (…) A Lei da Programação Militar constitui, em Portugal, um embuste. Primeiro porque o modelo de onde se foi copiar era uma Nação com uma sólida indústria de defesa, o que não é o caso português. A lei constituía um contrato, em tempo dilatado, para Estado, Forças Armadas e indústria de defesa assumirem compromissos entre necessidades operacionais e capacidade de produzir, garantindo postos de trabalho. Era essa a filosofia das leis de programação militar. Em Portugal, reconhecendo as necessidades de investimento numas Forças Armadas desajustadas ao ambiente estratégico e missões a desempenhar, mascarou se esse investimento – que podia ser inscrito anualmente no Orçamento – com promessas dilatadas no tempo, ultrapassando mesmo tempos de vida útil de armamentos e equipamentos, e que ou não são cumpridas ou são congeladas. E não vale a pena denunciar o não cumprimento do contrato, já que é o Estado o primeiro a colocar se ao lado das vozes que reclamam manteiga em vez de canhões, esquecendo as suas funções e razão de ser (…). Nota: artigo publicado na “Revista Militar”

General Rocha Vieira:

“Vivemos tempos de crise. São tempos de máscaras e aparências, em que se esquece o valor do serviço e o respeito pela realidade. São tempos que ignoram o passado da independência e anunciam um futuro sem liberdade” (…) É preciso reagir e saber escolher para ultrapassar o momento actual.” É tempo “para voltarmos aos valores essenciais, para defendermos a memória dos que construíram Portugal independente, para honrarmos a responsabilidade de deixar aos sucessores mais do que aquilo que herdámos dos que nos antecederam”. É preciso que os políticos assegurem a responsabilidade de “fazerem corresponder as missões que atribuem aos militares com os meios que põem à disposição dos que colocam em risco as vidas para as cumprir”.

Porém, há que equacionar diversas questões e é absolutamente imperativo que sejam ditas, preto no branco! O papel principal das Forças Armadas é o de defender o País. A intervenção pública das hierarquias militares levanta sinais preocupantes de claro descontentamento, que poderiam sugerir eminente revolta.

Estamos porém em Estado de Direito e em Democracia, por muito delapidadas que ambas as realidades se encontrem, à sombra desta espécie de “delambida” a que chamamos a República!

Estamos em crise?!… Sim estamos numa grave crise, a mais grave crise desde 1974. Mas os compromissos e a imagem internacional pública de Portugal ficariam em causa, se a instabilidade chegasse a um ponto de ruptura.

A prioridade não é a revolta! A prioridade é a reforma! E a reforma definitivamente não cabe à Estrutura Militar, mas sim e em absoluto à Sociedade Civil.

Nota: Autor, Eng.  Luís Guerreiro

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OLHE MIMOSA… ESTÁ DESPEDIDA!…

stress10Não há nada mais difícil que despedir alguém. Horripilante! A pior sensação de culpa. E que dizer do “antes”?… Que angústia! Que chatice! Que dor de coração, saber que se tem que despedir alguém. E o “depois”?… Pior ainda! Semanas infinitas de remorsos, pensamentos, depressão e frascos de Xanax! Despedir alguém é indubitavelmente uma das piores ocasiões de stress para qualquer alma minimamente bem-formada.

Então, por que diabo não sinto o menor stress na minha inexorável vontade de dizer à Dona República Portuguesa “Olhe mimosa… Está despedida!” ?…

Assim de repente, até parece que há contradição. Eu explico! O stress de ter a República é pior que o stress de a despedir! É isso! Simples não acham?

Tal e qual como ter uma desastrada ambulante por assistente doméstica, ter a República como meio de governo, vai inevitavelmente levar os portugueses a uma crise de nervos colectiva.

Pensem lá bem a ver se não tenho razão. Em casa, quantos de nós aguentariam por muito tempo alguém que parte tudo, põe demasiado sal na comida, deixa restos por tudo quanto é sítio, limpa mal o pó, não consegue manter a lavagem de roupa nem os engomados em dia, maltrata os donos da casa, é malcriada e… Para malfadado cúmulo, é cara p’ra burro!!!…?!

O mesmo tal e qual com esta maldita república. Para começar, desde 1908 que não faz outra coisa senão partir a loiça… É desarrumadíssima e deixa tudo fora do sítio, não saneia nada de jeito, não sabe governar a Casa dos Portugueses, é uma porca, de uma falta de higiene que não há paciência, não cuida de ninguém, quando o pessoal está doente, está-se borrifando, não educa as crianças como deve ser…

Depois, convém que se diga, não se lhe pode dizer nada, porque perde logo a cabeça e desata à porrada. É tiros, revoluções, ditaduras domésticas… Ou andamos calados na nossa própria casa, ou estamos feitos ao bife.

Como se não bastasse, é de uma arrogancia que brada aos céus. Ordens? Não ouve! Conselhos? Nem pensar! E ao menos um pedido razoável? Não! Esqueçam. Falar com a Dona República é o mesmo que falar para as paredes. Passeia pela casa de queixada empinada e pronto! Nem vale a pena dizer-lhe nada.

Finalmente, é caríssima de manter. Desde que entrou na Casa dos Portugueses, que não se consegue evoluir. Nem manter as contas em dia. Para já, come que nem uma bruta! Está GORDA que nem um elefante! Fica ridícula, de barrretinho frígio naquela cabeçorra orelhuda. E um rabo que chega daqui à Indochina. Depois, eu cá desconfio que está cheia de parasitas intestinais. Quanto mais come, mais quer comer. Come. Come. Come. Arrota que nem uma besta quadrada e come mais. Não há frigorífico que satisfaça um apetite destes. E o pior é que não come enlatados. Vai logo à lagosta, ao caviar, a tudo do melhor. Uma DESPESA que, desculpem a franqueza, não há cú que aguente isto! É dos malditos parasitas! Não admira o pivete que deita e quando abre a boca, é um hálito a podridão de desencorajar o mais valentão.

Eu já não aguento este stress! Já não dá! Nem mesmo com Xanax, não me consigo livrar das insónias, nem dos tremores, nem da fome, nem das privações que passo, para manter este mostrengo. Tem que ser despedida, está visto! Não vai ser fácil, mas tem que ser.

Se não for despedida, vai continuar a causar estragos, a fazer um monte de nervos a toda a gente e a custar os olhos da cara.

Está na altura de lhe dizer: OLHE MIMOSA! ESTÁ DESPEDIDA!

Que vá na paz de Deus! Chata!

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Grande satisfação!

logo_11Hoje, dia 4 de Abril de 2009, foi um dia que marca de uma forma extraordinária o presente e o futuro do PDR-Projecto Democracia Real. Por uma razão muito simples: a partir de hoje, temos uma ligação para o nosso site a partir do Site da Casa Real Portuguesa.

Além do PDR, também outros espaços de grande qualidade, administrados por voluntários da Causa, ou por organizações oficiais e reconhecidas por Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte também têm uma ligação web a partir do Site da Casa Real Portuguesa.

A partir de hoje, estamos todos, ou grande parte de nós, ligados à Casa Real Portuguesa via Internet e este facto enche-nos de grande satisfação.

No que toca ao Projecto Democracia Real, era algo que queriamos que acontecesse e finalmente conseguimos!

Isto demonstra também que o trabalho feito por nós é reconhecido e que temos mérito por isso. Nada acontece por acaso. O Projecto Democracia Real está a consolidar a nova Administração, cujos membros têm um papel muito específico. Serem os Responsáveis Regionais do PDR. Em breve cobriremos todo o território nacional, incluíndo as Regiões Autónomas e isso irá consolidar uma rede nacional do Projecto Democracia Real, que estou convencido dará muito que falar no futuro. Não vamos parar até conseguir o nosso intento final: um Referendo Nacional sobre a questão da Chefia do Estado e lutar pela Restauração da Monarquia Portuguesa.

O facto de haver uma ligação web a partir do Site da Casa Real Portuguesa para o nosso Site Oficial, é um sinal dado para continuarmos a prestar este serviço a Portugal e fazemo-lo, sem gaguejar, sem tremelicar, de pé firme com as nossas humildes armas e iremos continuar até voltarmos a ver a Bandeira Azul e Branca como Bandeira Nacional.

Haja as dificuldades que houverem. Haja as provações que houverem, o Projecto Democracia Real só parará depois de conseguir o seu intento ultimo. Manteremos sempre o bom nível, não insultaremos nem seremos provocadores; não precisamos disso. Os argumentos em pleno respeito democrático são o suficiente para os Portugueses entenderem que há uma clara diferença entre uma Monarquia de Cidadãos e uma Republica imposta à força há quase 100 anos e com 3 tipos de regime diferentes, um deles, ditatorial!

Portugal precisa de Portugueses que acreditem em Portugal. Convoco todos os Monárquicos que se quiserem juntar a nós, pois nós iremos todos juntos, ajudar a dinamizar a Causa Real e as Reais Associações.

Portugal é a nossa Pátria. Se não a amarmos, se não a protegermos, mais ninguém a protegerá. Cabe aos Portugueses essa missão histórica, porque os nossos antepassados também o fizeram! Em cada crise, de cada época, temos todos uma missão a cumprir e hoje, mais do que nunca Portugal precisa dos Portugueses.

Celebremos os 900 anos do nascimento de Dom Afonso Henriques e a 5 de Outubro aquando da I Convenção do PDR, em Lisboa, mostremos que ainda há Portugueses que amam a sua Pátria e que a querem de volta!

Este mês temos um evento muito importante também: a Canonização do Santo Condestável à qual o Projecto Democracia Real não ficará indiferente!

Oremos ao Santo Nuno de Santa Maria, o nosso Santo Condestável, Protector das Nossas Armas e da Nossa Terra e do nosso Povo, e à Virgem Maria para que intercedam por nós, junto de Deus Nosso Senhor,  que nos ilumine e nos dê forças para continuar a acreditar e a ter esperança que vamos todos ultrapassar esta crise e sairemos tal como em Aljubarrota, vencedores!

Viva o Rei!

Viva Portugal!

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Recordar a Petição “Terrorismo não deve ter honras de Estado”

logo_111Há praticamente 2 anos, o então Fórum Democracia Real lançou uma Petição na Internet, endereçada ao Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama, com o objectivo de impedir a transladação de Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional, alegando, com firmeza e conhecimento de causa de que, o escritor, em tempos, esteve envolvido em conspirações contra o Estado de Direito, que era a Monarquia Constitucional e que terá sido um dos indíviduos que estiveram presentes no Terreiro do Paço ou lá perto, aquando do Regicídio.

Daí o nome célebre, da Petição “Terrorismo Não Deve Ter Honras de Estado” e mantemos sem dúvida esta posição. Não só por sermos Monárquicos. Mas também e sobretudo, porque não aceitamos conspiradores contra o Estado de Direito no Panteão Nacional, quando Portugal já teve no século XX grandes escritores, muitos deles foram completamente esquecidos depois da sua morte, mas que fazem parte da Cultura Portuguesa, da qual nos devemos todos orgulhar.

Podemos afirmar, que Aquilino Ribeiro poderá ter sido um bom escritor, mas a participação dele nas várias conspirações contra o Estado de Direito, que, repito, era a Monarquia Constitucional, acaba de uma forma ou de outra, por manchar o seu nome.

Esta Petição foi abordada há praticamente 1 ano, no Programa Prós e Contras da RTP1, cujo o tema era “Presidente ou Rei” e, sem dúvida, ficamos satisfeitos  por constatar, que esta mesma acção, causou frenesim e talvez até algum nervosismo do lado republicano, o que é de todo compreensivel, porque, claro está, para o lado republicano, Aquilino Ribeiro e, certamente os regicídas, são os “mártires da liberdade” ou “os mártires da republica” e consideram que Republica e Liberdade são sinónimas, quando muitas vezes, e a nossa História recente o demonstra, e bem, podem também ser muito antagónicas.

Curiosamente, a Petição continua online, como poderão ver aqui

Infelizmente, não conseguimos o nosso intento. Aquilino Ribeiro foi mesmo para o Panteão Nacional. Mas, para o lado Monárquico, até foi benéfico, ganhámos mais um argumento contra a Republica. É que além de não podermos escolher entre Rei e Presidente, em Referendo, porque a Constituição no Art. 288.º b),  não o permite, a verdade é que, para a Republica, qualquer individuo com cadastro é bem-vindo no Panteão Nacional, desde que tenha lutado por um certo ideal de liberdade de pátria, participando activamente em conspirações e conjuras que hipotecaram o século XX Português e ainda hoje estamos a viver as consequências.

Orgulho-me e não me arrependo, de ter sido o primeiro, na qualidade de principal administrador do, então FDR-Fórum Democracia Real, a assinar esta Petição.

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O Futuro do PDR-Projecto Democracia Real

dsc08587Ao 10 de Dezembro de 2008, tive a honra de ser recebido por Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real Portuguesa, na Fundação Dom Manuel II com o objectivo de tratar de uns assuntos relacionados com o Projecto Democracia Real; nomeadamente com o futuro do PDR.

 

Depois de ter apresentado as minhas ideias aos meus caríssimos Administradores Adjuntos e ter sido aprovada a proposta por unanimidade da Administração, foi entregue a Sua Alteza Real um Relatório em que sobretudo tratava dos 4 anos de actividade do Projecto Democracia Real que passou por várias fases: Fórum Monarquia-Portugal (2004-2006); I Versão do Fórum Democracia Real (2006-2007); II Versão do Fórum Democracia Real (2007-2008) e finalmente o estabelecimento da Rede PDR-Projecto Democracia Real que começou a ser tratada em Junho de 2008 e que culminou com o encerramento do FDR-Fórum Democracia Real e a abertura, em primeiro lugar do Blogue “O JORNAL”, em segundo lugar o Blogue “Portugal1143”, em terceiro lugar o Blogue “PDR-Projecto Democracia Real” (presentemente o nosso Blogue Central) e finalmente do Fórum “Monarquia Portugal” (um pequeno fórum onde se discutem aspectos históricos da Monarquia Portuguesa; contudo não deixa de ser apenas um fórum de lazer sem a importância política dos outros fórum que foram administrados no passado).

 

Ficou claro que a Rede PDR passou a ter um Logótipo em cada espaço administrado por nós, Administração do PDR; logótipo esse que, infelizmente, ainda vai ter que ser alterado por razões estéticas, mas que não deverá sofrer grandes alterações.

 

É objectivo da Administração do Projecto Democracia Real lançar, se possível, até Março de 2009, um Site com vista à criação de um Think Tank Monárquico, centrado na Juventude e que será projectado ao máximo em vários espaços net. Esse “Think Tank”, não será, nunca, concorrência a outros “Think Tanks”, muito menos relativamente a espaços Monárquicos. Mas o PDR, como já referi, está única e exclusivamente, centrado na Juventude que se revê numa Monarquia Democrática e será com essa Juventude que trabalharemos e formaremos grupos de trabalho no futuro. O site do PDR albergará os 3 Blogues mais o Fórum, no fundo os espaços da sua Rede.

 

Finalmente, iremos requerer a Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real Portuguesa, a permissão de termos um link a partir do Site da Casa Real Portuguesa para o nosso futuro site.

 

O Projecto Democracia Real afirma-se assim, como um Projecto Independente, mas não fecharemos as portas a quem quiser cooperar connosco. Temos as “portas abertas” aos associados das Reais Associações, Instituto da Democracia Portuguesa, Aliança Internacional Monárquica Portuguesa e Arautos d´El-Rei. No fundo, estamos dispostos a trabalhar com todos os que se revêem na Monarquia Democrática, na Democracia Real que nós defenderemos sempre.

 

Pelo que a partir de Janeiro, ano novo, vida nova, no Projecto Democracia Real. É possível que façamos convites para mais Colaboradores nos vários espaços da nossa Rede, excepção do Blogue “Portugal1143”, visto ser o meu blogue pessoal.

 

Finalmente, quero agradecer ao meu amigo Ricardo Martins, por ter disponibilizado o seu tempo, para estar presente na reunião e tirar uma fotografia a mim e ao Senhor Dom Duarte de Bragança. Mais uma vez, fica provado de que a minha Lealdade, assim como a Lealdade da Administração do PDR nunca esteve nem estará em causa.

 

Temos os olhos postos no futuro. E estamos convencidos de que o Projecto Democracia Real tem ainda muito para dar. Vamos aproveitar o melhor destes últimos 4 anos e reerguer todo este Projecto, todo este trabalho, todo este empenho em prol da Monarquia para Portugal.

 

Viva o Rei!

Viva Portugal!

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Mensagem do 1.º Dezembro, de SAR, Dom Duarte de Bragança

dddiscursanoclaustroPortugueses!

No 1º de Dezembro de 1640, os nossos antepassados devolveram Portugal aos Portugueses. Souberam responder à crise do seu tempo, lutando pela nossa independência. Hoje, olhamos para o nosso país, e vemos que se acentua a dependência externa e a obediência a directivas quantas vezes alheias à nossa própria vontade.

 

 

Anunciam-se dias difíceis. Parece evidente que 2009 será pior que os já duros anos recentes, particularmente para os mais desfavorecidos. É nos momentos de provação que se testa a alma de um povo. Para enfrentar a crise e manter a coesão social devemos invocar os valores espirituais da nossa cultura e vivermos em coerência com a nossa identidade e tradição. O reforço dos laços familiares, o sentido de comunidade e de povo são atitudes urgentes e decisivas em alturas como esta.

Enfrentámos muitos problemas terríveis ao longo da nossa História, que o nosso ânimo conseguiu ultrapassar. E daqui apelo aos instintos de iniciativa e solidariedade, de generosidade e de engenho.

 

É preciso ampliar a visão, ensaiar ousadia, e confiar a nós mesmos a garantia de desenvolvimento sustentado.

Vivemos uma ocasião propícia para rever as nossas prioridades. Devemos aprender a viver melhor consumindo menos, poupando os recursos limitados do nosso planeta. Para isso é importante apoiar a acção pedagógica de cientistas e organizações ambientalistas. Somos o país europeu com a menor percentagem de filiados nestes movimentos, que mereciam mais representação parlamentar.

 

A hora é de investir no povo português. As grandes opções para o nosso desenvolvimento têm agora uma oportunidade única para alterarem o rumo. Em vez de se deixar bloquear por falta de critérios técnicos ou por pressões de interesses, o Estado, o sector privado e as associações devem dar as mãos para ultrapassarmos as dificuldades. Queremos medidas mais justas e mais equitativas, e não apenas declarações que chegam tantas vezes tarde demais…

 

Como disse, a hora é de investir no povo português. É o que têm feito as famílias portuguesas que, com muito sacrifício, apostam na educação dos seus filhos. A qualificação dos jovens é indispensável e os movimentos de professores e de pais clamam por melhor Escola, em programas de ensino adequados, e pela dignificação e respeito pela missão dos professores.

A hora é de investir na terra portuguesa. É o que têm feito os agricultores que se recusam a abandonar a terra, contrariando as directivas desencontradas e a concorrência desleal por parte de outros países onde são muito mais apoiados. Portugal não precisa apenas de uma política de comércio livre; precisa sobretudo de uma política de comércio inteligente e justo.

Os nossos agricultores sabem produzir. Falta que saibam melhor associar-se e cooperar para distribuir os seus produtos directamente aos consumidores. Nos últimos dez anos perdemos 180 mil hectares de boas terras agrícolas comprometendo gravemente a nossa capacidade de produção de alimentos, acentuando a nossa vulnerabilidade. Ainda recentemente experimentamos os perigos que daí podem advir.

A hora é de investir no território português apoiando empresas inovadoras que recorram a energias alternativas.

Simultaneamente devemos combater os desperdícios energéticos e dar prioridade a transportes ferroviários e marítimos, como alternativas competitivas. A capacidade de auto-sustentação no plano energético é cada vez mais necessária. Por exemplo, modernizando as barragens hidroeléctricas já existentes, aumentaríamos a produção de energia em 20%.

 

O Estado deve promover e praticar uma política de gestão rigorosa dos seus recursos de modo a promover a nossa competitividade; deve ter um orçamento equilibrado para poder baixar os impostos de modo selectivo.

 O Estado deve desistir das obras faraónicas, aumentar a produtividade da função pública, encorajar os investimentos privados que produzam riqueza, preferindo sempre bens e serviços produzidos em Portugal. Por exemplo, o facto dos fundos da Segurança Social não serem investidos exclusivamente em empresas portuguesas, contribui para a descapitalização nacional e para o desemprego.

 

Apelo aos partidos políticos para que não se deixem tornar em meros mecanismos de conquista do poder; que se lembrem que têm um papel decisivo nos debates sobre as doutrinas e as práticas políticas. Mas para isso, devem ser uma escola da cidadania, dialogando com as organizações não governamentais.

 

Este sentimento geral de que a democracia deve ser melhorada entre nós, levou-me a apoiar o recém-criado Instituto da Democracia Portuguesa, que tem já desenvolvido múltiplas e úteis actividades em várias regiões do país, em colaboração com diversas organizações e com as autarquias locais.

 

Em 1975 recuperámos as liberdades de expressão e de participação política que já existiam antes da revolução de 1910. Mas cada vez mais ouço especialistas e pessoas de bom senso a dizer: Portugal atrasou-se no séc. XX porque prescindiu do poder moderador do seu Rei, ao contrário de Espanha, Inglaterra e Bélgica, e outros países europeus, que prosseguiram na vanguarda do desenvolvimento.

 

Tenho percorrido o país de lés a lés. Sou sempre cordialmente acolhido pelos autarcas e pelas populações às quais agradeço o carinho que me dispensam. Nessas ocasiões, apercebo-me da grandeza do nosso património cultural, erudito e popular. Basta apreciar as nossas tradições culturais para me dar conta de como se formou a gente portuguesa, nas várias regiões em que se expressa a alma nacional. É este “produto interno bruto” que mantém em alta a bolsa de valores humanos em que nós devemos investir.

 

Quero aqui lembrar as numerosas homenagens a D. Carlos promovidas por várias Câmaras Municipais, com destaque para a ocasião em que o Chefe do Estado inaugurou a magnífica estátua erigida em Cascais.

Durante todo este ano tiveram lugar inúmeros eventos de carácter cultural em homenagem ao Rei e ao Príncipe Dom Luís Filipe, organizados pela Comissão D. Carlos 100 Anos, integrada na Fundação D. Manuel II. Salientou-se o congresso “Os Mares da Lusofonia” que reuniu representantes de todos os países que falam português. Pelo interesse suscitado, foi lançado o desafio de a realizar cada dois anos, em países diferentes.

 

Continuei este ano a colaborar com vários dos países nossos irmãos, especialmente a Guiné-Bissau, Angola e Timor, mediante programas de desenvolvimento rural e protecção ambiental.

Aproveito para saudar o Primeiro Ministro Xanana Gusmão, actualmente de visita a Portugal, como líder que soube conduzir o heróico Povo timorense na luta pela liberdade e agora o serve com seriedade e competência no caminho do progresso material e espiritual.

 Saúdo o alargamento da CPLP esperando que em breve, Marrocos, o Senegal, as Ilhas Maurícias, a Guiné Equatorial e os nossos irmãos galegos possam fazer parte dessa comunidade. A Galiza procura afirmar a sua identidade cultural através da sua “fala”, que está na origem do português moderno.

Tive a alegria de levar a minha Família ao país de minha Mãe, trineta do primeiro Imperador, Dom Pedro, para participar nas celebrações dos 200 anos da transferência do Governo e do Rei para o Brasil. Finalmente foi feita justiça ao tão caluniado D. João VI!

A crescente importância económica e política do Brasil no Mundo é um motivo de orgulho e de oportunidade histórica para Portugal. Felicito os nossos governantes por a saberem aproveitar.

 

Deixo para o fim a instituição militar que, desde a fundação de Portugal tem estado intimamente ligada ao nosso percurso colectivo. Hoje, defendendo Portugal “lá fora”, tem contribuído de forma impar para o prestígio e afirmação nacionais e para a paz e a segurança da população portuguesa e das regiões em que tem operado.

 A canonização, em 2009, de D. Nuno Álvares Pereira, patrono das Forças Armadas, será uma providencial ocasião para aprendermos com os seus exemplos de valentia e caridade, inteligência militar e política, e defesa intransigente da nossa liberdade e independência. Saibamos aproveitar essa oportunidade!

 

Do fundo da história vem uma certeza que os monges de Alcobaça redigiram numa das mais belas frases da monarquia portuguesa: “O rei é livre e nós somos livres!”.

Neste convento do Beato, situado na Lisboa Oriental onde se começou a conspirar para o 1º de Dezembro, deixai-me hoje proclamar: “Eu sou livre e vós sois livres!”. “Eu sou livre” e “Vós sois livres” porque ser monárquico é também defender Portugal acima de todos os interesses. Juntos poderemos renovar a democracia portuguesa pela Instituição Real que só poderá vigorar por vontade do povo, com o povo e enquanto o povo o entender.

 

A minha Mulher, eu, e os nossos filhos Afonso, Maria Francisca e Dinis, a isso nos comprometemos porque Portugal pode, Portugal deve, e Portugal quer continuar democrático e independente!

 

Todos os que pensarem que o sonho dos fundadores e dos restauradores ainda está vivo, venham ter connosco; e se alguém questionar este crescente sentir do poder do povo, a resposta é hoje, como o foi no primeiro 1º de Dezembro: “O rei é livre e nós somos livres!”

 

Convento do Beato, 30 de Novembro de 2008

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Monarquia: Os Conjurados e a Restauração de 1640 (1 Parte)

No dia 12 de Outubro de 1640 juntaram-se em casa de D. Antão Vaz de Almada (ainda hoje conhecida por «Palácio da Independência», (…)) vários conjurados, entre os quais se contavam D. Miguel de Almeida, Jorge de Melo, António Saldanha, Francisco de Melo e Pedro de Mendonça. A esta conferência assistiu também o Dr. Pinto Ribeiro, convidado não só por ser homem de grande talento como por exercer as funções de agente dos negócios da Casa de Bragança.

O espirito da reunião dos 40 Conjurados ,que restauraram a Independência de Portugal, mantém-se no Jantar dos Conjurados realizado todos os anos a 30 de Novembro e presidido por SAR D. Duarte Pio, Duque de Bragança
Mais do que o espirito da Restauração, permanece perene o espirito do que é ser Portugal e português no sec. XXI

Já em 1640 afirmaria o futuro D. João IV:
— Sejam quais forem os acontecimentos, hei-de acostar-me ao que. seguir o comum do País.
Verdadeira definição do que é um Rei e o seu propósito, o Bem Comum de todos os portugueses

(21 de Novembro de 2008)
Falaram sobre os males de que sofria o reino e insistiram na necessidade de lhes pôr termo com uma revolução,(…)

JANTAR DOS CONJURADOS 2008

Todos concordaram e decidiram enviar a Vila Viçosa Pedro de Mendonça, a fim de comunicar a D. João —de facto único herdeiro legítimo dos reis de Portugal — a resolução que haviam tomado. Ainda hesitante, embora tendo escutado com grande atenção as palavras do emissário, o duque prometeu dar-lhe resposta depois de consultar o seu secretário António Pais Viegas. Rebelo da Silva narra assim essa consulta:

«Tendo ouvido o duque, Viegas calou-se por um instante e depois pediu licença para fazer uma pergunta:

— No caso de o reino se constituir em república, que partido seguiria Vossa Excelência, o do país ou o dos castelhanos?
Quote:

— Sejam quais forem os acontecimentos — respondeu o duque —, hei-de acostar-me ao que. seguir o comum do País.

— Então… — volveu o secretário — .. .está dada a resposta. Mais vale arriscar tudo para reinar do que arriscar ainda tudo para ficar vassalo. A ocasião é chegada e parece que Deus a trouxe. A maior dificuldade consistia em os outros proporem a empresa, pois seria pouco seguro se a ideia partisse directamente de Vila Viçosa. Os fidalgos estão prontos e só pedem rei. Dê-lho Vossa Excelência, e encomende o mais à Providência.»

 

 

VIDEO SOBRE OS CONJURADOS

Quis ainda D. João expor o assunto a sua esposa, D. Luísa de Gusmão, filha dos duques de Medina Sidónia, e portanto de origem espanhola.
A lenda — ou essa parte da História que em certos passos abre as portas à imaginação — atribui a essa senhora a seguinte frase, da qual se pode dizer que, «se não é verdade, é decerto bem imaginada»:
Quote:

— Mais vale ser rainha uma hora que duquesa toda a vida!

Mas vejamos como o historiador Rebelo da Silva a descreve:
«A duquesa, que era dotada de entendimento tão claro e de ânimo tão varonil, como depois confirmaram largas experiências… julgou por mais acertado, ainda que a morte fosse consequência da coroa, morrer reinando do que viver servindo, e animou o duque dizendo-lhe que todos os vaticínios eram pela segurança da empresa, e que só a demora poderia ser prejudicial.»

Tendo obtido esta resposta, D. João mandou chamar Pedro de Mendonça e disse-lhe — segundo conta D. Luís de Meneses — «que, antepondo a saúde da Pátria ao risco particular, se resolvia a aceitar a coroa para a fazer respeitada por todos os inimigos».

Os trabalhos da conspiração ultimaram-se na reunião do dia 28 de Novembro, tendo ficado definitivamente marcado, para a acção decisiva, o dia l de Dezembro. No entanto, em 30 de Novembro houve ainda novo encontro dos conjurados, em casa de D. Antão Vaz de Almada.
Conta Pinheiro Chagas:
«Ninguém hesitava; uns, no entanto, redigiam os seus testamentos, enquanto outros encomendavam missas aos religiosos. Nessa tarde, alguns populares mais influentes haviam afirmado aos nobres que Lisboa inteira responderia ao grito de liberdade…»

Quando os conjurados se separaram, a noite estava carregada e triste. Era a última noite de escravidão. As breves horas que ainda decorreriam para soar a liberdade seriam marcadas pela impaciência, mas todos os ânimos se conservavam firmes. Dentro em pouco — pelas nove horas da manhã de l de Dezembro — Portugal ficaria livre da dominação estrangeira… ou a fúria castelhana esmagaria os audaciosos.

Eram momentos de fé e de receio, de esperança e de dúvida…
E na verdade, durante essas curtas horas, o perigo de denúncia continuou a existir —já antes, Miguel de Vasconcelos fora avisado do plano da revolução e até do dia em que a acção seria desencadeada… mas o renegado, felizmente, não acreditou em tal possibilidade de aventura dos portugueses.
Pinheiro Chagas conta-nos um episódio curioso… que poderia ter tido trágicas consequências :
«Um dos conjurados morava em casa de um parente e amigo que não estava no segredo da conspiração. Sentindo pesar-lhe na consciência o facto de ocultar ao seu hospedeiro assunto de tanta importância, revelou-lhe tudo quando já vinha próxima a madrugada de l de Dezembro.
A inquietação com que o amigo recebeu a inconfidência sobressaltou o indiscreto, que não pôde conciliar o sono quando tentou descansar algumas horas na sua cama. E essa insónia evitou as trágicas consequências que o episódio poderia ter tido.
Pouco depois de se terem recolhido ouviu o ruído das patas de um cavalo, diante da porta; correu à janela e viu que o amigo se dispunha a partir. Desconfiando da possibilidade quase segura de’ uma denúncia, precipitou-se para a rua, agarrou violentamente o hospedeiro e ameaçou matá-lo se ele resistisse. Na manhã seguinte levou-o consigo, prisioneiro, para o Terreiro do Paço.»

Mas outros episódios, de uma qualidade bem diferente, marcaram essa madrugada de l de Dezembro de 1640… tais como o de D. Filipa de Vilhena, cingindo a espada por suas próprias mãos a seus filhos Jerónimo de Ataíde e Francisco Coutinho… e o de D. Mariana de Lencastre abençoando António e Fernão Teles, os filhos que iam partir para a magnífica empresa…

Havia ficado assente e recomendado a todos os conjurados o mais rigoroso disfarce na chegada ao Terreiro do Paço… e assim, pouco antes das nove horas da manhã, os fidalgos começaram a aparecer como em passeio, com um ar perfeitamente natural.
Era um sábado, esse dia que ficaria para sempre registado na História — um frio mas luminoso sábado do Outono português. A pé, a cavalo ou em coches, os homens que iam restaurar Portugal iam chegando tranquilamente, e antes ainda das nove todos eles ocupavam os seus postos. Era tão completa a confiança no êxito da empresa que, tendo João Pinto Ribeiro encontrado um amigo que lhe perguntou aonde ia, lhe respondeu serenamente:

— Não se preocupe. Vamos ali abaixo, à sala real, e num instante tiramos um rei e pomos outro…

Um velho provérbio latino diz que «a fortuna protege os audaciosos» (audaces fortuna juvat), e não muitas vezes terá tido tão perfeita significação…

 

Mensagem de SAR o Senhor Dom Duarte de Bragança, aquando do Jantar dos Conjurados de 2007

Fonte: Portal Somos Portugueses

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PDR – Um Projecto Isolado?

David Garcia, Principal Responsável pelo PDR

David Garcia, Principal Responsável pelo PDR

O PDR-Projecto Democracia Real, projecto este que nasceu há mais de 4 anos, tendo eu sido sempre o principal responsável pelo mesmo, nos seus vários vários formatos, que já falei várias vezes, procurei sempre ter comigo pessoas de várias sensibilidades políticas ou opiniões diversas sobre a Monarquia para o futuro. Por vezes deram-se choques de ideias e situações que menos me possa orgulhar, mas de uma maneira geral, procurei sempre estar junto de quem lidera, de quem tem experiência e sabedoria, de modo a garantir sobriedade, excelência e profissionalismo em todo o projecto. Aprendi muito nestes últimos 4 anos.

O Projecto Democracia Real existe com conhecimento de pessoas que lideram a Causa Real, Reais Associações, o Instituto da Democracia Portuguesa e até a própria Casa Real. Daí ser grande a responsabilidades dos membros da Administração deste Projecto e fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que este projecto, não seja apenas e só mais um projecto internáutico a favor da Monarquia em Portugal, mas que realmente possa fazer a diferença e mostrar o que há de bom no meio Monárquico.

O respeito pelas opiniões contrárias é essencial. O respeito pelas Instituições do Estado, mesmo não concordando com elas, direito democrático que nos assiste, é essencial. O respeito aos Partidos Políticos, mesmo não concordando com alguns deles, é essencial. Tudo isto é essencial numa Democracia Plural, onde todos têm direito à opinião.

Mas voltando ao cerne da questão se o PDR é um projecto isolado ou não. É evidente que não é. O Projecto Democracia Real está englobado nos espaços rede da Aliança Internacional Monárquica Portuguesa. Mas é Independente da AIMP ou qualquer outra organização monárquica. Porque com 4 anos de existência, de certa forma, hoje quem administra o PDR comigo, sabe do historial e sabe que estamos hoje bem melhor do que há uns tempos atrás. Mas isto não quer dizer que não estejamos de braços abertos para todos. Claro que estamos. Claro que queremos dialogar com todos. E claro que o temos feito. A Internet Monárquica, Leal a Dom Duarte de Bragança está pacificada, desde há um mês a esta parte, isto dá-nos condições para trocarmos impressões e trabalharmos em conjunto, porque somos todos Monárquicos. E defendemos todos o mesmo. A  Lealdade ao Senhor Dom Duarte é a base de tudo. Quem não é Leal a Dom Duarte de Bragança não pode ser considerado Monárquico! Pode parecer uma posição radical, mas este é o Príncipio do qual não abdicaremos nunca, porque o Senhor Dom Duarte, sendo o Sucessor Legítimo dos Reis de Portugal, representa a Herança Histórica Legada pelos seus antepassados e nessa Herança está intrinsecamente ligado o Principio Monárquico. Quem vai contra este Príncipio, não pode ser sério, não pode ser Monárquico.

Pelo que estando outro ou outros espaços de acordo com este Príncipio, nós, Administração do PDR estamos dispostos a colaborar e trabalhar em conjunto. Portanto, não estamos isolados, nem vivemos as nossas fantasias. Colaboramos activamente na luta pela Monarquia em Portugal. E aqui, peço desculpa, individualizar-me, mas ninguém tem a noção de quantas horas eu tenho dedicadas à Monarquia, por dia. Garanto que são mais de 8 horas normais de serviço! Chegam a ser 12 ou 15 horas, se não forem mais, por dia!

Fui eu que idealizei todo o este projecto, sou eu que “dou-lhe gás” para avançar, sempre com alto espírito militante. E não é preciso estar só a escrever nos Blogues da Rede PDR, é também idealizar o que se pretende, o que se quer fazer, que objectivos atingir, etc… Tudo isto, meus caros, dá trabalho. Mas tudo o que tenho feito pela Monarquia, tem sido feito com gosto, com amor à camisola e com muita esperança no futuro de Portugal, numa Monarquia Democrática. Acredito e acreditarei sempre que é possível, que somos capazes de lá chegar. Mas vai demorar tempo! Precisamos de ser pacientes e termos sabedoria e temos uma sabedoria de mais de 800 anos de História de Portugal, pelo que sabemos perfeitamente como agir por um Portugal melhor.

Olhe-se para o que se tem feito em prol da Monarquia na Internet. E agora não estou só a falar da Rede PDR criada por mim. Olhe-se para os Blogues e Fóruns associados do Instituto da Democracia Portuguesa, olhe-se para o fórum Netcafé Monarquia; todas as iniciativas Monárquicas na Net, com qualidade e com Lealdade a Dom Duarte de Bragança e Familia Real, merecem grande destaque e aplausos, porque há realmente gente com capacidade de trabalho, gente com grandes ideias que fazem maravilhas na Internet em prol da Monarquia para o nosso País. Creio que é chegado o momento de os Dirigentes Monárquicos olharem com olhos de ver o que se tem feito, e homenagearem todos os que tão brilhantemente se têm devotado à Monarquia Portuguesa e à sua Restauração. Todos acreditam que é possível, que é desejável, que seria bom para o País. Todos merecem uma especial atenção.

No caso do PDR-Projecto Democracia Real, bastava que existissem links dos nossos espaços, nos sites institucionais e nós fariamos o mesmo. Estamos todos ligados ao mesmo caminho que nos une por um Portugal melhor.

Esta é a prova cabal de que o PDR não é, nem será nunca, um projecto isolado.

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